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Gramática do Amor Contemporaneo

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«A tribos do deserto te procuram pelos caninos de sol. o seu olfacto de vidro amadurece a urina das Zebras nas queimadas do teu umbigo. o norte espreita o sonho entre os poentes de aves dos meus lábios. sobre as pontes da minha desatenção, o poema ergue-se á tua passagem. És quente e abissa como um troféu marfim á porta do eumbo de um soba. Abres-te como um dicionário onde os dedos só lêem paisagens de uma semântica indemne á paciência do acto e á razão. Como o semba instrumental repete a vocação dos axiluanda, também tu guardas o ritmo do atlântico na fugaz inquietação do teu ser. Construí as tuas mãos, para que elas Lavrem o ngoma percutindo a pele deste canto retesado até a sumaúma do poente. Nas cercanias dos teus dos teus dedos, estala uma canção visível de carne e osso que aproxima dos seus dentes um vigor virgem de maquinas tímidas na trepidação dos músculos...» (Extracto da Pág22)

Informação Adicional

  • Autor: José Luis Mendonça
  • Editora: Zoom, Lda
  • Ano: 2001