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COIMBRA CONSOME NOMES DA LITERATURA ANGOLANA

Investigadores de literatura africana, de várias nacionalidades, tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre ficção e poética angolana, num encontro realizado no anfiteatro V da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), numa actividade organizada pela União dos Escritores Angolanos (UEA), em parceria com o Centro de Literatura Portuguesa da FLUC, programada para saudar o 25 de Maio, dia de África.
 
Francisco Mateus
 
Em mesa de escritores, fizeram-se presentes Luandino Vieira, Zetho Cunha Gonçalves, Lopito Feijóo e António Quino, tendo como moderador o renomado Professor Pires Laranjeira, um conhecido estudioso da literatura angolana.
Perante uma plateia de mais de 60 estudiosos da literatura africana, entre docentes, doutorandos, mestrandos e licenciados de nacionalidades diversas, as boas-vindas vieram do Professor António Rebelo, representante da Direcção da FLUC, seguido de breves considerações do também professor Pires Laranjeira, em representação do Centro de Literatura Portuguesa (CLP).
Falando em nome da secular instituição universitária, António Rebelo começou por agradecer a escolha da Universidade de Coimbra para tão importante evento e mostrou toda a disponibilidade para que acções do género possam acontecer em prol do multiculturalismo, hoje vigente nas áreas das humanidades.
Por seu lado, Pires Laranjeira, na qualidade de co-organizador do evento, destacou o papel de cada um dos escritores presentes no enriquecimento e promoção da literatura lusófona em geral e angolana em particular.
 
MEDO DO PAPEL EM BRANCO
 
Para abrir a bateria de intervenções, Pires Laranjeira instigou Luandino Vieira a falar sobre se vai ou não terminar a Trilogia intitulada “De rios velhos e guerrilheiros”.
Gorando as expectativas do auditório, o escritor angolano começou por referir que não é sua intenção terminar o terceiro livro da trilogia, por pretender que essa sua trilogia será de apenas dois livros.
Falando para uma assistência bastante atenta, Luandino Vieira disse também que, tal como nos anos 60 e 70, em que tinha medo do papel, porque os papéis podiam ser apanhados e virados contra si, agora ganhou ainda mais medo do papel em branco.
“Não é preciso que alguém os apanhe para serem virados contra mim. Basta que eu tente escrever qualquer coisa e imediatamente a primeira palavra se vira contra mim”.
Além de pretender com isso explicar o seu distanciamento de um provável terceiro livro da trilogia, essa alusão ao medo do papel em branco terá surgido de forma prévia para explicar a sua aversão ao acordo ortográfico.
“O terceiro volume da trilogia, o tal que eu nunca hei-de escrever, já tem a palavra inicial, escrita já há uns 8 anos. Tenho o caderno que diz ‘o livro de rios III’ e está com umas quatro ou cinco páginas. Mas, talvez adivinhando uma certa inflação do termo, do conceito e do alcance que esse conceito pretende, termo lusofonia, o romance começa com a palavra ‘river’, que, tanto quanto sei, não é ainda uma palavra da língua portuguesa”, disse.
Igual a si mesmo, o autor de personagens como Ricardo e Marina, do livro “A cidade e a infância”, aproveitou tecer críticas ao acordo ortográfico, que não teve em linha de conta a realidade linguística das diferentes comunidades utentes da língua, nomeadamente a moçambicana e a angolana.
“Estou convencido que os moçambicanos, que hão de ter a oportunidade, tal como nós angolanos, de apurar o nosso vocabulário, com o qual havemos de contribuir para o vocabulário da língua portuguesa, que em princípio devia servir de base de um acordo ortográfico, ficamos na triste situação de já haver acordo, de já estar aprovado e de já estar em marcha, o que na minha leitura, de quem já viu muita coisa, significa apenas que é um facto consumado, e os angolanos e moçambicanos que se virem. Porém, o não aceitarem como questão prévia que cada país contribua com o seu vocabulário dificilita-nos bastante”. 
Motor da Editora “NósSomos”, Luandino Vieira também explicou os motivos que estiveram na base da criação da referida, tendo realçado a intenção de levar o livro, a preços acessíveis aos distintos pontos geográficos, contribuindo assim na promoção do livro e da leitura.
Luandino Vieira, um dos mais conceituados escritores lusófonos, é autor de “A Cidade e a Infância”; “A Vida Verdadeira de Domingos Xavier”; “Nós, os do Maculuso”; “João Venâncio: os seus Amores”; “Luuanda”; “No Antigamente, na Vida”; “Macandumba”; “Velhas Estórias, Vidas Novas”; “Lourentinho, Dona Antónia de Sousa & Eu”, entre outras obras. Em 1965, obteve o Prémio de Ficção da Sociedade Portuguesa de Escritores que, não pôde receber porque na altura se encontrava preso no Tarrafal. Em 2006, foi-lhe atribuído o Prémio Camões, que recusou receber por razões pessoais.
 
NUM CAMPO DE BATALHA TAMBÉM NASCEM FLORES
 
Dando seguimento à actividade, o poeta e Presidente da Sociedade Angolana do Direito de Autor (SADIA), J. A. S. Lopito Feijóo K, começou por falar do seu livro “Cartas de amor”, que para ele fala de um amor para lá da compreensão do termo. Referiu que o amor não é um sentimento exclusivo de lugares onde existe paz e harmonia.
“Mesmo no contexto de guerra, reinava o amor. No Kuando Kubango, zona fustigada pela guerra civil angolana, nasciam flores. Os guerrilheiros lutando, por vezes corpo a corpo, e havia flores nascendo”.
Na sua intervenção, o autor de “Entre o Écran e o Esperma” realçou ainda o facto de os muitos anos de caminhada no campo da literatura permitiram-lhe perceber que é preciso ser-se profissional no ramo para se aperfeiçoar a escrita poética.
“Como dizia David Mestre, duma geração, se se apurarem 5 escritores, já é bom, e se desses 5 apurarmos 5 livros, será muito bom. E se em cada um desses 5 livros apurarmos 5 poemas, melhor ainda. Estamos sempre a procura do caminho, exercitando a escrita e descobrindo algumas matreirices que ninguém nos ensina; na forma de arrumar as palavras”, lembrou o poeta.
Lopito Feijóo, embora tenha já um percurso assinalável no campo literário angolano, com prémios e obras como “Doutrina”; “Rosa Cor de Rosa” e “Corpo a Corpo”, cujos textos se caracterizam pela quebra de um discurso fluído da sintaxe e da própria ortografia das palavras, garante que a escrita é um exercício incessante da busca do perfeito e que todos os dias se caminha ao encontro desse imaterial ser perfeito. Para exemplificar sobre os caminhos que tem vindo a percorrer para o apuro da escrita poética, Lopito Feijóo disse:
“Existe a gramática da língua, assim como a ficção e a poesia têm gramáticas próprias, que se aprendem lendo muito e muito. Repito: para se ser um bom escritor, tem que se ser, antes de mais, um bom leitor e um poeta é obrigado a ser muito mais que um bom leitor”.
Poeta que se assume como um desconstrutor da língua enquanto estratégia de inovação e contribuição para o seu enriquecimento, Lopito Feijóo defende a necessidade de até os estudantes de cursos técnicos ou ciências exactas apostarem na leitura de textos literários como mecanismo de aperfeiçoamento do raciocínio lógico.
“Estudante de matemática tem que conhecer a língua portuguesa, tem que ler poesia, e tem que ler ficção. Um estudante de física, ou ciências exactas no geral, tem que ler, porque imaginem que se ele não tem uma grande capacidade de entendimento ou de compreensão, como é que vai solucionar um problema matemático? Olha, quando nos apresentam um problema para o solucionar, temos que, antes de mais, compreender aquilo que nos é pedido. Daí, a responsabilidade de quem escreve com consciência artístico–literária, porque vai ser lido para ajudar nesse processo da vida do leitor”.
 
 
ZETHO GONÇALVES: UM POETA DE PROFISSÃO
 
Zetho Cunha Gonçalves foi o terceiro a tomar da palavra. Trazendo consigo a característica de vivência diferente da do Lopito Feijóo, diferença até na construção poética, é um cultor clássico da língua portuguesa, contrariamente ao Lopito Feijóo que a desregula para a inovar, conforme afirmou Pires Laranjeira como nota introdutória do autor de “A palavra exuberante” e “Rio sem margem. Poesia da tradição oral”.
Se Lopito Feijóo aprimora a desregulação linguística, Zetho Gonçalves aposta também em textos poéticos que resgatam, traduzem e transformam fundamentalmente provérbios da tradição nganguela, talvez por influência de Cutato, no Kuando Kubango, região que o poeta denomina como “minha pátria da poesia”.
Carrega memórias do seu pai aconselhando-o, num tempo de candeeiro petromax, o do início da luta armada de libertação nacional.
“Tempos em que não havia água eléctrica, nem luz canalizada”, lembra o poeta imitando uma construção frásica que em Angola parece muito comum. 
Para si, esse foi um período marcante para que hoje se entregasse inteiramente à escrita literária como meio de subsistência. E não tem poupado esforços no sentido de se esmerar no que faz.
“Tento conhecer o máximo sobre poesia em língua portuguesa que se vai fazendo por esse mundo fora”, disse.
Também escritor de literatura infanto juvenil, autor do livro “Debaixo do arco-íris não passa ninguém”, que só no Brasil já vendeu mais de 25 mil exemplares, Zetho Cunha Gonçalves falou também da sua experiência nos mais de 34 anos de carreira literária, com mais de 30 livros publicados.
“Uma das coisas que a escola nunca me ensinou foi o prazer de ler. Todas as coisas que eu era obrigado a ler, nunca lia. Como estudei agronomia e não literatura, para mim na leitura deve existir o acento do prazer e não o da tortura. Fecho um livro quando não me dá prazer, porque o leitor deve ser o maior e melhor escritor”, refere para depois reforçar que “o leitor é o escritor daquele determinado texto na sombra da página”.
Numa alusão aos que pensam ser possível o poeta fazer-se num dia, e reforçando a ideia deixada por Lopito Feijóo, Zetho Cunha Gonçalves lembrou que a aparente perfeição de um texto feito hoje, pode estar totalmente imperfeito amanhã.
“É o poema que faz o poeta, e não o poeta que faz o poema. Publiquei livros que hoje vejo que é uma porcaria. Reli muito do que escrevi e de cinco livros juntei fragmentos e fiz apenas cinco ou seis poemas apenas. O resto não aproveitei. É assim a vida do poeta”, ajuntou.
Além de escritor, com obras como “O incêndio do fogo”; “O vôo da serpente” (edição manuscrita, com 12 exemplares apenas, com quatro desenhos originais do autor), Zetho Cunha Gonçalves também é ensaísta e tradutor, tendo traduzido “O desejo é uma água”, de Antonio Carvajal. Organizou edições da obra de Mário Cesariny, Luís Pignatelli, António José Forte, Natália Correia, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa, e várias antologias da poesia e do conto angolanos.
Entretanto, ainda para destacar o papel do leitor, Zetho Cunha Gonçalves, que como homem nasceu no Huambo, mas que como poeta nasceu no Kuando Kubango, falou da necessidade da crítica.
“O nosso trabalho é tão solitário, mas tão solitário, que a razão dele é existir alguém com quem se possa um dia conversar, mesmo que seja discordando dele. Aliás, discordar inteligentemente é sempre saudável”, finalizou.
 
AUTO-ESTRADA CONSTRUÍDA COM LIVROS
 
A fechar o quadro, o professor, jornalista e ensaísta António Quino foi chamado a apresentar três, designadamente “A balada dos homens que sonham”, uma antologia do contos de autores angolanos organizada por si, e os romances Nambuangongo e Hebo, do escritor João Miranda.
Sobre a Balada, lembrou que O projecto nasceu de uma solicitação do secretário-geral da União dos Escritores Angolanos (UEA), António Francisco Luís do Carmo Neto, para atender a um pacote do seu mandato relativo ao seu ambicioso programa de divulgação da literatura angolana a nível internacional.
“Procuramos reunir textos que expressassem interesse, contexto, realidade, consciência colectiva, escolhas estéticas e temáticas de Angola e dos angolanos e cujos invariantes não marginalizassem os paradigmas também simbólicos do ser angolano”, disse.
Referiu que a 1.ª edição saiu com o título “Conversas de homens no conto angolano”, editada em Angola, e a 2.ª edição , melhorada foi do Clube do autor, em Portugal.
“Daí para cá, teve tradução em hebraico, lançado na feira de Jerusálem, outra tradução em espanhol, lançado na feira de Havana, em Cuba. Prevê-se uma edição brasileira e está já em carteira a tradução em alemão, francês e japonês”, informou.
Sobre os dois livros de João Miranda, que foi convidado a apresentar, disse que, não havendo uma aparente intenção objectiva de torná-los num só, “os dois livros do autor são uma espécie de auto-estrada, cuja portagem de entrada é Nambuangongo e a de chegada é Hebo”.
António Quino enfatizou que a presença da história recente de Angola é marcante nos dois romances, embora neles livro não haja implicitamente a pretensão de se fazer ou narrar história.
“Com Nambuangongo, destaca-se o início da luta armada de libertação nacional num território muito complicado para os guerrilheiros angolanos, de um lado, e para o exército colonial português de outro lado. Há ainda aspectos que ajudam a conhecer também o conflito ideológico no seio do MPLA, num profundo momento de introspecção, tal como o que culminou com o chamado fraccionismo, de 27 de Maio de 1977”.
Para esse docente, Hebo indicia uma fase posterior a da proclamação da independência nacional.
“Aqui o autor conta uma fase da guerra civil em Angola e ao período de 4 de Abril de 2002, com a conquista da paz efectiva, o reencontro de famílias, a reestruturação de famílias, as estórias românticas, ângulos que ajudam a compreender melhor o lado inverso ao da força das armas e, como disse o Lopito, no cenário da guerra também há amor; também nascem flores”.
Explicando o título do livro, António Quino afirmou que, de sua leitura, Hebo tanto pode simbolizar a gravidez de uma viúva (personagem do livro), fruto de um infiel envolvimento com um pastor, ou personificar uma paz que nunca mais chegava ao país.
“Era importante fazer pensar que a gravidez era do seu finado marido que, antes de morrer, a deixou grávida e que se tratava de um Hebo, daí o suposto prolongamento do tempo da gestação que ultrapassava doze meses (isso é o que fez transparecer na aldeia para disfarçar a gravidez nascida de uma relação com um pastor meses depois da morte trágica do seu esposo); ou as várias tentativas de paz, que oram vinham ora iam, o tempo correndo. Portanto, Hebo tem também a ver com a guerra civil que se prolonga até 4 de Abril de 2002 e nesse período houve várias tentativas de reconciliação e de paz, numa espécie de gravidez que aparece e desaparece, até o nascimento que surge no dia 4 de Abril, muito tempo depois para lá do tempo várias vezes programado”, rematou. 
Após as intervenções, perguntas e respostas, seguiu-se uma sessão de venda e assinatura de autógrafos, em alguns casos, para os livros “Cartas de amor”, de J. A. S. Lopito Feijóo K., “Rio sem margem. Poesia da tradição oral – livro 2”, de Zetho Cunha Gonçalves, “Crianças vítimas de práticas de feitiçaria”, de Antónia Domingos e “A balada dos homens que sonham”, antologia organizada por António Quino. Foram também vendidos os livros “Hebo” e “Nambuangongo”, de João Miranda, “Quitandeiras e aviões”, de Manuel Rui e “As duas amigas”, de Cássia do Carmo.
 

O regulamento do Prémio Literário Sagrada Esperança dirigido a escritores angolanos com ou sem obra publicada está a ser divulgado, em Benguela, a fim de incentivar a participação dos autores locais ao respectivo concurso.

Segundo um programa da Direcção Provincial da Cultura a que a Angop teve hoje acesso, os escritores de Benguela interessados em participar do concurso devem remeter as suas obras até ao próximo dia 31 de Maio à sede do Instituto Nacional das Indústrias Culturais (INIC), em Luanda.

A instituição informa que as obras devem ser escritas nos géneros literários romance, novela, conto, poesia, ensaio, crónica e dramaturgia, o que torna este prémio abrangente no contexto literário.

O documento acrescenta que ao autor da obra vencedora do Prémio Literário Sagrada Esperança caberá o valor de dois milhões e 500 mil kwanzas, um troféu e publicação do trabalho, aquando das celebrações do Dia da Cultura Nacional, 8 de Janeiro.

O Prémio Literário Sagrada Esperança é promovido pelo Instituto Nacional das Indústrias Culturais e a Fundação António Agostinho Neto (FAAN), com o patrocínio do Banco Caixa Geral Totta de Angola, em homenagem póstuma ao primeiro Presidente de Angola (1922-1979).

De periodicidade anual, o concurso visa incentivar a criação literária entre os autores nacionais, bem como assegurar o surgimento, cada vez mais, de obras editadas.

Os escritores angolanos Lopito Feijó, Luís Kandjimbo e Ana Paula Tavaresparticipam, de amanhã a sábado, em Odivelas, Lisboa, no IV Encontro de Escritores Lusófonos, denominado “A Emergência Feminina no Contexto das Literaturas de Língua Portuguesa”.

Inserido no programa da IV Bienal de Culturas Lusófonas, a sessão de abertura do encontro vai contar com a participação do vice-presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Mário Máximo, do director do Instituto de Odivelas, José Bernardino Serra, da directora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Inocência Mata, e do director do “Jornal de Letras”, José Carlos Vasconcelos.

No dia da abertura, o escritor Luís Kandjimbo disserta no painel 1 sobre o tema “Lusofonia: Talvez um Continente à Medida dos Nossos Desejos”, com os moçambicanos Delmar Maia Gonçalves e Filomone Meigo, com moderação de Domingos Lobos.

No segundo dia da actividade, Ana Paula Tavares aborda o tema “Entre o Ser e o Estar: Despertam-se as Coisas do Silêncio em que Foram Criadas”, que tem também as intervenções do moçambicano Ascêncio de Freitas e dos portugueses Joana Bártholo e João Ricardo Pedro.

Ainda na sexta-feira, o período da tarde está reservado à poesia, numa abordagem subordinada ao tema “Por entre páginas de um Livro Escolhido: A Ideia Nasceu Aí”, em que participam Lopito Feijó (Angola), Abraão Vicente (Cabo Verde), Emílio Lima (Guiné-Bissau), Filimone Meigos (Moçambique) e Márcio Catunda (Brasil). 

Durante três dias, vão ser realizados debates organizados por painéis, apresentações de obras literárias e uma evocação à poetisa portuguesa Natália Correia.

Natália de Oliveira Correia nasceu a 13 de Setembro de 1923 em Lisboa e faleceu a 16 de Março de 1993, aos 69 anos. É de extensa e variada obra publicada, com predominância para a poesia. Foi deputada à Assembleia da República portuguesa (1980-1991), interveio politicamente ao nível da cultura e do património, na defesa dos direitos humanos e dos direitos das mulheres. É autora da letra do Hino dos Açores juntamente com José Saramago (Prémio Nobel de Literatura, 1998), Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues.

A obra de Natália Correia estende-se por géneros variados, desde a poesia ao romance, teatro e ensaio e está traduzida em várias línguas. Colaborou com frequência em diversas publicações portuguesas e estrangeiras. Foi uma figura central das tertúlias que reuniam em Lisboa nomes centrais da cultura e da literatura portuguesas nas décadas de 50 e 60.

UEA-Digital, Seomara Santos, Fonte J.A

 

A antologia internacional “Raízes-Laços do Brasil com Angola” será lançada domingo (dia 19), na cidade de Foz de Iguaçú, Parana, Brasil. 
 
Promovido pela Associação Internacional de Escritores e Artistas (Literarte) e pelo Clube Nacional de Poetas e Trovadores (de Angola), o acto de apresentação da obra que reúne textos poéticos e prosas de 50 angolanos e 50 brasileiros insere-se no âmbito do programa fim-de-semana cultural, a iniciar-se sexta-feira.
 
Neste fim-de-semana cultural, segundo o escritor angolano Carlos Pedro, que tem textos na antologia em referência, haverá outros atractivos como exposições, saraus, feiras literárias, homenagens e entregas do Prémio Literarte de Cultura 2012.
 
“Consto do universo de premiados na categoria de literatura, enquanto o embaixador de Angola do Brasil, Nelson Cosme, é um dos homenageados pelo seu contributo na divulgação da cultura angolana no Brasil. Um diploma e uma estatueta são os prémios a serem dados”, asseverou.
 
Os prémios anuais da Litearte visam celebrar o talento, a beleza, a valorização dos criadores e destacar os artistas e promotores que brilharam e produziram obras de estimado valor cultural nacional e internacional, nas categorias de Literatura, Artes Plásticas, Activismo Cultural e Revelação Literária.
 
Entre os autores angolanos que participaram com os seus textos na Antologia “Raízes-Laços do Brasil com Angola” constam, além de Carlos Pedro, Alvaró Alves, Angelo dos Reis, Kangadala, Nguimba Ngola, Paulo Tatório e Otília da Lua.
 
 
UEA-Digital, Seomara Santos Fonte Angop

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