A Prece dos Mal Amados
Pablo sentiu um fogo interior a consumi-lo, fosse de tez pálida, estaria da cor de um pimento vernelho. Considerou a possibilidade tombou sobre ele como se tivesse sido fulminan´do por um raio. Sentou-se na cadeira vazia ao lado e, tirando o lenço verde oliva do bolso, limpou o suor que gotejava de testa. África cada vez mais o agarrava, mesmo contra a sua vontade, há algum tempo que se dera conta que começara a ser suprsticioso, levava um fita vermelha amarrada no tornozelo, por dentro da meia, e que conseguira, até à altura, manter em segredo dos outros. Que justificação teria se, por descuido, lhe fosse perguntada a razão do gesto? Talvez deve-se substituí-la por uma verde oliva, as desculpas seriam mais verosímeis, poderia ser morto sem que se soubesse e o fardamento roubado pelo inimigo que também às vezes o usava para assaltar aldeias indefesas, assim aquela fita verde-oliva, que certamente passaria despercebida, seria testemunho imorredouro que aquele corpo era de um cubano valoroso, morto por cuba e pela revolução internacional...(extracto da Pág. 93)
Informação Adicional
- Autor: Fragata De Morais
- Editora: Chá de Caxinde
- Ano: 2009
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Extractos
