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Entrevista de: Isaquiel Cori

António Dias Cardoso é pessoalmente testemunha e vítima das sevícias impostas pelo regime colonial-fascista português aos angolanos. Preso durante 14 anos, foi torturado e desterrado para o campo prisional do Tarrafal de Santiago, em Cabo Verde.

 

 

 

Entrevista de Aguinaldo Cristóvão

A conversa com um dos grandes poetas angolanos implica sempre um exercício anímico atípico. Revolucionário das suas próprias ideias, António Gonçalves permanece com uma produção literária pujante, cuja qualidade tem sido cada vez mais referenciada. Mas se lhe perguntássemos se tal posição corresponde à verdade diria que não. Tal qual homem que olha para a floresta deixando a árvore solitária de lado, o poeta com que temos a oportunidade de conversar tem analisado de forma positiva a evolução da literatura angolana. Além da sua história e patamar a nível das literaturas africanas, tem entendido que os prémios literários que vêm recaindo são um sinal de que a qualidade literária já é visível além fronteiras. Tudo isso é fruto de muita entrega, de muito sacrifício e horas de pesquisa ou "oficina". Daí que não poderia fazer outro prognóstico: "Tenho a plena convicção de que a literatura angolana continuará a surpreender o mundo".

 

Entrevista de Aguinaldo Cristóvão

Quando foi divulgado o facto de a vencedora do Prémio Nobel da Literatura 2004 Elfriede Jelinek ficou na coca do mundo, como nunca tivera sido até então. A literatura feita por mulheres vem ganhando uma grande pujança na Europa, sendo que a América latina têm saído boas referências. Em Angola - e aqui finalmente chamaremos a nossa entrevistada - as mulheres têm evoluído e utilizado cada vez mais a caneta para desabafar ou, como o faz Sónia Gomes, chamar a atenção da sociedade. A literatura voltadas a temas tão específicos como a saúde pode-se dizer que é uma novidade por a maior parte dos escritores dedicarem-se a narrativas, romances e, sobretudo a poesia. De Sónia Gomes não se conhece textos poéticos publicados, pelo que não abordámos esta questão na entrevista que se segue. Dedicada ao aprimoramento do estilo, com um histórico familiar e cultural rico para a prosa, a nossa contista conta como uma estudante evolui na arte de bem escrever...

 

Uma conversa à volta dos estudos das literaturas africanas no Brasil é o conteúdo das próximas linhas. Rita Chaves é leitora assídua das literaturas mais pujantes do espaço dos cinco países que se expressam em português e formam uma comunidade. Professora universitária da Universidade de São Pulo (USP), aponta Luandino Vieira como uma das melhores referências da literatura angolana e, diria mesmo, o ponto de partida para uma geração inteira que lhe seguiu as peugadas. Quando a entrevista estava em curso surge a notícia. Luandino, o "nosso" Luandino, é prémio Camões. Rita Chaves, que é com Tania Macêdo co-autora de Portanto..., sobre Pepetela, e de Boaventura Cardoso, a escrita em processo, aqui também com Inocência Mata, considera que a leitura é o ponto de partida e chegada da interacção entre o escritor e o leitor. Entre outros aspectos, explica porquê que há interesse crescente na literatura angolana e quais os autores mais lidos.

 

 

 

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