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«O Político e o Escritor São Faces da Mesma Moeda»

Escrito por  Jofre Rocha

Entrevista de Aguinaldo Cristóvão

A história de um país novo como Angola, mas de longa existência passada, é como rio que se alimenta de vários afluentes. O caudal engrossa e torna-se mais regular à medida que vai registando a convergência dos afluentes. Jofre Rocha é o pseudónimo de Roberto António Víctor Francisco de Almeida, presidente da Assembleia Nacional. Com passado engajado na luta política, Jofre Rocha procura aportar além de matéria para a literatura , subsídios e apontamentos que possam despertar algum interesse histórico. É o caso da saída a público de três importantes livros de cariz histórico. Dois sobre Deolinda Rodrigues, sua irmã, e uma colectânea de intervenções sobre cultura e artes.

 

P- Como surge o pseudónimo Jofre Rocha?

R- Optei por usar um pseudónimo pelo interesse tido em publicar alguns poemas no período em que me encontrava preso pela PIDE em Luanda (1961-68), sem revelar a minha verdadeira identidade. Tais escritos eram enviados clandestinamente da cadeia e, nessas condições, não se tornava conveniente assinar com o meu próprio nome. Assim, enquanto preso na Cadeia de Aljube, em Lisboa, comecei por utilizar o pseudónimo de Caetano Saraiva, que achei um pouco longo, tendo depois adoptado o de Jofre Rocha.

P- Na sua infância, entre as diversas vocações que julgava ter, pensou em ser escritor. Que indicadores e incentivos houve?

R- Como incentivo para me abalançar a escrever, devo em primeiro lugar mencionar o meu gosto pela leitura, desde a instrução primária e numa altura em que não era fácil adquirir livros. Eu lia de tudo: revista de quadrinhos e livros de aventuras de cowboys Fantasma, Mandrake, Buffalo Bill, Capitão Marvel, Cavaleiro Negro, Capitão América, colecção Búfalo, Bisonte, sei lá que mais, revistas de bonecos animados, mais tarde policiais e livros de ficção científica. Depois embrenhei-me na leitura de obras mais sérias, como as de Josué de Castro (A Geografia da Fome, O Ciclo do Caranguejo), John Steinbeck (A um Deus Desconhecido), Tibor Mende, poetas como Agostinho Neto, Viriato da Cruz, António Jacinto, João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira, Thiago de Melo, Levo Ivo, Drummund de Andrade e outros; mais tarde ainda, Juan Clemente Zamora (O Processo Histórico), Georges Politzer (Princípios Elementares de Filosofia), Afanassiev, etc.. Emprestávamos livros e revistas uns aos outros e essa circulação permitia a muita gente a leitura, mas por vezes a cadeia interrompia-se porque alguém retinha as obras. Este meu gosto pela leitura acentuou-se mais quando, aos onze anos, iniciei os estudos secundários no Liceu Nacional Salvador Correia. Aí havia uma biblioteca, que comecei a frequentar assiduamente. Qualquer «borla» era por mim aproveitada para ir à biblioteca, enquanto os colegas faziam incursões na floresta contígua ao Liceu naquela altura ou jogavam à bola. Isso valeu-me a alcunha de «o velha da biblioteca». Outro incentivo constituiu o jornal O Estudante, que era elaborado e publicado pelos estudantes do Liceu e que eu conhecera, uma vez que um irmão mais velho que concluíra entretanto o curso liceal levava alguns números para casa, que eu lia de fio a pavio.

P- O facto de ter vivido em diversos bairros de Luanda, no período que antecedeu a independência, deu-lhe uma visão mais ampla da vida no musseque...

R- Nos anos 50 e 60, os musseques tinham características próprias e eram constituídos por uma mescla de gente de todas as origens, todas as condições, de todos os ofícios e modos de vida. De manhã à noite, era um espaço buliçoso, palpitante, com cheiros e tons intensos da vida em momentos de zaragata rija, perseguições a gatunos, rusgas, mas também com outros instantes de trabalho ao sol a pano, pregões de kitandeiras, cantigas ao luar, farras de arromba, alarido de crianças e «trumuno» que contagiavam bairros inteiros. A vivência nesse espaço conferiu-me uma dimensão humana, de fraternidade e solidariedade para com os parentes, vizinhos, amigos e moradores do bairro em geral, parceiros da luta pela vida nas condições adversas daqueles tempos.

P- A sua prisão em 1961 ao desembarcar no aeroporto de Lisboa deve tê-lo marcado nos anos subsequentes. Conte-nos que consequências daí surgiram para a sua vida pessoal e literária.

R- Julgo que ser preso na flor da mocidade, aos 20 anos, marca qualquer pessoa. Para mim, pessoalmente, foi, por um lado, o início de um outro roteiro, a alteração imprevista e brusca do projecto inicial, mas ao mesmo tempo foi o afirmar das convicções e da justeza do inevitável, combate para o qual era imperioso contribuir daí em diante com todas as forças. O isolamento e a solidão são próprios à reflexão. E a necessidade de preencher o tempo leva a rememorar os momentos vividos, as peripécias e calemas enfrentadas no tormentoso mar da vida. Daí a registar por escrito estórias passadas, contadas, constatadas ou apenas pressentidas foi um passo.

P- Quando procurava em verbetes informações sobre o escritor, li numa publicação que Jofre Rocha é contista, poeta e jornalista, escritor pertencente à «geração do ghetto». Concorda?

R- Penso que «ghetto» foi o termo utilizado ocasionalmente por David Mestre para caracterizar aquele período em que nos encontrávamos confinados num determinado espaço e limitados nas nossas aspirações e, em consequência, buscávamos qualquer saída, num sonho de evasão para a vida plena. Não sei se chegou a constituir uma corrente literária e ignoro que outros escritores ele incluiu nessa «geração do ghetto».

P- Este critério geracional, no fundo ligado a «grupos», serve afinal de demarcador da história literária angolana ou de sinalética para o espaço físico do escritor?

R- Cada geração vive o seu tempo, embora não se encerre nele. Há integrantes de gerações que percorreram vários momentos e espaços, deixando a sua marca indelével em épocas distintas. Creio não haver uma demarcação estanque de gerações; há, sim, características comuns que tiveram maior relevo nesta ou naquela geração. A geração pode constituir-se apenas numa referência ao escritor, sem o confinar estritamente a este ou àquele processo de elaboração, a esta ou àquela época.

P- Mia Couto, escritor moçambicano, fez uma observação curiosa. A maior parte dos escritores angolanos têm cognomes, pseudónimos ou mesmo alcunhas utilizadas na guerra e mais tarde na literatura. Porquê?

R- Há uma plêiade de escritores que participou e se afirmou ao longo da luta de libertação nacional. Nessas circunstâncias, a qualidade de guerrilheiro não pode dissociar-se do seu exercício literário, ou seja, do seu ofício de escrever. E uma actividade não obscurece nem faz esquecer a outra. Isto está bem patente nos quatro exemplares que conheço do Caderno Angolano de Debate Literário, produzido sob orientação de António Jacinto na Frente Norte com colaboração de vários guerrilheiros. Parece-me natural que o guerrilheiro assine os seus escritos com o nome que utiliza no dia a dia do acto maior da sua existência, o da libertação nacional em que se encontra empenhado.

P- Escreve predominantemente contos. Há quem diga que é uma vocação natural para narrar factos ou dá-los a conhecer, ainda que ficcionados. É essa a explicação?

R- A minha incursão no mundo da poesia foi motivada por influências familiares e também pelas influências sofridas no decurso das leituras feitas. A tendência para escrever contos, para além do prazer da escrita, nasce em mim da preocupação de registar factos, acontecimentos ocorridos ou testemunhados que considero dignos de divulgação e conhecimento.

P- A história da literatura angolana foi marcada por períodos memoráveis com Voz de Angola Clamando no Deserto e, mais tarde, com o movimento «Vamos descobrir Angola!». Numa apreciação da nossa realidade, que nome deveria ter o próximo «movimento»?

R- Há vários nomes possíveis que, naturalmente, carecerão de concertação entre os escritores interessados em tertúlias, simpósios, encontros e outras coisas do género. O nome a escolher deverá sintetizar as preocupações dominantes, se não de todas as sensibilidades, pelo menos das mais representativas.

P- Tanto em Meu Nome É Moisés Mulambo como no livro de Deolinda Rodrigues (sua irmã) demonstra a preocupação em trazer para o nosso quotidiano importantes dados históricos. Em que sentido acredita que a história de Angola a ser escrita poderá ser ainda abrangente?

R- A história de um país novo como Angola, mas de longa existência passada, é como rio que se alimenta de vários afluentes. O caudal engrossa e torna-se mais regular à medida que vai registando a convergência dos afluentes. Procuro aportar subsídios e apontamentos que possam despertar algum interesse histórico, sem me alvorar como historiador. A história de Angola deverá ter acima de tudo a preocupação de não escamotear a verdade, retratando com equilíbrio e propriedade os feitos dos seus diversos protagonistas, de modo a ser o mais possível abrangente e objectiva.

P- Fora aquilo que consta no Diário de um Exílio Sem Regresso de Deolinda Rodrigues, que recordações guarda dela da infância e adolescência...

R- Resumidamente, de Deolinda guardo sobretudo o amor à terra, o amor ao estudo, o amor à verdade, o amor à criança e ao próximo em geral. Tinha carácter voluntarioso e decidido, externamente sensível à injustiça.

P- Em muitos títulos literários angolanos da década de 70 e 80 [incluindo Estórias do Musseque], encontramos a escrita popular, o linguajar do povo adaptado literariamente. Nos anos subsequentes, esta mesma linguagem foi ficando canonizada e reduzida a um português cada vez mais formal. Porquê?

R- No meu caso, a linguagem utilizada nos contos seguiu um processo inverso: não se tratou de adaptar a escrita ao «linguajar» (o termo não é meu) do povo, mas sim de incorporar a fala comum, do dia a dia, na literatura. Considero que foi uma experiência válida e que aqui e ali continua a ter alguns seguidores, sob diversas formas, não se encontrando extinta.

P- De que forma Jofre Rocha se posicionava perante a escrita, na década de 80, face aos factos dos períodos da colonização e do pós independência?

R- A década de 80 começa quando a República Popular de Angola ia completar cinco anos de independência. O panorama vivido no imediato pós-independência era caracterizado por um belicismo mais agressivo, novas destruições, mais profundas convulsões e abalos no tecido social. Eu havia vivido o colonialismo, a evolução registada aos solavancos após a Revolução dos Cravos em Portugal, as manobras e conluios que se forjaram no anteceder da independência, as ingerências e tentativas de submeter desde logo o jovem país ao «diktat» reinante na África Austral, onde Angola surgia como «ovelha negra». Claro que, em tais circunstâncias, o meu percurso foi de resistência, de apoio às forças políticas nacionais e internacionais que se opunham a tal desiderato.

P- Uma das suas primeiras tentativas em retratar os heróis do quotidiano, antes de Meu Nome É Moisés Mulambo, resultou na «Roda da Saudade», crónica inserida no caderno Lavra & Oficina, da UEA, com o título Crónicas de Ontem e de Sempre. Fale-nos mais sobre esta sua iniciativa?

R- «Roda da saudade», como indica o nome, é uma crónica que traça o perfil de figuras da sociedade luandense de então, reproduzidas nas mais diversas facetas, marginais afamados no meio prisional, prostitutas de porta aberta nas ruelas do Marçal ou do Bairro Operário, misturados com trabalhadores diligentes, verdadeiros paus-para-toda-obra exercendo ofícios mil na luta pela vida, etc.. Tratou-se, no fundo, de um retrato social que estabelece um elo de ligação, em jeito de homenagem, entre vários personagens da mesma época.

P- Há um livro de contos da sua «lavra literária» a que poucos leitores têm acesso. Trata-se de Estória Completa da Confusão Que Entrou na Vida do Ajudante Venâncio João. Fale-nos um pouco sobre ele...

R- A estória de Venâncio João e Lucas Manuel aparece pela primeira vez incluída no livro Estórias do Musseque, quando esse conto não estava ainda finalizado. O título era então «Estória da confusão que entrou na vida do ajudante Venâncio João e da desgraça do seu cunhado Lucas Manuel». Decido-me mais tarde continuar a trabalhar no mesmo conto, dando sequência ao itinerário da vida de Venâncio João, após o assassinato no musseque do cunhado Lucas Manuel. Esse itinerário segue o rumo lógico, que é a fuga de Luanda e a integração na guerrilha, uma via de afirmação de dignidade e redenção colectiva. Dou-lhe então nessa altura o título de Estória Completa, porque realmente a versão anterior trazida a público estava incompleta.

P- Como explicar um título tão grande para um livro de contos....

R- Isso não tem explicação particular.

P- É com a sua obra Estórias de Kapangombe que se solidifica o seu percurso literário, sendo ele, aliás, um dos seus mais importantes livros. A que espaço físico de Angola ele se reporta e com que etapa da sua vida tem relação...

R- É um conto que nasce sugerido por várias cartas recebidas anos 1975 e 76 no Ministério das Relações Exteriores, onde eu então funcionava, escritas por angolanos a partir das mais diversas partes do mundo, que manifestavam o seu desejo de regressar a Angola independente e solicitando apoio para esse fim. Era altura em que muita gente fugia de Angola, deixando tudo para trás, os bens e inclusive a sua própria história... Era a hora de renegar Angola. Lembro-me de que uma dessas cartas era escrita por um angolano que vivia nas Ilhas Seychelles. Assim, teci um enredo focando o paradoxo dos que queriam sair a qualquer preço deixando o que tinham e a vontade de outros em regressar mesmo sem ter nada de seu, declarando-se prontos para se integrarem no espaço e no momento político e social.

P- Acredita que a nova «batalha» que os escritores terão pela frente é a mudança de mentalidades?

R- Essa mudança de mentalidades já se vem operando há muito e disso se encontra reflexo em inúmeras obras publicadas nos últimos anos. O escritor continua inserido na sociedade do seu tempo, sofrendo e exultando com ela, e de uma maneira geral persegue objectivos nobres, procurando activamente e sob as mais diversas formas contribuir para o progresso de um país que se quer cada vez mais uma pátria para todos.

P- Temos bons exemplos de que as bolsas de criação literária constituem um investimento na qualidade da literatura. Que análise faz da pertinência deste incentivo, sobretudo para os jovens escritores?

R- É oportuno e válido, se for mais equitativamente distribuído. Há escritores em várias situações, com trabalhos de vários níveis, e talvez esse incentivo não recaia ainda sobre muitos jovens escritores que já demonstraram reunir qualidades e possuir mérito. A menos que os critérios de atribuição, que não conheço, sejam outros.

P- Disse numa entrevista passada que interioriza o dito popular «quem corre por gosto não se cansa». Em que alturas da vida mais utiliza esta frase?

R- Quando se «corre» de acordo com as nossas convicções e em busca de metas que sonhamos. Por muitas adversidades que surjam, se o objectivo é bom, vale a pena manter o «passo de corrida».

P- Sabe-se que a sua paixão pela cultura não se esgota na literatura, já que ela desemboca, também, na pintura, música, entre outras artes. Fale-nos deste seu lado artístico?

R- Infelizmente nunca me exercitei na pintura, mas gosto de música, embora não seja executante de qualquer instrumento. Posso dizer que amo a cultura e as artes em geral, tenho uma sensibilidade particular para a música. Como «hobby» tenho a filatelia e aproveito a ocasião para dirigir um agradecimento a todos os amigos, conhecidos e até desconhecidos que através da oferta me têm ajudado a ampliar a colecção.

P- Actualmente é presidente da Assembleia Nacional. O que normalmente lê, além dos dossiers nacionais?

R- Sempre que tenho tempo para dedicar à leitura, leio livros de autores nacionais e também obras de outros autores que versam sobre os mais diversos temas: política, ciência sociais, economia, ficção, etc.. Presentemente estou a concluir a leitura de um livro bastante interessante Globalização A Grande Desilusão, da autoria de Joseph Stiglitz, Prémio Nobel da Economia em 2001. Penso «atacar» depois O Fio das Missangas, de Mia Couto, que tenho há já algum tempo na bicha.

P- «A maneira como afronta e aborda os factos, através de uma semântica clara e directa, fazem de Jofre Rocha um dos escritores que melhor situa Angola no tempo e espaço, reflectindo a realidade política, cultural e económica do país», lê-se numa notícia. É possível dissociar o político do escritor?

R- Julgo ser extremamente difícil ao escritor despir-se da sua natureza humana e social. Como político, deixo algo certamente reflectido nos meus escritos denunciando essa faceta, algumas inquietações que todos temos, a preocupação pelo social e os conflitos que se geram nessa esfera. Acho que o político e o escritor são faces da mesma moeda, que se interpenetram, se completam.

P- Nas suas Intervenções Sobre Literatura, Cultura e Artes demonstra, no fundo, que o movimento cultural angolano sempre foi forte, mesmo sob o jugo colonial. Paradoxalmente, com a independência ele foi enfraquecendo. O leitor pode encarar o livro, mais do que como um documento histórico, como um alerta?

R- Pode também encarar-se a obra Intervenções Sobre Literatura, Cultura e Artes sob este prisma. No entanto, fica evidente que anteriormente à independência o movimento cultural angolano defendia objectivos precisos, claros, em torno dos quais os cultores giravam... Sem haver unanimidade, havia coesão. Sem haver uniformidade, havia temas caros a todos. Parece haver hoje a necessidade de uma redefinição de princípios.

P- «Não é por acaso que todos os escritores de Angola estão no MPLA. Este facto é significativo, porque a literatura em Angola, esteve sempre ao serviço da revolução» (apud Intervenções Sobre Literatura, Cultura e Artes, Kilombelombe, 2004). Como reinterpreta, nos tempos de hoje, esta célebre frase de Agostinho Neto?

R- Houve um momento histórico em que não era fácil amar Angola e continuar a ser angolano. Esse foi um momento em que a Pátria, ferida de morte e em risco de sossobrar, mais precisou dos seus filhos e muitos destes lhe viraram costas. Na barricada cultural, a resistência era uma palavra de ordem. E nessa barricada, corajosamente, houve escritores que se ergueram contra a barbárie, a destruição cega, a desumanidade. Outros encolheram os ombros e partiram para outras paragens. Na hora devida, os que ficaram postaram-se do lado certo da História.

P- Ficam ainda assim muitas questões por abordar. Gostaria que nos apontasse ao menos três aspectos que julga relevantes (e não foram aqui abordados) no domínio das artes e das ciências humanas e sociais?

R- Posso mencionar, por exemplo, o aspecto da relação entre o escritor e o leitor, o escritor perante os efeitos da globalização, a posição do escritor em relação ao mundo em desagregação dos nossos dias, em que imperam outros valores. Enfim, há um mundo de questões que poderiam ser abordadas, tendo como pano de fundo o futuro da própria Humanidade.

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