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Entrevista À Revista Metamorfoses

Escrito por  Boaventura Cardoso
PERGUNTA: Primeiramente, gostaríamos de conhecer alguns momentos da sua história pessoal. Que lembranças marcantes traz da infância, da adolescência, da família? Quando começou a despertar para as letras? Como foi a sua formação intelectual?

PERGUNTA: Primeiramente, gostaríamos de conhecer alguns momentos da sua história pessoal. Que lembranças marcantes traz da infância, da adolescência, da família? Quando começou a despertar para as letras? Como foi a sua formação intelectual?

BOAVENTURA CARDOSO: Nasci em Luanda, em 44, e com a idade de 8 anos parti para Malange onde, em companhia de meus pais, vivi cerca de catorze anos. O meu pai foi um renomado enfermeiro-dentista, com consultório montado, o que era um caso muito raro para um negro, naqueles difíceis anos 50/60 da época colonial. Da infância e de parte da juventude, recordo-me da discriminação racial e da política de assimilação a que o negros estavam sujeitos. Lembro-me que, naquele tempo, um negro só era considerado assimilado, isto é, não indígena, e, consequentemente, «civilizado», quando fosse portador de Bilhete de Identidade. Esse documento era um verdadeiro passaporte que permitia o acesso ao liceu, ao cinema, à piscina municipal (nem sempre!), a admissão como funcionário da administração colonial e ao serviço militar obrigatório ( os soldados negros não assimilados constituíam uma companhia à parte «a companhia indígena»). Tudo isso marcou profundamente a juventude dessa época.

 

Comecei a sentir uma certa inclinação para as letras quando frequentava o Ciclo Preparatório. Devia ter cerca de quinze anos. A minha professora de Português elogiava na turma as minhas redacções, e vaticinava que eu haveria de ser um grande jornalista. Mais tarde, em Luanda, a partir de 1966, comecei então a publicar contos e poemas na página literária do jornal «A Província de Angola». A par disso, despertou-se-me o gosto pela leitura. Foi igualmente nesse período que conheci o escritor Arnaldo Santos, que foi meu colega nos Serviços de Fazenda e Contabilidade, e a quem devo muito do meu despertar para as letras.

P: As guerras em Angola deixaram fundas cicatrizes. Através de que procedimentos a sociedade angolana pode exorcizar parte dessas tristes memórias? Agora, com a paz que modificações já ocorreram no país? Que perspectivas se abrem ao futuro angolano?

B.C.: Acho que de vários modos. Antes de tudo, consolidando o processo de paz, promovendo a reconciliação nacional, a reinserção social dos desmobilizados e suas famílias e dos deslocados de guerra, o asseguramento da administração do Estado em todo o território nacional, a reabilitação das infraestruturas para a provisão dos serviços de saúde e de educação, a reabilitação das infraestruturas económicas, o relançamento da economia nacional, o fomento e incentivo da actividade económica. O Governo de Angola está, deste modo, profundamente empenhado na busca de soluções para as inúmeras situações sociais que resultaram da guerra que durou décadas e devastou completamente o país. Esta parece-me ser a condição primeira para o estabelecimento da verdadeira reconciliação entre os angolanos. Outra via é a do diálogo aberto e franco que, felizmente, já vai acontecendo. Há programas de rádio que semanalmente promovem debates entre personalidades de diversos e vários quadrantes políticos, bem como jornais independentes que expõem livremente os seus pontos de vista e onde se formam correntes de opinião que muitas vezes divergem abertamente do discurso oficial. Mas considero que à Cultura está reservado um papel fundamental. Através dela é mais fácil chegar-se à reconciliação entre os angolanos. Por via da Cultura estabelece-se a tolerância e a compreensão das diferenças que fazem de nós um Povo único e diverso. Com o estabelecimento da Paz, há dois anos, o País esta a mudar para melhor. As pessoas já podem circular livremente, a economia dá sinais de revitalização. No campo da cultura é nitidamente maior a disposição para participar em actos massivos. Surgem constantemente novos grupos musicais, de dança e de teatro. Acho que Angola terá muito a dar ao Mundo, particularmente ao continente africano.

P: Foi Embaixador em vários países. Fale um pouco de sua experiência diplomática.

B.C.: Com efeito, fui Embaixador de Angola em França e na Itália. Foram exactamente dez anos de uma experiência muito aliciante. Particularmente em Paris, onde vivi sete anos, acompanhei de perto toda a vida cultural dessa cidade fascinante. Assisti a grandes espectáculos, conheci alguns intelectuais de renome internacional, e li muito. Curiosamente, pouca ficção. Li muito mais sobre antropologia, sobre etno-filosofia africana e sociologia. Considero Paris uma grande capital da cultura africana na Europa. Em dez anos de diplomacia escrevi dois romances: Maio, Mês de Maria e Mãe Materno Mar. Devo acrescentar que escrevia aos fins-de-semana, pois durante a semana de trabalho era tomado por constantes recepções, encontros e audiências.

P: Conjugar o exercício de Ministro da Cultura com o de escritor não deve ser fácil. Como concilia as duas actividades? Discorra, em linhas gerais, sobre a política cultural implantada por seu Ministério.

B.C.: Nada fácil. Tem sido, aliás, muito penoso. De qualquer modo, estou decidido a não repetir o erro que cometi quando, nos anos oitenta, fui Secretário de Estado da Cultura durante cerca de dez anos. Nesse período escrevi apenas um livro de estórias: A Morte do Velho Kipacaça. Hoje reconheço que, apesar dessa grande responsabilidade, podia ter escrito um pouco mais. É tudo, afinal, uma questão de método e de disciplina. Por isso mesmo, agora que voltei a dirigir o Sector da Cultura, impus-me uma disciplina de ferro: tenho que escrever ao menos uma página por semana! Escrever para mim é uma necessidade vital. O «vício» da escrita está-me no sangue. Como política cultural o Ministério que dirijo tem definidas as seguintes prioridades: a conservação, preservação e valorização do património material e imaterial; a formação artística a todos os níveis; a reabilitação das indústrias culturais ( do livro, do disco e do cinema); a investigação científica aplicada ao domínio particular da cultura, o apoio aos criadores e a realização de festivais e concursos nas mais distintas disciplinas que conformam o Sector.

P: Como vê as relações luso-afro-brasileiras atualmente? Na sua opinião, de que forma a CPLP pode contribuir para estreitar tais relações?

B.C.: Acho que o facto de estarmos unidos pela mesma língua, deveria levar-nos a ser mais ousados. É lamentável reconhecer que entre os nossos países, devido a barreiras administrativas, o livro, por exemplo, não circule livremente como seria de desejar. Urge que as trocas culturais entre os nossos países se faça com mais frequência. Aguardamos todos ansiosamente que a CPLP nesse particular possa exercer a sua influência ao ponto de inverter a actual situação.

P: O Presidente Lula e o Ministro da Cultura Gilberto Gil visitaram recentemente Angola. Foram estabelecidas, portanto, condições para um efetivo diálogo entre Angola e Brasil. Que projectos culturais, intercâmbios e protocolos foram firmados?

B.C.: Foi, na ocasião, firmado um Programa Executivo de Cooperação Cultural para o período 2004/2006 que é, de facto, um amplo programa de pesquisa e formação de quadros, de capacitação e de requalificação de pessoal nos níveis técnico e artístico, nas diversas áreas da cultura. Na prática, trata-se de um conjunto integrado de cursos de longo prazo e curta duração, estágios e requalificação em serviço. O Programa assinado prevê igualmente o intercâmbio de especialistas e formadores, bem como a participação, na sua execução, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Universidade de Brasília, da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Cândido Mendes do Rio de Janeiro. Para além disso, o Programa prevê ainda acções de cooperação com determinadas instituições, nomeadamente com a Fundação Palmares, o Centro de Estudos Afro- Asiáticos e a Funarte. Gostaria de realçar que, de acordo com o estabelecido nesse Programa de Cooperação Cultural entre os dois países, Angola enviará anualmente um intelectual para ministrar cursos na UFRJ, por um lado, enquanto que, por outro, a Cátedra Jorge de Sena para Estudos Literários Luso- Afro- Brasileiros, da Faculdade de Letras dessa Universidade enviará a Angola um pesquisador afim de pesquisar e ou ministrar palestras.

P: O imaginário kimbundu aparece recorrentemente recriado em sua ficção. As religiões atuais, o sincretismo religioso, a cosmogonia africana, a etno-filosofia estão presentes de modo crítico em seus livros. Aspectos das tradições angolanas surgem reinventados em seus contos e romances. Aborde alguns mitos como, por exemplo, o do ferreiro, ligado ao fogo que atravessam várias das suas obras.

B.C.: De facto, isso é uma constante nos meus livros. È que o homem bantu, profundamente impregnado de religiosidade, submerso na sua causalidade mística, é detentor de uma «fé mágica». Assim, entre os africanos bantu, é frequente e comum, a religião e a magia aparecerem interligadas. Embora a religião seja superior à magia, esta é parte integrante da mentalidade religiosa do africano em geral. Disso resulta que, em presença de certas práticas mágico religiosas, não seja fácil estabelecer fronteiras entre religião, magia, feitiçaria e superstição. Daí o sincretismo mágico-religioso das credos africanos. Em Maio, Mês de Maria pressentem-se enunciados outros aspectos que relevam da etno-filosofia através, por exemplo, dos ritos, do espaço onde a força vital se manifesta, da importância dos antepassados na sociedade tradicional, da questão patronímica, de um estranho totemismo ou a capacidade do homem em se transformar em animal, da coexistência entre o profano e o religioso sob ambiência esotérica. O mito e o símbolo do fogo aparecem sobretudo em O Signo do Fogo. Nessa obra intentei desvendar de modo simbólico o inexplicável e o implícito no comportamento de vários sujeitos do processo de libertação nacional. Esse desvendar de segredos, faz-se com recurso ao signo do fogo. O fogo é, assim, símbolo de força e de vida e morte. O fogo é amor e cólera, é vermelho e coração, interior e exterior, macho e fêmea, chama purificadora, acção fecundante, construção e destruição. Neste romance o ferreiro não é senão um demiurgo a quem cabe auxiliar os nacionalistas angolanos na sua luta contra as autoridades coloniais de então. Ao ferreiro compete antever, preanunciar e insinuar toda a trama da história. Com toda a sua carga cósmica, a água é o símbolo mais presente em Maio, Mês de Maria e em Mãe, Materno Mar. De semântica dualística, ela tanto pode significar o bem como o mal. Assim, as más e as boas águas, as mansas e as revoltas, as doces e as salgadas águas. Para além da água e do fogo, no meu último romance (Mãe, Materno Mar) aparecem ainda mitos ligados à terra e ao ar.

P: Tem consciência da alquimia que efetua com a linguagem, realizando experimentalismos verbais a partir da «fala falada» dos musseques de Luanda e dos kimbos de zonas rurais de Angola? Como a língua portuguesa e o kimbundo interagem em seu discurso? B.C.: Desde muito cedo nutri uma grande simpatia, uma grande paixão pelos falares angolanos da língua portuguesa. Debrucei- me e debruço- me principalmente sobre os falares das populações de língua bantu – Kimbundu de Malange e de Luanda. São esses falares que constituem a base da minha língua literária assumida e o meu “prazer de escrita”, parafraseando Barthes. Exercito uma semiósis que intersecciona o português angolanizado e as contribuições semânticas da língua Kimbundu, em sua performance e competência. Parto sempre da língua portuguesa reelaborada pelos povos Kimbundu, reelaboração essa, a partir da qual arquitecto a minha gíria estético-literária. De notar que o português norma e o angolanizado fazem parte do meu discurso estilístico.

P. Vê afinidades entre as Literaturas Africanas de Língua Portuguesa e as Literaturas Brasileira e Portuguesa? Como é seu relacionamento com essas literaturas? <7strong>

B.C.: A maior afinidade entre as nossas literaturas reside na língua comum, incluindo os fundamentos estilísticos, enriquecidos pelas nossas diferenças temáticas e de performance. São diferenças resultantes do status quo sociais, político e económicos dos países. Os países africanos de língua portuguesa vivem situações semelhantes de após guerra, com maior ou menor acuidade. No caso angolano, as produções espelham as sequelas da «grande tragédia» decorrente da guerra dos trinta anos, cujos efeitos se fazem ainda sentir, mesmo em clima de paz do calar das armas. As literaturas brasileira, portuguesa e angolana, são interactivas. O Brasil influenciou muito a literatura angolana, cujos autores de vanguarda se inspiraram nas obras de Castro Alves, Rachel Queiroz, Drumond de Andrade, Guimarães Rosa, Lins do Rego, Graciliano Ramos, Jorge Amado, entre outros. A literatura escrita e oral portuguesa geminou as literaturas angolana e brasileira, durante o período colonial.

P: E com as Literaturas Hispano-Americanas? Há quem assinale na sua obra uma forte carga de realismo mágico. O que diz a respeito?

B.C.: Nas literaturas hispano-americanas encontro um pouco de África. Particularmente o modo como os africanos em geral lidam com o lado invisível dos seres e das coisas. Com uma diferença: o realismo mágico faz parte do quotidiano dos africanos. O modo de interpretar o mundo tem nos africanos um quê de magia. O homem africano é crente por vocação, pelo que tem do universo uma visão espiritualista e mística. Ele vive, assim, entre dois mundos o visível e o invisível em que Deus é a causa primeira. Deste modo, o realismo mágico para nós africanos, mais do que um simples recurso literário, é o outro lado da vida que engendra afinal uma interpretação cosmogónica do aparentemente irracional. Assim, por exemplo, a morte não é verdadeiramente a negação da vida, mas antes uma simples mutação. Por isso, na cultura bantu, o morto é um «outro ser». Em Maio, Mês de Maria, por exemplo, o espírito da defunta Dona Josefa é uma personagem que, apesar da sua constituição etérea, interpela, aconselha e invectiva João Segunda, fazendo dele uma marioneta.

P: Que escritores estrangeiros leu mais? E angolanos? Quais dentre esses influenciaram de algum modo sua obra, seu estilo?

B.C.: Li e releio com frequência João Guimarães Rosa. Li igualmente Gabriel García Marquez, Júlio Cortázar, Mario Vargas Llosa, Isabel Allende , Guilherme Cabrera Infante, João Ubaldo Ribeiro e Jorge Amado. Ultimamente tenho revisitado, para além de «Grande Sertão: Veredas», de Guimarães Rosa, «Ulisses», de Joyce, e «O Som e a Fúria», de William Falkner. De todos eles vou bebendo um pouco.

P: Como sua literatura opera com a História e a memória?

B.C.: É uma associação indispensável que se torna muito evidente sobretudo nos meus três romances. Busco ficcionar a História, reiventando-a, reelaborando-a, com recurso permanente à memória. Aliás, considero mesmo que escrever pressupõe um exercício permanente de memória. Sem História nem memória não se faz a travessia do Tempo

P: Muitas vezes a linguagem de seus contos e romances é bastante poética. Já pensou em escrever um livro de poemas?

B.C.: Não, de modo algum. Escrevi alguns poemas quando era mais jovem. Hoje já nem sou capaz de escrever um poema que seja. De qualquer modo, sinto-me visceralmente um poeta que escreve em prosa. É-me fascinante descobrir o sentido poético que as palavras mais vulgares escondem.

P: Escreveu até o momento 3 livros de contos e 3 romances. Levando em conta os temas, técnicas, procedimentos escriturais empregados em sua ficção, poderia dividir sua trajectória ficcional em fases? Quais? Como caracteriza cada uma ? Aproveite para discorrer sobre aspectos importantes de seus livros.

B.C.: Salvo melhor opinião, todas as minhas narrativas, menores ou maiores, espelham quase sempre os cenários a que atrás me referi. Os personagens individuais e/ou colectivos, prolongam, obra após obra, os seus protagonismos, enfrentando problemas do quotidiano dramático. A única diferença entre umas e outras residirá na variedade de cenários e temas do universo social, e no crescente aprofundamento da abordagem dos mesmos. O romance «O Signo do Fogo» contrasta com as outras narrativas, certamente apenas no uso quase cem porcento do português norma. Sou de opinião que toda a minha obra de ficção mergulha no mesmo universo temático, abordando numa linguagem estética homogénea, em que intervêm componentes do fantástico, do maravilhoso, mundos mítico- religiosos de interpretação bantu- angolana dos fenómenos sociais, cosmogónicos, cosmológicos, ontológicos e filosóficos.

P: Toda literatura, mesmo que não seja engajada, tem compromisso social. De que forma a sua ficção contribui para um questionamento da sociedade angolana e do mundo atual?

B.C.: No momento em que escrevo não sou, à partida, movido por esse tipo de preocupações. Depois da obra escrita é que me revejo envolvido nessa teia de problemas da actualidade. Por outras palavras, os tais problemas são de tal modo envolventes e absolutos que acabam por constituir-se numa segunda natureza. E concluo, afinal, que eu sou parte do problema. Se a minha modesta obra contribui de certo modo para um questionamento da sociedade angolana, sinto-me feliz. É que considero ter algum mérito toda a literatura que deixa o leitor intrigado e perplexo com o que o circunda. Se o escritor consegue levar o leitor a questionar a realidade em que vive, significa dizer que a sua «mensagem» produziu algum efeito. De qualquer modo, devo dizer que sinto-me um escritor engajado. Pertenço à geração dos escritores da frente anti- colonial e de após 25 de Abril ou da independência nacional. Como escritor, sempre fiz minha a luta das populações mais carenciadas e vivendo dramas sociais.

P: Que tendências destaca na ficção angolana contemporânea?

B.C.: A ficcção angolana dos últimos quinze anos vem sendo alvo de contributos valiosos, que vão avolumando a prosa literária num panorama em que, desde sempre, a poesia é maioritária, hoje e ontem. Os romances «Os Patriotas», de Sousa Jamba, «Entre a Morte e a Luz», de António Simões, «O Ano do Cão», de Frederick Nehone, «Sobras da Guerra», de Ismael Mateus, a noveleta «Cenas que o Mundo Conhece», de Américo Gonçalves, inauguram um capítulo de temática da guerra, dentro do teatro das operações, aspectos da luta anti-colonial clandestina, sequelas da guerra ( Frederick Nehone e Ismael Mateus). «A Casa Velha das Margens», de Arnaldo Santos, inscreve-se na literatura de cunho de antropologia cultural, versando personagens recriados da História de Angola. O «Rio Seco», de Manuel Rui, prosa romanesca, aproxima-se de «A Casa Velha das Margens», na medida em que ficciona aspectos de um passado recente da cidade de Luanda, a vida do pescador em quadro cultural axiluanda. Tazuary Nkeita, em «A Voz dos Dibengos», dá relevo às perturbações sociais na cidade de Luanda, decorrentes de dramas e tragédias dos anos da guerra. Ondjaki, em «O Assobiador», revela a sua afeição pela vida da aldeia, seus problemas. De assinalar a atmosfera ecológica e o recurso a fantasias comportamentais dos personagens. Em «Tempos Sem Véu», Frederick Nehone realça os conflitos no seio dos casais, o drama da infertilidade entre os africanos. Enfim, assiste-se a um surto significativo de obras de ficção difícil de enumerar no pequeno espaço desta entrevista.

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