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Mario Vargas Llosa critica "retrocessos" na liberdade de expressão Destaque

Mario Vargas Llosa afirmou nesta quarta-feira que o mundo deve sentir-se "alarmado" pelos retrocessos na liberdade de expressão em países como Cuba, Venezuela e Bolívia e advertiu que este direito será "sempre ameaçado" a partir de "todas as formas de poder".

O Nobel de Literatura fez as declarações após receber o prêmio em defesa da liberdade de expressão e dos valores humanos das mãos do vice-presidente do Governo e ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, em um ato realizado no Real Teatro de las Cortes de San Fernando (Cádiz, sul da Espanha).

 

A entrega do prêmio, o terceiro concedido em seus 64 anos de história a Assembleia Internacional de Radiodifusão, coincidiu com a realização de 200º aniversário da aprovação do 9º Decreto de Liberdade de Imprensa, que as Cortes Extraordinárias da Ilha de León redigiram e promulgaram em 10 de novembro de 1810 neste mesmo cenário.

 

Uma coincidência que multiplica o "significado" deste prêmio, com o qual carrega a missão de continuar com a luta pela liberdade de expressão, uma luta na qual "só é possível ganhar batalhas, jamais a guerra".

 

O escritor lembrou que o mundo viveu nos últimos anos "indubitáveis progressos" no respeito à liberdade de expressão, mas insistiu em sua preocupação com os "retrocessos" que se experimentam neste terreno em alguns países latino-americanos.

 

Vargas Llosa referiu-se especialmente a Cuba, onde há 50 anos este direito não é respeitado e não há "indício algum" de que a situação vá mudar, e à Venezuela, onde há "ataques ferozes" contra a imprensa e jornalistas que resistem "ao blecaute definitivo", apesar das intimidações.

 

"É fundamental que denunciemos os atropelos aos jornalistas venezuelanos independentes", ressaltou o escritor, que alertou ainda para que outros países hispânicos com Governos "nascidos de eleições legítimas" estejam sofrendo por retrocessos de liberdade de expressão.

 

Bolívia, Equador, Argentina, e "mais recentemente" o Brasil, são os países citados, junto à Colômbia e México, onde "a indústria narcotráfico" atentou contra jornalistas que exerceram sua liberdade de expressão, um princípio "básico" sem o que não pode existir a democracia.

 

Vargas Llosa não vê só ameaças à liberdade de expressão no âmbito político ou econômico, porque "sempre haverá perigos de emboscadas por trás dos poderes".

 

"Não devemos ser tolerantes, nem complacentes", ressaltou, para destacar que os escritores "estamos obrigados a situar-nos à vanguarda da defesa da liberdade de expressão" e, neste sentido, se comprometeu a fazer "tudo que estiver ao seu alcance" para não defraudar nesta tarefa. EFE

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