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A Vitória é Uma Ilusão de Filósofos e de Loucos

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Sobre a obra, o Corpo de Jurado do Grande Prémio de Poesia de 2005, teceu as seguintes considerações: «Partindo de uma epígrafe de Faulkner, onde buscou seu próprio título, o poeta constrói uma obra em que a guerra é crítica e metaforicamente revisitada com uma grande sofisticação estética. As cinzas da guerra, recolhidas em forma de poemas, aliam o som (das palavras) à fúria (dos tambores bélicos), reelaborando assim a proposta do mote estruturador do seu texto: O Som e a fúria, de William Faulkner. Da destruição e das cinzas da guerra, o poeta ergue, com musicalidade e por meio de um texto maduro, novas vontades, ao mesmo tempo que busca antídotos contra as ruínas e as raivas. Os poemas, não obstante parecerem apontar para a desolação, vão tecendo um caminho de reconstrução individual e colectiva, psicológica e identitária, que neutraliza toda a disposição vã que o título parece anunciar».

Informação Adicional

  • Autor: João Tala
  • Editora: UEA
  • Ano: 2005