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«Eu Faço uma Grande Simbiose Entre a Gastronomia e a Poesia» Destaque

Escrito por  Aguinaldo Cristóvão

«Há momentos que nos marcam», disse-nos a certa altura desta conversa Kanguimbo Ananás. Natural do Namibe, a autora do livro de poesia Seios do Deserto é psicóloga de formação e jurista de coração. Mas é na gastronomia onde tem prémios internacionais e na literatura, que descobre momentos singulares que marcarão igualmente toda a sua vida.

 

P: Kanguimbo Ananás tem no Namibe o seu local de infância, sobre o qual incide a maior parte da sua obra. Fale-nos dos seus lugares de infância e dos livros que leu durante este período.

R: Nasci a 3 de Fevereiro, no bairro do Forte de Santa Rita. Vivi num ambiente sadio convivendo com várias pessoas, com os mucubais e os sobas. No bairro havia uma relação familiar com os vizinhos mais velhos, estes transmitiam as suas experiências aos jovens contando estórias e ensinando canções à volta da fogueira. Isto só para dizer que tive uma infância sem recalcamentos, porque tive presentes os meus Pais. Comecei a estudar aos seis anos de idade no colégio Nossa Senhora de Fátima, da 1ª até à 4ª classe. Fiz exames de admissão em 1971, fui aprovada e admitida na Escola Preparatória Barão de Moçâmedes. Frequentei a Escola Comercial Industrial Infante D. Henrique, até ao 3º ano do Comércio. Na verdade, após 1975 as políticas mudaram, tive a necessidade de frequentar o ensino de recuperação aqui em Luanda, na Escola Nzinga Mbandi, onde estudei a 7ª e a 8ª classes. Nos anos seguintes 82, 84 fiz o PUNIV, fui encaminhada para a Faculdade de Ciências, para fazer Biologia; na verdade, era uma cadeira a que eu tinha notas muito altas. Tinha média de 14, mas também não era o curso de opção, embora gostasse. A princípio queria fazer Direito, por motivos alheios à minha vontade os sonhos ficaram perdidos. Como gostava e também tinha muito interesse na Ciência Humanas, optei por fazer o curso de Psicologia no ISCED, nos anos lectivos de 1992 a 1996. Para acrescentar, além da formação académica, fiz vários cursos profissionais ligados à área de Recursos Humanos.

P: Mas questionava sobre a sua infância...

R: Voltando à minha infância, eu trago-a até agora no meu âmago. Tive uma infância muito bonita, cresci no seio das madres, tendo uma educação religiosa, quer no seio da família, quer na educação da escola porque nós tínhamos a disciplina de Religião e Moral, aprendi muito como me relacionar com o próximo. Era das alunas que se evidenciavam na turma, também porque tinha o dom de cantar e, com o incentivo dos professores, fazia parte do grupo coral da escola. Em Moçâmedes havia uma igreja no tempo da outra senhora, onde não entravam pretos, na sua maioria, as meninas do canto coral eram brancas. Nós, negras, éramos três meninas: eu, uma colega que já é falecida, Helena Francisca, e uma prima minha, Adelina Rosa. Tendo em conta o nosso talento, tivemos o privilégio de viajar para vários municípios com o grupo coral. Trago recordações muito boas, independentemente do grande mal que era a exclusão social. Aprendi muito, como aprendi a bordar, a cozinhar, educação cívica e moral e a lavrar a terra. E em todas as actividades culturais eu estava sempre presente. Recordo-me que, uma vez, a professora deu-me uma tareia por causa da traquinice, fui para casa com o lábio inchado, quase a sangrar. E a minha mãe ficou muito triste. E disse: «Como é que a professora vai bater numa pessoa que é deficiente? Então tu não vais para a escola! » E faltavam dois dias para nós recebermos o governador do distrito na escola. E sei que a professora Isabel Loureiro, minha professora da 4ª classe, foi ter com a minha mãe e disse que «a Manuela é uma pessoa muito importante, faz parte da peça, do jogral». A minha mãe: «E então a professora, só porque a miúda não estudou bem, então a professora vai lhe bater? Não é assim!». E eu, no fundo, fazia o sinal à professora «quero ir, quero ir», por trás da minha mãe. A minha mãe disse que ainda estava com problemas na boca, porque feriu-me até ao dente. Eu comecei a chorar e a minha mãe não teve hipótese. Eu fui no carro da professora, que me levou para a escola para fazer parte da actividade cultural.

P: Tem uma vida repartida em três etapas: uma referente à sua infância, em que ficou apaixonada pelo canto, outra surgiu mais tarde com a gastronomia e mais recentemente a literatura...

R: Mas está acompanhada. Porque eu comecei a declamar, a participar nas actividades, desde os meus 7, 8 anos. E comecei a escrever aos 12 anos, já naquela altura, quando os professores nos mandavam escrever versos. Porque tudo começou mesmo na minha infância. Nós tivemos sorte, porque naquela altura estudava-se o Luís de Camões, que foi um grande escritor, e também o Fernando Pessoa; e recordo-me que numa das passagens eu saí-me com um poema: «quando passares por uma mata a fora lembra-te que os meus olhos brilham quando passares por uma mata a for lembra-te que os meus passos vão em forma de gazela». É assim esta recordação que tenho.

P : Naquela altura, a orientação literária era marcadamente voltada para a metrópole. Era possível, com a idade que tinha, um estudante desenvolver um raciocínio crítico que vertesse a literatura angolana?

R : Não, tudo quanto aprendíamos culturalmente era sobre Portugal Ultramarino, desde os rios, vales e montanhas. E tudo ficou gravado no meu subconsciente. E hoje, em tudo o que faço revejo sempre aquela infância sem recalcamento, mas com tudo de bom. Eu nasci já com esta veia poética! Penso que já vem de longe. Fui escrevendo até em sítios difíceis da minha vida, por onde andei, por exemplo na cela 12. Nunca imaginei que um dia tivesse a necessidade de mostrar um pouco aquilo que faço e que isso pudesse ser realmente valorizado. Recordo-me que na minha infância tinha boas notas e na aula de Língua Portuguesa e outras disciplinas era a pessoa indicada para ler. Quando a minha professora pedisse um voluntário para ler, eu era sempre a primeira. E a Isabel Loureiro dizia: «tu és sempre a primeira, quero outra pessoa». Naquele tempo a professora de Português dizia que eu podia ser uma boa jornalista, porque lia bem. Eu não tinha noção do que era um jornalista. Não sabia o que era um jornalista no verdadeiro sentido da palavra. Recordo-me que, mesmo no ensino de base, no 3º nível, a minha professora, Fausta de Sá, médica psiquiátrica que actualmente vive em Portugal, já me chamava a atenção, que podia ser uma boa jornalista porque lia muito bem.

P : Hoje temos, não uma jornalista, mas uma exímia declamadora de poesia...

R: É verdade. Porque foi o que eu lhe disse há bocado. Eu comecei já desde criança. Razão pela qual esta força que vem do fundo, quer física, quer psicológica, é fruto de muito trabalho. As pessoas não me conhecem. As pessoas ainda me indagam quando eu vou para a rua. Questionam-me como é que consigo declamar sentindo a poesia na alma. Pois é! Eu comecei já desde pequenina, é um trabalho já de infância.

P : Sempre foi apaixonada pelo Direito, tinha vocação para o Jornalismo, mas acabou por se formar em Psicologia...

R: A Psicologia é a terapia da minha alma, mesmo estando mal consigo estar bem com aqueles que gostam de mim e com aqueles que não gostam, procuro entender os outros com muito equilíbrio, dando todo o carinho e amor. Digo eu que a vida é acompanhada de duas grandes princesas, o bem e o mal. Tenho conseguido e com muita sapiência e discernimento gerir o bem e o mal. Com sorrisos digo aos meus filhos que a vida não é um mar de rosas, dentro delas estão as coroas de espinho. Graças à Psicologia consigo ter a visão holística do mundo interior e exterior e vou directamente num diálogo intenso com os dois planetas que muito respeito, Marte e Vénus, e aliada a estes está a segurança do meu Deus e o meu signo, Aquário, que me dá fortaleza porque as palavras pedem água.

P : Falemos agora de uma das mais importantes áreas da sua vida: a gastronomia. Estamos em presença os leitores e eu de uma escritora gastrónoma, o que é raro no mundo. De que forma alia estas duas paixões?

R : Eu faço uma grande simbiose entre a gastronomia e a poesia. Embarco na poesia, porque estou apaixonada pela força humana, pela fauna e pela flora. O amor que eu sinto pelo sol, pela lua, pelo mar, pela terra, pelas flores e até pelas formigas. E a gastronomia é a maneira como confecciono os alimentos e os dou às pessoas a degustar com todo o amor e carinho; aí está a tal simbiose. Porque a poesia não pode existir sem a gastronomia.

P : John Bella chama a isso «a gastronomia da palavra», a propósito da sua obra Seios do Deserto [Luanda, BJLA, 2002, poesia]. Para este escritor, «o texto é cozinhado com os mais simples temperos, onde até a água tem sabor»...

R : Na verdade, eu fui surpreendida por este soba que é o John Bella. Vou dar graças a Deus por tê-lo conhecido, porque eu tenho dito sempre: uma coisa é ser apresentada e outra coisa é quando vou pela rua e chega uma pessoa que olha para mim, sou abordada e daí parte uma amizade. Foi assim que eu conheci John Bella, numa fila da Telecom e começámos a falar de Literatura. Falei de mim, já os meus trabalhos estavam na União dos Escritores Angolanos. A partir do momento em que conheci o John, inscrevi-me na Brigada e conheci o Botelho de Vasconcelos, Secretário-Geral da UEA. Foi este que me deu todo o apoio e incentivou-me a prosseguir. John teve contacto com os meus poemas, logo degustou a poesia gastronómica.

P : Os seus poemas denotam uma diversidade temporal. Apesar disso, pode dizer-se que são todos recentes?

R : Para lhe ser sincera, há aí poemas escritos na cadeia, em 1977, como a «Cela 12»; isso marca o tempo da minha prisão. O «Kanguimbo» é o meu avô camponês, um avô que teve muitos cuidados com a neta, porque aos dois anos fui vítima de uma paralisia infantil. A minha mãe sofreu muito e o avô Kanguimbo foi a pessoa que cuidou de mim. Há poemas como o «Sambila» porque tenho família a viver no Sambila, na rua dos Travassos. Na primeira vez que lá fui, perdi-me e comecei a chorar. Tenho grandes recordações. É o bairro que eu adoro, tenho lá muita família desde 1969. «Mãe Negra» também é antiga, tal como «Mentiras e verdades». Seios do Deserto é a minha infância retratada correndo pelo deserto, fora da cidade do Namibe. Aqueles muros de areia movediça que a natureza faz, com a forma de seios de deserto...

P : Eu diria igualmente que Seios do Deserto é também um livro de evocação e saudades, na medida em que Kanguimbo Ananás traz pequenos retratos de dados períodos da sua vida. Fale-nos desta construção histórica que traz subjacente à sua poesia.

R : Nasci, cresci, vivi até aos 24 anos no Namibe, vim para Luanda com a mesma idade. É difícil uma provinciana adaptar-se a vivência luandense, não é fácil. Ir para o Tombwa aos 14 anos e fazer parte de um grupo de jovens sem querer voltar ao passado, e fazer parte de um grupo coral da igreja. Ir a São Nicolau com a Mocidade Portuguesa, já que eu fui membro da Mocidade Portuguesa. Ali também bebi muita coisa, no campo da poesia, no campo da culinária, aprendi a bordar, etc. Isto tudo está gravado.

P: Que significado está imanente ao batuque em Seios do Deserto?

R : O batuque é o falar do Ti Sabalo, que era um grande tradicionalista. E tocou num nome que marca muito o meu bairro, que marca muito a província do Namibe. O Ti Sabalo era um senhor que trabalhava na antiga CICOREL, casa de mármores, que não sabia ler nem escrever e que era filho de escravos. Tudo o que aprendeu com os ancestrais transmitia aos mais jovens. Era um ambiente agradável porque, por exemplo quando morreram os meus pais, o Ti Sabalo esteve presente no óbito para fazer ritual evocando os nomes dos falecidos, em voz alta dizia: «Ananás e Fernanda deixar bem os filhos, e lavou-nos com água e vinho». Após a missa do sétimo dia, o avô Sabalo dizia que ninguém podia ir para casa. Todas as pessoas tinham de voltar com os órfãos, para fazermos o ritual de apagarmos o fogo, que fica aí os sete dias e é feito no chão. Nada é cozinhado no fogão. São estas recordações da dança do Cazumbi, a que os meus pais não nos deixavam assistir. Mas eu fugia, passava sorrateira e ia assistir à dança do batuque. E eu danço a dança do Cazumbi até agora, quando vou à minha terra, porque as pessoas pensam que, pelo facto de a pessoa estar aqui e porque há muita gente assim, quando atinge um determinado nível, esquece o passado, o bairro, esquece as suas origens. Mas eu continuo a viver e a reviver e acredito que é isso que me tem dado tanta força para poder continuar.

P: O seu livro, numa certa perspectiva, espelha grande sentido de humanismo. Diria mesmo que dá um invulgar tratamento a segmentos sociais aparentemente insignificantes no seu habitat...

R : Refere-se aos meninos de rua. Eu sou uma pessoa que vivo em Luanda, mas há coisas de que eu já não me esqueço e jamais esquecerei. Um dia eu fui deslocada e eu ponho-me no lugar deles. Porque são os meus melhores amigos. Ficam preocupados quando me vêem com sacos, a sair do Roque Santeiro, que é o mercado que mais frequento porque tenho lá familiares. Embora alguns não gostem, são pessoas que têm muito afecto, são muito solidárias. Na minha zona, Largo 1.º de Maio, veja o número de meninos que estão ali perfilados como vendedores de rua... Então é difícil. Para quem já vem em condições difíceis para Luanda, em 1975, e ver os outros que vêm no pós-guerra... É importante termos amor ao próximo.

P: Chegados aqui, é possível apontar o seu principal objectivo de inspiração para a poesia?

R: Na verdade, eu sinto muita necessidade de exteriorizar aquilo que sinto. Há algo que impulsiona dentro de mim, sobretudo quando vou na rua, muitas inquietações e as coisas surgem. Quando ando pela rua, tenho às vezes a necessidade de escrever e parar num canto. E depois há aquela madrugada em que vou para a cama e às vezes tenho de me levantar para escrever. As coisas surgem-me espontaneamente.

P: Nestas reflexões que faz sobre a vida social, sei que prepara livros de contos. Pretende enveredar definitivamente para a narrativa ou manter-se-á na poesia?

R: Este livro de contos ainda retrata a minha infância, retrata o Ti Sabalo, retrata o soba, retrata os mucubais, os comerciantes que eu conheci, retrata os conflitos entre nós, os habitantes do bairro e os comerciantes. Vou-lhe contar uma cena muito bonita, de uma clivagem que eu criei. Uma amiga minha, de nome Kanguimbo, que até já é falecida, éramos as pessoas que íamos ao pão muito cedo. Apesar de ser muito mimada, a minha mãe açoitava-me bem quando não fizesse qualquer coisa que ela mandasse. Então, todos os dias acordava às cinco e meia para ir comprar o pão e ia com a minha vizinha. Ficávamos à espera do carro do pão, a minha família e a da minha amiga eram muito numerosas. «Senhor padeiro, não tem aquele pão abafado, abofocado?» Então o senhor padeiro dava-nos o pão abofocado. E sei lá porque carga de água, mas isso faz parte da infância, eu disse à minha amiga: «Vamos fazer qualquer coisa aí na casa da tia Isabel». Nós combinámos atirar o pão abofocado na casa da tia Isabel. Fizemos uma bola com o pão abofocado, uma dum lado e a outra do outro. E deitámos o pão na saca da tia Isabel. Estavam todos a dormir e não deram conta. E a tia Isabel foi a minha casa «truz, truz, truz: Comadre Furnanda!» a minha mãe chama-se Fernanda. A minha mãe era uma pessoa muito passiva e lá ia com aquela meiguice, porque ela era uma espécie de conselheira do bairro. Ela disse: Já viu então, comadre, querem--me comer os filhos. Mas quem é então?». Então ela abriu os panos e gerou-se um alarido no bairro. «Temos de ir adivinhar!». Assim, começaram a dizer que o velho carrapato é que estava a botar o pão na casa da tia Isabel, e que ele era o muloji [«feiticeiro», em língua kimbundu]. O livro de contos é na base de lindas estórias, das madres, dos presos políticos que passaram pela província.

P: Como encarou o mundo da literatura quando se viu nela inserido pela primeira vez, quer através da União dos Escritores, quer pela Brigada Jovem de Literatura?

R: Eu já frequentava a União, desde 1985, através do escritor e médico Dartanhã Fragoso. Foi a pessoa que formulou o primeiro convite. Esse é um amigo que já conhecia os meus trabalhos. Na verdade, eu não sabia como sair, porque havia muitas máscaras ao nível da União dos Escritores. Para lhe ser sincera, das vezes que frequentei a União dos Escritores, senti um peso muito grande sobre minhas costas. E não estava a ver a Kanguimbo um dia a lançar um livro. A minha intervenção na Brigada Jovem de Literatura foi muito boa, encontrei vários jovens que não tiveram a oportunidade de viver aquilo que eu vivi. Sei lá porquê interagi facilmente numa relação de amizade. Sou mãe e a maioria dos meus filhos são rapazes quatro rapazes e uma menina , eu estou a ver os meus filhos naquele momento, senti muito afecto por parte e tinha de retribuir. É assim que, para mim, a Brigada tem sido um grande leito. E a União também tem sido um grande impulsionador, porque nunca imaginei, por aquilo que vi e por onde passei, que pudesse descarregar a minha bílis poética. Escrevendo e declamando.

P: Gostaria que se referisse a esta nova fornada de escritores que estão a ser «preparados», sobretudo pela Brigada Jovem de Literatura. Acredita que nos próximos anos teremos muitos novos escritores?

R: Acredito que sim. A Brigada é uma grande escola. Eu parabenizo o seu presidente que é o escritor Kudjimbe e tem sido uma pessoa incansável. Vai-me ser difícil esquecer a Brigada Jovem de Literatura. Primeiro, começaram com as palestras e, na altura, assisti a todas. O facto de, no ano passado, terem trazido grandes professores, como a Laura Padilha e tantas outras, é de louvar. É importante que os mais velhos dêem oportunidades aos jovens. Nunca nos devemos esquecer que também já passámos pela idade deles, já tivemos apoios. De uma maneira ou de outra, não podemos marcar sempre o nosso passado, dizendo estivemos mal, não nos deram oportunidade, então eles vão ter de sofrer. Há valores. Os jovens precisam de afecto, de solidariedade.

P: Como é praxe, deixo-a à vontade para fechar esta entrevista.

R: Uma força para as mulheres, que são muito tímidas, muito inibidas. Penso que deve haver mais mulheres nas lides literárias. É preciso coragem, não é fácil. Também não é difícil, mas tem de se tentar. E é convivendo com os outros que nós vamos prender. E digo que toda a crítica deve ser construtiva.

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