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Crítico Jomo Fortunato fala de estudos literário

A União dos Escritores Angolanos (UEA) acolhe, desde segunda-feira, em Luanda, um seminário de introdução aos estudos literários, cujo prelector é o crítico literário Jomo Fortunato.

Estão habilitados a participar desta acção formativa, estudantes, jovens com propensão para literatura, escritores e jornalistas, desde que paguem uma quantia de mil kwanzas. 

 

Em declarações à Angop, o prelector e autor do projecto, Jomo Fortunato, disse que o seminário tem como fundamental objectivo melhorar o conhecimento dos jovens com tendências para literatura de ferramentas essenciais do texto literário e compreensão do próprio conceito de literatura.

 

“No fundo será um espaço de problematização do fenómeno literário no geral, em termos de teoria da literatura no geral e também da literatura angolana, focando alguns aspectos essenciais da sua história”, apontou.

 

Segundo Jomo Fortunato, este seminário visa potenciar o novo talento porque a compressão do fenómeno literário pode ajudar a produzir textos criativos.

 

Conhecer os fenómenos de contaminação literária, intertextualidade( isto no âmbito do estudo da génese do texto literário, os principais momentos de teoria e crítica literária do século XX, visam sobre a narratologia e teoria do romance, são, na perspectiva do crítico, aspectos de inegável importância.

 


Sublinha que a análise do texto poético e a sua produção, do texto dramático e do texto narrativo, como se processam e quais são as características, bem com a abordagem sobre os universais da literatura, ou seja, aquelas teses de estudos literários que são aplicáveis as várias literaturas nacionais melhoram a escrita. 

 

Esta acção enquadra-se no domínio da ciência literária que, de acordo com Jomo Fortunato, não forma escritor mas ajuda na compreensão deste fenómeno e, consequentemente, na produção dos textos do fórum criativo.  

 

“Mas do que potenciar com ferramentas teóricas este seminário também visa ensinar a pensar o assunto literário. Eu quero que os jovens façam uma reflexão sobre o assunto, porque nós não viemos com teorias acabadas, não viemos com teorias conclusivas porque a própria literatura é um sistema aberto, nada é conclusivo”, concluiu.

 

Jomo Fortunato é crítico literário e musical, jornalista e professor universitário. 


UEA-Digital, Seomara Santos,l fonte ANGOP
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