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Muita Parra e Pouco Sumo na UEA

Escrito por  Adriano Botelho de Vasconcelos

Entrevista de: Adebayo Vunge

É assim que podemos caracterizar o momento que se vive na União dos Escritores Angolanos (UEA), na medida em que, segundo o Secretário Geral daquela pioneira associação cultural do Angola pós-independência, poucos têm sido os escritores que apresentam obras inéditas para edição e publicação.

 

É assim que podemos caracterizar o momento que se vive na União dos Escritores Angolanos (UEA), na medida em que, segundo o Secretário Geral daquela pioneira associação cultural do Angola pós-independência, poucos têm sido os escritores que apresentam obras inéditas para edição e publicação.

Por outro lado, Botelho de Vasconcelos (BV) desmontou-nos igualmente os feitos dos seus mandatos, que passam essencialmente pela elaboração de novos estatutos, por um maior fôlego na edição, e pela introdução de internet na organização, mediante a criação de um concorrido site. Entretanto, BV mostra-se igualmente preocupado e promete dar continuidade aos seus esforços em prol do projecto de bolsas de criação. Por enquanto, a coqueluche da União é o cartão de membro do ciclo de leitores do catálogo daquela editora.

(BV) Corresponde à constatação de que os processos de venda de livros nos tradicionais mercados nacionais falo das livrarias não têm tido sucessos. Ou seja, esse mecanismo de distribuição dos livros não gera mais-valias aos editores e cria défices porque as famílias não têm recursos que possam colocar à disposição para livros. Nós procuramos ir ao encontro das pessoas com recursos financeiros, oferecendo-lhes um leque de livros que corresponde a um catálogo com mais de 18 títulos que podem enriquecer as suas bibliotecas domiciliárias.

ANG – Este Círculo de Leitores parece ser um clube de pessoas muito selectas…

BV – Primeiramente, este «Círculo de Leitores» tenta encontrar o potencial leitor. E quem são os potenciais leitores hoje na nossa sociedade que podem contribuir para que terminemos com o ciclo deficitário do livro? Portanto, são aqueles que têm recursos financeiros e que necessitam de alimentar espiritualmente os seus filhos e eles próprios através da nossa literatura, através das viagens que podem fazer pelos caminhos idílicos da nossa literatura. Esta relação de cumplicidade entre o «Círculo de leitores» e os potenciais membros dos diversos núcleos de leitores configura, na verdade, a saída deficitária do livro. Ou seja, se tivermos uma base de mais de mil membros neste núcleo de leitores, tendo em conta que a média das tiragens corresponde a mil exemplares, teremos logo os livros do catálogo com saída comercial, coisa que não acontece hoje com frequência, porque a saída do livro é morosa. Um livro leva cinco anos a atingir a venda dos mil exemplares. O ritmo de venda prejudica as instituições e editoras na medida em que nós, por exemplo, já publicámos milhões de exemplares de livros, mas isso não correspondeu a uma grande mais valia financeira.

ANG – Quantos membros existem actualmente?

BV Actualmente, estamos em cem (100) membros, entre eles ministros, deputados, tecnocratas, nas áreas de engenharia e noutras áreas profissionais. E como estamos longe ainda de atingir os 900 membros; é necessário criarmos esta ideia do «Círculo de leitores» e que acima de tudo se possa sempre estabelecer uma relação directa com o potencial leitor, estabelecer com ele diálogos que tenham em conta que o catálogo de títulos da União dos Escritores Angolanos vai permitir não só o enriquecimento da sua biblioteca pessoal, mas acima de tudo trazer novos imaginários e também trazer novos hábitos para o seio da sua família.

ANG – É de dizer que, se é um «Círculo de leitores», deverá haver uma preocupação maior em relação à edição? Como é que está a UEA nesse domínio?

BV Neste momento, a crise da UEA a nível da publicação de livros é algo que faz parte já do passado. Temos um contrato-programa com a Sonangol que atribuiu à UEA um grande montante para produzir cerca de quarenta títulos; Durão Barroso, ex. Primeiro-ministro de Portugal, transferiu verbas; temos também um contrato com o Estado que permitiu-nos produzir cerca de vinte títulos inéditos. Isso quer dizer que, hoje, a política de produção de títulos tem recursos financeiros suficientes e cabe agora aos membros da UEA, sem distinção, constatarem que nós temos recursos e que estamos com bons traços de desenho gráfico, vamos bem também no aspecto da revisão dos textos, temos a devida apreciação de conteúdos literários, porque funciona uma comissão de leitura que faz o crivo selectivo das obras. Interessa realçar que o seu membro mais activo era o falecido Henrique Abranches, mas fazem igualmente parte outras pessoas que têm a mesma qualidade de análise das obras e que sustentam hoje essa nova política.

ANG – Têm recebido muitas obras por publicar ou a mulembeira dos escritores secou?

BV Eu diria que hoje o problema já não está do lado da Instituição UEA, porque concluímos os processos de contratualização com diversas entidades públicas e privadas num momento que a UEA estava com grandes carências de recursos financeiros, mas, felizmente, alcançado o maior «boom» editorial destes últimos dez anos em termos de recursos financeiros estritamente para o livro, parece paradoxal, mas temos agora dificuldades em ter obras inéditas de membros da instituição, quando era comum ouvir-se que os escritores não tinham como esvaziar as suas gavetas, eram tantos os inéditos.

ANG – Pelo que se vê a UEA está numa fase de reestruturação. Que outros pontos atacou ao longo deste tempo?

BV Eu acho que as duas grandes reestruturações da casa têm a ver, primeiro, com a própria natureza do estatuto. Nós tínhamos um estatuto onde os processos relacionados com o pleito eleitoral não permitiam uma grande democraticidade interna da instituição, era por organização de listas combinadas, configuradas na base de interesses de grupos e nunca numa base competitiva. Hoje, tendo em conta o novo quadro do nosso estatuto, o pleito eleitoral vai acontecer exigindo que os membros apresentem um programa e disputem este programa com os potenciais candidatos que possam surgir para um determinado pleito eleitoral. São obrigatórios os debates, o que quer dizer que ninguém poderá fugir a esse elemento principal, que é mostrar o que vai fazer na instituição, que qualidades ele tem em termos da sua dimensão cultural, porque só através do debate todas estas mazelas vêem ao de cima. A capacidade de intervenção cívica, a capacidade de concepção de políticas corporativistas, acho que este é o principal aspecto de evolução, pois nunca mais teremos arranjos eleitorais.

ANG – Fora este aspecto jurídico, haverá outros ganhos. Quais?

BV Outro aspecto importante do funcionamento da instituição tem a ver com o facto de que ela deixou de ser info-excluída. No mundo global que hoje abraçamos, na troca de saberes, os africanos ainda são muito assistidos e excluídos dessa grande magia de comunicação global; nós acabámos com essa visão de uma instituição confinada no espaço doméstico e fora da aldeia global. Nós agora temos um site que tem já um recorde de cerca de 45 mil visitantes e na Nexus estamos entre os dez primeiros colocados, estamos entre os sites mais procurados. Este é um dos grandes projectos da instituição e que permite que qualquer internauta possa conhecer o conteúdo de todos os nossos escritores filiados, quer os mais conhecidos quer aqueles que não aparecem no mercado externo, e a pesquisa por parte dos internautas pode passar pelas grandes antologias de poesia como de ficção. O site tem links com vários conteúdos de interesse; grandes entrevistas, verbetes, mais de 120 ensaios assinados por grandes professores catedráticos de literatura africana.

ANG – Em que pé está o dossier sobre as bolsas de criação?

BV No encontro que mantive com o Presidente da República, durante a conversa, ele virou-se para o Dr. Feijó pedindo que ele agendasse esta questão que preocupa a instituição. Nós não temos outra saída. Se o Estado olhar para a nossa literatura como um valor que eu considero incomensurável para um país em termos de imagem externa, acho que o Estado não tem outra solução se não institucionalizar a bolsa de criação para que os artistas, de uma maneira geral, possam dedicar-se especificamente à produção de conteúdos. Vejamos o exemplo de um passado longínquo: os grandes criadores tinham os seus mecenas, pessoas e instituições ricas que os apoiavam para que este criador não ficasse dividido entre o mundo da luta pela subsistência e o mundo da produção artística. Acho que estamos a ser tocados pelas grandes carestias, grandes dificuldades, alta taxa de desemprego, alta de inflação, mas o Estado tem que potencializar esses valores humanos que criam o sonho. A política de austeridade financeira do Estado, sendo correcta, não pode afectar os sectores mais sensíveis como sejam a produção literária e artística, a saúde e a educação. Não podemos ter uma visão exclusivamente economicista e que vá destruir valores tão importantes.

ANG – Está com isso a opor-se à política de agravamento das tarifas aduaneiras em que, quer o papel, quer o livro saíram agravados?

BV Há certas políticas que são correctas, mas padecem apenas da sua implementação, que é geralmente defeituosa. Porque, se olharmos o preço do livro em Luanda, concluímos que continua a ser mais caro comparativamente ao preço do mesmo livro produzido em Lisboa, no Brasil, na África do Sul, no Congo Democrático ou na Namíbia. Os industriais recebem «benesses» do Estado para incentivarem a produção interna, mas o preço mantém-se o mesmo. Alguma coisa está mal. Estes privados recebem benefícios fiscais do Estado, mas isso não se reflecte no custo de produção de um livro.

ANG – Mas é como lhe perguntei, o agravamento do papel, que é uma matéria-prima, nunca permitiria um abaixamento do preço; de certa forma isso ainda é penalizador.

BV Todos temos que equacionar esta questão. A política é correcta, mas a sua implementação não tem sido a mais acertada. Temos que fiscalizar, porque existem os oportunistas e exploradores destas políticas que procuram ter um espaço maior de obtenção fraudulenta de mais-valias, isso é perigoso porque vivem à custa dessas boas políticas traçadas pelo Estado. Um Estado tem que ter o papel fiscalizador quando pretende atingir certas metas. Eu dou benesses, bonificações, crio políticas aduaneiras restritivas, mas procuro através dessas benesses fazer com que consumidor tire daí dividendos. Essa deve ser a ideia. A nossa economia não pode ser feita de um liberalismo descontrolado.

ANG – Qual é a sua opinião a respeito do ensino da literatura em Angola?

BV Nós acabámos com um processo de reorganização da nossa biblioteca que se tornou activa, ou seja, quem procura informação sobre um escritor, sobre literatura, encontra toda a informação devidamente sistematizada, graças, em grande medida, à existência do site que exige um tratamento regular da informação. E essa sistematização é consumida pela biblioteca. Os jovens procuram-nos porque encontram a história da nossa literatura devidamente sistematizada. O que nós também temos que ver é que pouco se faz no ensino para a divulgação desses saberes, existe pouco trabalho à volta da nossa literatura. Há uma falta gritante de conteúdos e falta uma boa aproximação entre o Ministério que vela por este assunto e a nossa Instituição, uma vez que nós dispomos já desses conteúdos devidamente tratados, no sentido de se organizarem novos conteúdos para o ensino médio ou superior.

ANG – Como explicar que a maioria da crítica literária esteja a ser feita fora de Angola e por estrangeiros?

BV Essa é uma das grandes lacunas, os estrangeiros conhecem melhor a nossa literatura, avaliam com mais profundidade científica aquilo que é feito no nosso país. Creio que isso só será ultrapassado, não com uma medida administrativa, mas terá que ser com a existência de um grande leque de pessoas a graduarem-se em letras. Só assim a nossa literatura ganhará adeptos que avaliarão as diversas correntes e até ajudarão os escritores a reflectirem sobre as inovações estéticas que eles trazem, as suas dimensões temáticas. Os críticos que existem na nossa praça pegam mais naquilo que está perto da sua cognoscibilidade enquanto escritor e detentor de muitas leituras, mas não deixam de ser intervenções que devem ser elogiadas, porque não é fácil ser-se crítico sem ter passado antes por uma escola, uma faculdade de letras.

ANG – Sinto que existem, o que é grave, algumas clivagens entre os escritores e alguns desses críticos.

BV Há sempre. Mas também há, por vezes, algumas atitudes não muito correctas por parte dos críticos. Eu poderia citar muitos desses críticos, por exemplo, falo sobre a dimensão das minhas obras. Existem críticos que fizeram críticas encomendadas, o que não honra ninguém e que correspondem a determinados interesses de grupo. Isso também é natural, mas é necessário que tenhamos em conta que esse tipo de analistas não são verdadeiros críticos.

ANG – Alguns escritores, sobretudo fora de Angola, continuam a acusar, ainda que subrepticiamente, a UEA de continuar muito vinculada a ditames ideológicos.

BV Eu acho que a história da instituição não pode ser desligada do país. Nós vivemos, durante muitos anos, num regime de partido único. Se me perguntar se muita dessa poesia, dessa ficção não fazia apologia dos valores que o país defendia, estaria a ser cego, estaria, digamos, a não ser honesto comigo mesmo. Existiu no passado, de facto, porque a maior parte dos escritores até eram militantes do MPLA, isso é uma questão histórica, mas que não afecta como um todo a trajectória qualitativa da nossa literatura.

ANG – Quase doze anos depois de ter havido essa ruptura, a maioria desses escritores mostram-se igualmente ostracizados, porque defendem valores e ideologias diferentes.

BV Isso já não existe e, enquanto SG, não tenho recebido orientações ou cartas do partido majoritário que tratem de definir a natureza e cambiantes dos discursos adaptados pela nossa instituição. Nem enquanto SG me preocupo, politicamente, com a tendência dos discursos dos membros, porque acho que cada um de nós tem a sua identidade, os seus ideais e deve potenciar através do verbo os seus discursos. Isso já não existe, nem creio que deva preocupar os nossos membros.

Um BV cultor da palavra de reflexão do pragmatismo

É assim que podemos descrever os textos poéticos publicados por este autor, mas bastante assentes na sua última obra literária que arrecadou o prémio Sonangol da Literatura. Depois da acção que caracteriza também uma geração, Botelho mostra-se marcado pelo passado e procura nele o esteio e o ponto axiológico do futuro. Não com mágoas e ressentimentos, mas como uma forma de buscar o verdadeiro rumo.

ANG – De onde é que provém a admiração por António Jacinto?

BV Tem que ver com os valores que referi. Jacinto, quando eu sou posto em liberdade, falo do ano de 1979, condena as atitudes da direcção da instituição quando quiseram apagar o meu nome da condição de membro fundador. A minha admiração vem pelas suas atitudes de humanismo e de princípios. Não permitiu que se excluíssem alguns membros que tiveram problemas políticos, não permitia que os problemas políticos de fora se reflectissem dentro da nossa instituição. Esses são os valores que me fazem olhar para Jacinto como um elemento que deve servir-nos de exemplo. Os factores políticos não devem entrar e criar desavenças entre os membros.

ANG – Porque adoptou o título Tábua para a sua última obra literária?

BV Tábua é uma homenagem aos meus falecidos irmãos que foram fuzilados em Malange e que não tiveram um caixão, porque, sabe que na nossa tradição africana, um dos aspectos mais importantes para os mortos é sem dúvida o seu enterro. Na nossa sociedade nem sempre se teve a atitude mais nobre: reconhecermos que os matámos, a forma como os matámos e hoje merecem ter a dignidade que lhes foi negada. Essa é uma questão que me inquietará sempre enquanto não existir da parte dos homens uma vontade de reconhecermos que nós fomos maus, em alguns momentos nós fomos incapazes de reconhecer que a vida do «outro» é mais importante que todos os outros valores materiais ou de cabala.

ANG – Mas essas não foram mortes isoladas.

BV Tenho consciência disso, até porque eu próprio vivi isso na carne. Eu estive preso com o Aguinaldo Jaime, com o Ambrósio de Lemos, e com tantas outras pessoas. Nós temos uma história a contar. Eu estava numa cela com cerca de mil pessoas, mas quando saímos de lá, éramos apenas duzentas.

ANG – E quando é que contará as suas histórias?

BV Eu conto sempre aos meus familiares, aos meus amigos, tenho um romance pronto. Eu tive a hombridade de dizer ao PR porquê que aprecio a atitude dele. Ele está num país onde, em diversas circunstâncias, poderia ter utilizado várias vezes o sabre, a fogueira, e não o fez. Disse-o de viva voz, porque aprecio a existência humana, os valores da sua preservação. Vi desaparecer jovens inteligentes, fuzilados sem culpa formada, poderia citar muitos nomes. Espero que em Angola nunca mais se conheça um Presidente que deixa que os seus cidadãos sejam mortos, escorraçados; é importante que esse princípio hoje seja valorizado. Não falo de revanchismo. Devemos caminhar para uma sociedade onde as pessoas possam ter divergências de opinião e políticas, mas que essas divergências não sirvam de motivo para se extirpar o «outro» e se julgar que com isso a sociedade estará melhor servida.

ANG – As palavras, neste seu último livro, não têm um significado aparente e resultam, fiquei com a sensação de um esforço aturado de reflexão…

BV Todo o livro resulta de um esforço de experiências humanas dos autores. Eu não concebo uma literatura que seja de lixívia, estamos num sítio todo limpinho, não, não sou apologista dessa literatura e também acho que não é herói o escritor que entre nós, de forma temerária, toque em temas considerados por alguns como incómodos. Para a literatura não há temas incómodos. Devemos abordar os temas numa perspectiva de utopia, devemos considerar que não existem homens perfeitos, descristalizando o discurso do herói. Os heróis, na perspectiva em que são construídos, por vezes são perigosos, porque esquecemos de mostrar o lado negativo desses heróis, como se esse lado negativo, pela experiência vivida por alguns dos membros dessa sociedade, não significasse uma verdade. Por muito que tu reflictas sobre a tua verdade, ficas com a inquietante sensação de que a tua verdade é que é uma grande mentira e de que a mentira que se está transformando numa verdade é que passa a ser a verdade elementar. Isso é um dos perigos da nossa sociedade. Será bom para os cidadãos que entendam que não existem temáticas proibitivas, há hoje a oportunidade de maior diversificação das temáticas, o mundo todo num poema porque só através da leitura desse mesmo mundo é que os cidadãos vão tentar ser diferentes. Quem me dera saber ontem o que sei hoje. Eventualmente todo esse lado triste e de luto que carrego não iria acontecer.

ANG – Diferentemente desta obra, em Os Abismos do Silêncio, há uma oralidade muito facilmente sentida.

BV Nessa obra estão os primeiros sinais daquilo que hoje está expresso em Tábua, sobretudo a nível do rasgo estético do título e da oratura. O título tenta marcar a dinâmica do texto poético e, por vezes, também entra em contradição com este mesmo texto. Inocência Mata chama-lhe mote, mas mesmo assim eu acho que é algo mais híbrido, um estilo que no meu próximo livro estará muito mais presente e poderá dar mais respostas a essa questão: até que ponto um título trava ou faz o “andamento” do texto? Em Olímias, obra inédita já concluída, os elementos de oratura estarão mais presentes porque tenho desenvolvido o meu exercício de desconstrução de máximas e de provérbios. Máximas que tenham que ver com o lado filosófico dos códigos, pouco utilizados na nossa poesia. Esses valores exigem que conheça muitos dos provérbios e máximas angolanas e africanas e que possa ter como amálgama a experiência de vida, as interrogações, esperanças. Acima de tudo procurarei abrir ainda mais o meu ego.

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