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Muitas das narrativas angolanas, apesar de estarem semeadas de referências cronológicas e geográficas, exigem cautela. O calendário que registra os acontecimentos nestes textos, não raro, embaralha datas, fazendo com que, por exemplo, o musseque dos anos 1930 ou 40
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Apesar do número elevado de obras editadas nos anos que se seguiram à Independência – número tanto, mais elevado quanto a situação económica era extremamente difícil.
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1. Introdução Nesta parte do trabalho, restringirei a análise da diversidade cultural em Angola ao nível das diversas escolas tradicionais de arte dos grupos culturais e etnolinguísticos, no campo da escultura tradicional. Em Angola apesar da maior parte dos objectos das esculturas tradicionais serem produzidas em madeira.
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Não sei bem o que esperam de mim, mas presumo que não querem que venha aqui reproduzir uma cultura livresca asséptica e não procure dar um sentido nacional e prático às minhas palavras.
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Na palestra proferida aos estudantes de literatura africana da Universidade de São Paulo, em 25 de agosto de 1983, Uanhenga Xitu* se autodefine “como um registrador de algo que se passava no meio e no ambiente da sua convivência”. O seu contacto com o mundo urbano o faz vivenciar no próprio meio em que nasceu e cresceu a desconfiança dos velhos iniciados.
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Jogo de apropriação estética das palavras, a literatura, como bem o observa Maria Aparecida Baccega, constrói, destrói e reconstrói realidades, apropriando-se da palavra que pulsa na materialidade do intercâmbio da vida social (1993, p. 136) .
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No contexto literário angolano, Literatura e História encontram-se articuladas desde as primeiras obras literárias do país, como se uma estivesse a serviço da outra e vice-versa. Em relação à dramaturgia, durante o período de lutas pela independência nacional, Pepetela elaborou aquela que é considerada a primeira obra angolana do gênero: A corda.
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‘Eu sou o único pUeta de kimbundu

que se escreve com “U”

no primeiro ano da independência

porque com “O” seria um pUeta com boca

fechada

e não gritaria o “VIVA ANGOLA”...

Uanhenga Xitu

 

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quarta, 06 janeiro 2010 21:19

"É Preciso Não Aceitar"

Esta nova edição, em boa hora ampliada e revista pelo autor, de Poemas de Circunstância, do grande poeta e cidadão angolano António Cardoso, já foi comentada, em termos propriamente literários, no prefácio escrito pelo meu amigo Manuel Dionísio, jornalista e também poeta de indubitáveis recursos.
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quarta, 06 janeiro 2010 21:16

O Papel Dos Intelectuais No Pós-Guerra

É perfeitamente possível ganhar eleições sem o voto dos intelectuais, mas governar contra eles ou contra os interesses das elites em geral é um erro que, mais cedo ou mais tarde, será pago por aqueles que, eventualmente, o cometerem. Do mesmo modo, e como é sabido, nenhum país pode ser construído sem o contributo dos intelectuais.
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