Em Setembro
Novo rebento nas árvores.
É Setembro.
Nevoeiro a cobrir morros vem do rio;
A cigarra despede-se do cacimbo a cantar.
Esta noite chuviscou.
Sabe a terra humedecida. É Setembro!
Mas Setembro lembra-me
O dia em que perdemos o nosso Guia
Que conduziu a barca que nos levou
Ao ancoradouro da liberdade:
Agostinho Neto inolvidável.Excerto da pág. 14
