Entrevista de: Aguinaldo Cristóvão
Três pensamentos caracterizam e podem resumir a filosofia de vida de Abreu Paxe, escritor angolano que recebeu pelo seu primeiro livro, A Chave no Repouso da Porta, o seu primeiro prémio literário. Para ele não há nada fácil, «tudo é difícil de se fazer». Nesta entrevista, Abreu Paxe explica também a importância da literatura infantil na maturidade de um escritor.
Entrevista de: Isaquiel Cori
Escritor de múltiplas facetas, cultivando a poesia, a narrativa, o ensaio e a crítica, caracterizando-se por uma permanente intenção de «marcar» o seu tempo, é vê-lo a fazer apresentações de livros e autores, a proferir palestras e a assinar textos em jornais. Jorge Macedo, aos 62 anos de idade, conserva um espírito juvenil, aberto ao diálogo. Na entrevista que poderá ler abaixo, Jorge Macedo fala sobre o futuro da língua portuguesa na literatura angolana, opina a respeito da aparente deslocação do centro de consagração dos escritores angolanos para Portugal e, ainda, sobre o tratamento literário do tema da História de Angola. Como não podia deixar de ser, dá a conhecer os seus, muitos, projectos literários. Mas, na condição de etno-musicólogo, fala também das suas pesquisas musicais relativas à marimba e ao semba. No fim, dá o seu ponto de vista sobre o futuro de Angola em paz, bem como sobre África, este tão sofrido continente.
Entrevista de: Isaquiel Cori
É uma Senhora. Jamais passa despercebida onde quer que esteja. Muito ligada às actividades literário-culturais e autora de mais de uma dezena de títulos de literatura infantil, surpreendentemente diz que não é escritora ("Um escritor tem de ter profissionalismo, tem de escrever todos os dias").
Publicou recentemente Crónicas Apressadas I, uma colecção de textos lidos na rádio LAC - Luanda Antena Comercial, em 1999. Promete, para breve, a publicação de dois livros de ensaios sobre literatura infantil angolana e sobre as mulheres da UEA. Professora de longa carreira, já não tem a conta de quantos cidadãos ajudou a formar. Aqui, Gabriela Antunes remonta à sua infância no Huambo, ao seu tempo de estudante e aos primórdios da criação do Estado angolano. Mas também fala de literatura, política e comunicação social. Com o desassombro e a frontalidade de sempre.
«A União dos Escritores Conseguiu fazer tudo o que tinha que fazer»
Escrito por Adriano Botelho de VasconcelosEntrevista de: Aguinaldo Cristóvão
Numa altura em que a classe dos escritores atravessa um período de estabilidade, o Secretário-geral da União dos Escritores Angolanos, Adriano Botelho de Vasconcelos, anunciou que, a partir do próximo ano, em concertação com o Ministério da Cultura, será criado o prémio nacional de Ficção e Poesia. Apesar disso, chama a atenção para o valor inestimável dos intelectuais angolanos, por vezes esquecido. Ele faz uma apreciação do que faz e/ou deverá fazer na cadeira de S.G.
