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MOVIMENTO LEV´ARTE ANALISA OBRA DE ADRIANO BOTELHO DE VASCONCELOS

O Movimento Lev´Arte vai realizar nesta Quinta-Feira, dia 25 de Junho de 2015, às 19h, em 13 províncias, mais uma edição do tradicional evento de Poesia Eu Vivo. Poetas, trovadores e declamadores darão vida a poética de Adriano Botelho de Vasconcelos através dos seus poemas.

O evento Poesia Eu Vivo que acontecerá nas províncias de Luanda, Bengo, Bié, Cunene, Huambo, Huíla, Kwanza Norte, Lundas Norte e Sul, Kuando Kubango, Malanje, Moxico e Uíge, será consubstanciado com recital de poesia, trova e leituras sobre e obra de Adriano Botelho de Vasconcelos.

Sobre o Homenageado

Poeta, escritor e político. Fez o curso de Administração e Comércio e o Politécnico de Gestão em Portugal. Esteve ligado a várias actividades de desenvolvimento comunitário no exterior do país. Foi Diplomata em Portugal, onde exerceu o cargo de Adido Cultural da República de Angola, durante seis anos. Foi eleito deputado pelo partido MPLA, na eleição de Outubro de 2008. É Secretário-Geral da União dos Escritores Angolanos. Viveu quase uma década num exílio consentido e, talvez por esta razão, sua poesia tenha muito de cosmopolita.

Adriano Botelho começou a escrever na 4ª classe. Sua proposta de escrita, considerada pela família como surrealista, não levou propriamente em conta o drama da colonização. Foi em sua vertente poética que Adriano Botelho mais se permitiu dar voz ao "outro", opondo-se ao princípio estilístico da estandardização da linguagem angolana. Em Lisboa, durante a sua estadia, Adriano Botelho lançou o Jornal Angolê, Artes e Letras; no Porto, reuniu mais de duzentos especialistas de literatura angolana - encontro muito concorrido, que possibilitou ao poeta a organização de textos sobre a obra de Agostinho Neto.

Segundo a estudiosa e pesquisadora literária Jurema de Oliveira: Nas obras de Vasconcelos, as versões do passado são reactualizadas com imagens elaboradas por um procedimento produtor de opiniões, que articulam experiências só evidenciadas no presente, com a reconstrução factual. Reconstrução esta capaz de promover o questionamento de vozes individualizadas e colectivas que compõem o mosaico poético e trazem à tona as águas revoltas do passado, para reinterpretá-las no espaço literário onde ocorrem reflexões acerca do "silêncio [que] fez a noite ser mais longa pelo rabo de uma cobra que toca os tambores que ainda guardam as lágrimas dos kombas". (OLIVEIRA apud Pambazuka News)

Recebeu o Grande Prémio Sonangol de Literatura - Ex-aequo (2003) pela obra Tábua. Foi Secretário-geral da União dos Escritores Angolanos. Suas obras Olímias e Luanary foram adaptadas para o teatro.

Obras publicadas:

1974 – Vozes da Terra.
1975 – Vidas de Só Revoltar
1983 – Células de Ilusão Armada.
1984 – Anamnese.
1988 – Emoções.
1996 – Abismos de Silêncio.
2003 – Tábua – Grande Prémio Sonangol de Literatura –Ex-aequo – 2003.
2005 – Boneca de Pano:Colectânea do Conto Infantil.
2005 – Caçadores de Sonho : Colectânea do Conto Angolano.
2005 – Todos os Sonhos:Antologia da Poesia Moderna Angolana.
2005 – Olímias.
2007 – Luanary.
2009 – O Amor é Sempre Agora.

Contamos com a sua colaboração para a divulgação deste evento.

Melhores Cumprimentos

Kiocamba Cassua

Secretário Executivo / Movimento Lev´Arte

+244 917 05 15 50 /// 927 00 17 80

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Contacto

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