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A nossa realidade económica e a ficção

Escrito por  Arnaldo Santos

Todos temos o direito de duvidar das propostas dos economistas.

Eles já se enganaram demais e desaforados não desistem.

O mais grave nesta estória, é que também nós persistimos em conhecer da sua inexacta ciência, que faz concorrência desigual aos ficcionistas que aqui na banda não são perigosos, mesmo quando imaginam infernos e apocalipses, pois a realidade sempre lhes ultrapassa. Não é o caso dos economistas tais como os do Lemon Brothers e de outros do Wall Street que como alguns chefes políticos criam esses infernos na prática.

 

Confesso que a estes prefiro os seus parentes de ofício mais próximos, os contabilistas – sem que com isso me esteja a referir aos "ROC" da AOCPA – que não são para aqui chamados. Os contabilistas do "Deve & Haver" impressionarão menos, mas por dever de ofício, são muito mais rigorosos.
Não obstante este desvio, é aos economistas a quem recorro para observar como eles se vão descartar dos problemas que lhe são colocados pelas economias de pilares de barro (ou quase), como o Alves da Rocha, professor de Economia na Universidade Católica, designa algumas economias e entre elas a nossa, ao mesmo tempo que se expande sobre a competitividade nacional e o crescimento.
Assim e discordando (como me compete por uma simples questão de coerência),tenho que reconhecer que é desses famigerados que nos podem vir as soluções para que nesta conjuntura o nosso país deixe de estar na actual situação desfavorável no ranking do Relatório da Competitividade Mundial, relativamente até aos países integrantes da SADC.
Vivemos um dilema conhecido por todos: uma economia que pretende ser competitiva mas que tem que absorver centenas de milhares de jovens desempregados semi-alfabetizados. Como evitar as graves consequências sociopolíticas e ao mesmo tempo sobreviver como economia competitiva, pelo menos ao nível dos países da África Subsaariana?
Danilson não se revê nesta análise. Ele é técnico superior de informática recém-formado e certamente por não ser economista, não entende que seja exigido aos angolanos cinco a sete anos de experiência para concorrerem às vagas das empresas que se instalam no país.
A Economia é uma ciência, ainda que não absolutamente exacta e quiçá, por isso, as pessoas tendem a contaminar com as suas makas pessoais, o alto discernimento que se deve usar na discussão dos assuntos macroeconómicos, como faz o Chefe do Executivo quando afirma que "aos quadros recém-formados também não se pode exigir experiência profissional como condição para o primeiro emprego."
É claro que essas palavras podem servir de argumento para justificar a insuficiência dos nossos gestores que nem sempre "têm sabido tirar proveito das condições que o Estado tem posto à sua disposição".
Quanto a mim, atrevo-me a aventar, agora que de facto terá arrancado o plano de desenvolvimento da energia e águas, que esse handicap passava mais despercebido, se enveredássemos para uma economia fechada, afecta apenas a alguns produtos básicos importados, tendo em vista a necessidade de dar trabalho a importante franja da nossa população jovem desempregada.
Enfim, não custa sonhar, ainda que esta opinião possa ser entendida como uma intromissão provocadora.

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