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Vozes E Silêncios Na Voz Poética de Agostinho Neto: Uma Proposta de Leitura Plural

Escrito por  Conceição Cristóvão
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Estou mesmo pronto a sugerir que há, em toda a grande poesia, algo que terá que ficar inexplicável, por muito completo que seja o nosso conhecimento do poeta, e que é isso o que mais interessa.

T. S. ELIOT

"Sinto na minha voz as vozes duma multidão / No coração sinto um mundo / No meu braço um exército // A multidão calou / O mundo perdi-o / O exército foi vencido // Mas a multidão silente não morreu / O exército vencido não desapareceu / E no coração tenho a certeza // De que o amanhã / não será só Ilusão". Poema de Agostinho Neto, (1949).

Escolhemos esta peculiar maneira de saudar-vos neste momento e neste local, em homenagem ao Homem de Cultura que foi o poeta Agostinho Neto, por considerarmos a sua poesia como sendo uma das vozes mais autorizadas para falar às nossas almas.

Sendo assim, e para justificar desde já o tema da nossa palestra passarei à leitura de extractos de outro poema que, para além de sugerir-nos signos como voz e silêncio, remete-nos para outros semantemas sugestivos e polissémicos, tais como luz e sombra.

DESFILE DE SOMBRAS

Lembro-me dos caminhos que ninguém pisou / as vozes longínquas / dos homens que não cantaram / recordo dias felizes que não vivi / existem-me vidas que nunca foram / vejo luz onde só há trevas. // Sou um dia em noite escura / Sou uma expressão de saudade // Saudade... / - de quê! de quem? // ... // De ti meu irmão / de mim / em busca de todas as Áfricas do mundo.

Ora, ao iniciarmos propositadamente o nosso diálogo sobre a poesia de Neto com a leitura de poemas seus, foi com o fito de, desde logo, destacar as vozes e os silêncios que de forma mais ou menos minudente perpassam quase toda a produção literária, e mais concretamente, toda a obra poética desse gigante das letras angolanas.

Quando dizemos: vozes e silêncios, pretendemos tão somente dilucidar a problemática de se saber se a voz poética de Neto encerra em si ou não a sua própria voz, as vozes dos outros, os silêncios, as luzes e as sombras que conformam o nosso conturbado mundo.

Dito de outro modo: - é nossa intenção demonstrar ao longo do debate, que a poesia de Agostinho Neto possui, de modo insofismável, três vozes que T. S . Eliot reconhece existirem em toda a poesia de “boa água”. Aliás esse poeta, ensaísta, autor dramático e Prémio Nobel de Literatura de 1948 advoga no seu ensaio “As Três Vozes da Poesia” que, apesar de, na maior parte dos casos, as vozes aparecerem juntas, urge distinguir na poesia três tipos de vozes:

“A primeira voz é a do poeta falando para si mesmo - ou falando para ninguém.” (sic);

“A Segunda voz é a do poeta dirigindo-se a um auditório, grande ou pequeno.” (sic);

“A terceira voz é a voz do poeta quando ele procura criar uma personagem dramática falando em verso.” (sic).

Desde este ponto de vista, que também é partilhado por nós, cumpre-nos acrescentar que, por via de regra, a terceira voz - típica dos textos dramáticos, no sentido em que há personagens imaginárias falando poesia - , não aparece nos poemas de Neto.

Com efeito, as vozes que mais presença marcam na poesia de Agostinho Neto são a primeira e a segunda, i. é, aquela onde Neto fala para si mesmo ou para ninguém, por um lado, e aquela onde Neto fala ao outro ou aos outros, por outro lado. Entrementes, fazemos notar que em quase todos os poemas de “Sagrada Esperança” e de “A Renúncia Impossível”, é comum aparecerem irmanadas as duas vozes (a 1ª e a 2ª).

Os ilustres amigos estarão, certamente, perguntando: - mas está-se a falar de vozes e não se fala de silêncios da poesia, que são também motivo desta comunicação? E é óbvio que uma pergunta deste tipo tem, seguramente, bastante pertinência.

Acontece, porém, que os silêncios possuem uma forma sui generis de se apresentarem aos nossos ouvidos e até aos nossos olhos; diremos mesmo, que os silêncios podem ser ouvidos, vistos, tocados; podem ser captados por qualquer órgão dos sentidos de per se ou por todos eles em conjunto.

Explicamo-nos:

- com alguma sensibilidade estética, argúcia e visão psico-sociológica pode-se apreender o valor semiótico subjacente nos poemas de Neto, quer partindo duma perspectiva semântica (significação das palavras por ele usadas na estruturação dos seus poemas), quer já na perspectiva das relações estruturais entre os seus símbolos, portanto, a sintaxe, quer, in fine, no sentido pragmático, que estabelece as relações entre o símbolos e o comportamento.

Dito isto, analisemos alguns exemplos que reputamos esclarecedores do que vimos dizendo, onde as vozes e os silêncios defluirão da leitura que qualquer um de nós pode e deve fazer.

1º Exemplo: ADEUS À HORA DA LARGADA

Minha Mãe / (todas as mães negras / cujos filhos partiram) / tu me ensinaste a esperar / como esperaste nas horas difíceis // Mas a vida / matou em mim essa mística esperança // Eu já não espero / sou aquele por quem se espera // Sou eu minha Mãe / a esperança somos nós / os teus filhos / partidos para uma fé que alimenta a vida. // ...

Daqui se pode inferir que no poema predomina a 2ª voz da poesia, por conseguinte, a voz do poeta Agostinho Neto dirigindo-se à outra voz (silenciosa, por sinal): -a voz de sua Mãe. Porém, fazendo atenção aos versos deste poema, é reveladora a forma como o poeta grafa a palavra Mãe ( com inicial maiúscula ); conclui-se que a mãe singular de Agostinho Neto multiplica-se, gera outras mães, todas as mães, afinal nossas mães (aliás, ele próprio afirma entre parêntesis: - todas as mães negras / cujos filhos partiram).

Acontece, de igual modo, que essa 2ª voz no/do poema “Adeus à Hora da Largada”, ao afirmar: “tu me ensinaste a esperar / como esperaste nas horas difíceis // Mas a vida / matou em mim essa mística esperança // ..., remete-nos para um obrigatório silêncio com voz própria, no qual, por sua vez, subjaz e do qual depois emerge outra voz premonitora; a voz dialéctica que nega a submissão e a passividade histórica; voz prenunciadora da acção libertária, pois, como ele próprio escreve, “Eu já não espero / sou aquele por quem se espera” // ...

É nesse momento que a voz do poeta A. Neto se assume como o estandarte de outras vozes; diremos, pois que a voz deste poeta ergue-se altaneira e altissonante, transformando-se, como que por milagre, em outras vozes, quando diz:

“Sou eu minha Mãe / a esperança somos nós / os teus filhos / partidos para uma fé que alimenta a vida” // ...

Atente-se, nesses versos, para a subtil e conseguida mudança do eu para o nós! É caso para dizer: - Aqui moram vozes! Aqui habitam silêncios!

2º Exemplo: SÁBADO NOS MUSSEQUES

Os musseques são bairros humildes / de gente humilde // Vem o Sábado / e logo ali se confunde com a própria vida / transformada em desespero / em esperança e em mística ansiedade // Ansiedade encontrada / no significado das coisas / e dos seres // na lua cheia / acesa em vez dos candeeiros / de iluminação pública / que pobreza e luar / casam bem // ... // Ansiedade / nos soldados que se divertem / emboscados à sombra de cajueiros / à espera de incautos transeuntes // A intervalos / ais de dor / lancinam ouvidos / ferem corações tímidos / e afastam-se passos / em correria angustiante / e depois dos risos da matula / desenfreada / só silêncio mistério / lágrimas de ódio / e carnes laceradas / pelas fivelas dos cinturões // ... // Ansiedade no homem / escondido em recanto escuro / violando uma criança // Sua riqueza calará o pai / e a criança / só tarde / clamará contra o destino // ... // Ansiedade / nas mulheres / que abandonaram os homens / para ouvir / a vizinha aos gritos / ralhando contra a pobreza do marido // ...

Este poema é, todo ele, erigido na primeira voz , e por via dela descobre-se a segunda voz; ou seja, é escrito, deixando falar essencialmente a 1ª voz, que solicita a comparticipação necessária, útil, da 2ª voz.

Aqui, o poeta está falando para si próprio, num profundo silêncio arrebatador, devido à “ansiedade encontrada / no significado das coisas / e dos seres // na lua cheia / acesa em vez dos candeeiros / de iluminação pública / que pobreza e luar / casam bem // ..."

Sobre estes dois últimos versos muito podíamos falar, quer sobre as vozes, sussurros e gritos que isso suscita, quer sobre os profundos silêncios deles decorrentes. Portanto, quem se der ao grato prazer de fruir da leitura de todo o poema constatará facilmente que por ele fluem vozes e silêncios umas vezes, silêncios e vozes outras vezes e, em alguns momentos o leitor terá que parar com o fito de, admirado, ver como o silêncio adquire voz própria. Poderá, por isso, escutar o silêncio, sentir o silêncio envolvendo os seres e as coisas. ...o silêncio pairando no ar. É caso para dizer que, também aqui, é de ouro o silêncio.

Terminamos este nosso primeiro momento lendo o poema Crueldade, que por si só revela os momentos em que as vozes são sons audíveis e aqueles em que as vozes são o próprio silêncio, ou, ao menos, dele emergem.

CRUELDADE

"Caíram todos na armadilha / dos homens postados / à esquina // E de repente / no bairro acabou o baile / e as faces endureceram na noite // Todos perguntam porque foram presos / ninguém o sabe / e todos o sabem afinal // E ficou o silêncio / dum óbito sem gritos / que as mulheres agora choram // Em corações alarmados / segredam místicas razões // Da cidade iluminada /..." (...)

É mister dizer-se que isso acontece porque Neto parece ter “produzido” (no sentido material e espiritual do termo) os seus versos com a precisão milimétrica do ourives ou do cirurgião (não fosse ele mesmo um médico de subida sensibilidade), de tal sorte que pudessem ser recitados em coro: - o coro da alma e, sobretudo, o coro do seu povo.

Neto, sem que se lhe atribua uma visão mítico-futurista, era, entrementes, um poeta de sensibilidade e capacidade onírica tais, que sabia sonhar com mundos melhores; o mundo de todos os homens. Era um poeta de voz plural, em razão de ter sido e ainda é a voz dos que não tinham ou não têm voz. É um poeta cuja poesia, mesmo quando escrita essencialmente na 1ª voz (a dele falando para si mesmo ou para ninguém), reclama para os sofridos o seu “pedaço de pão” e o seu direito de serem eles mesmos, o direito ao grito de revolta, à consciencialização e à esperança.

São disso esclarecedores os poemas : Aspiração (págs. 70 e 71), Sangrantes e Germinantes (págs. 88 e 89) e Assim Clamava Esgotado (págs. 114 à 116) do livro “Sagrada Esperança” , e A Renúncia Impossível - Negação (págs. 83 à 96) do livro “A Renúncia Impossível”. Esses poemas revelam as assimetrias sociais potenciadas pela crescente “capitalização” do mundo e pela “desumanização” do Homem.

Reiteramos o que já antes dissemos: - Por mais paradoxal que nos possa parecer, na poética de Neto, mesmo quando surge a 1ª voz, na realidade e de modo incontestável a voz mais proeminente é a 2ª, onde o poeta se dirige ao outro (mesmo quando esse outro é ele próprio), pois a sua poesia traz no âmago uma excelsa função social ou socializante e até mesmo consciencializante.

Mais do que as nossas palavras são esclarecedoras as do próprio Agostinho Neto quando advoga que “o povo e o meio ambiente estarão sempre presentes em cada pensamento, em cada palavra ou frase escrita, como a sombra coexiste com a luz, e a folha com a raiz”(sic) e que, por conseguinte, “o escritor se deve situar na sua época e exercer a sua função de formador de consciência, que seja agente activo de um aperfeiçoamento da humanidade”(sic) .

Não temos, por isso mesmo e na esteira de T. S. Eliot, dúvidas que a poesia de Neto “não é um soltar de emoção, mas uma fuga à emoção; não é uma expressão da personalidade, mas uma fuga à personalidade.” “Mas, claro, somente aqueles que possuem personalidade e emoções sabem o que significa querer fugir a essas coisas”.

Agora, ao analisarmos, por exemplo os poemas “Ópio” (págs. 13 à 15) e “Negação” (págs. 83 à 96) em “A Renúncia Impossível”, bem como os poemas “Mussunda Amigo” (págs. 81 à 83) e “Noites de Cárcere” (págs. 117 à 119) de “Sagrada Esperança”, salta-nos à vista o facto de o poeta estruturar o seu discurso poético numa dimensão outra, conflitando de maneira consciente com os códigos tanto ético-morais, socio-culturais, quanto estético-estilísticos vigentes naquela altura.

Essa forma de, temerária e conscientemente, Neto derrogar os cânones até então instituídos e que lhe eram impostos, reflecte bem o que temos estado a afirmar: - o silêncio ou os silêncios, a voz ou as vozes na sua poética eram (são e continuarão a sê-lo), no dizer do outro, “uma festa”; “uma festa” de metalinguagens, “uma festa” de transcodificações, quer no plano da mera intratextualidade, quer da intertextualidade, quer ainda no da extratextualidade.

Qualquer estudo epistemológico que se faça da obra de A. Neto permitirá sempre haurir o que de mais profundo existe no pensamento deste poeta, bem como a sua agudeza de espírito e o seu carácter indeclinavelmente humano. E a grande capacidade interpretativa de Neto é tão bem, clara e inequivocamente, revelada em todos os seus poemas.

No plano estético-formal diremos que o autor de “Sagrada Esperança” e de “A Renúncia Impossível” realiza um tratamento cuidado da palavra, do signo; é um excelente “operário” da palavra significante, exaurindo dela e do verbo todo o poder e toda a força que deles emana, potenciado o valor da poesia.

Efectivamente, Neto revela conhecer a palavra, enquanto “complexo de sonoridades” (acrescentamos nós: - e de silêncios), ou mais bem dito, Neto domina a palavra, explorando de maneira inteligente o seu volume (palavras breves ou palavras curtas), a sua ressonância geral, a velocidade com que se debita a palavra, a sua representação gráfica, etc.

Para justificar o que acabamos de dizer podemos pedir emprestados vários exemplos , dentre os muitos e belíssimos poemas deste autor.

1. Volume da palavra:

Palavras longas:

-escandalosamente (in, Sábado nos Musseques) -bangele-lé-lelé... (in, Mussunda Amigo) -desaromatizadas (in, O Caminho das Estrelas) -xinguilamentos (in, Poema)

Palavras curtas:

mato, amor, soba, ... (in, Caminho do Mato) cor, dor, luta, alma, sente, ... (in, Sinfonia) criar, olhos, secos, nervo, massa, ... (in, Criar)

Refira-se que estes exemplos foram, todos eles, extraídos de “Sagrada Esperança”.

2. Ressonância da palavra:

De “Sagrada Esperança”:

casse-tête, swings (in, Sábado nos Musseques) kazukuta, petromax (in, Sábado nos Musseques) o ió kalunga ua um bangele, mussunda (in, Mussunda Amigo)

De “A Renúncia Impossível”:

Ku-klux-klan (in, Negação)

3. Velocidade de débito:

De “Sagrada Esperança”:

Vide “Caminho do Mato” (pág. 48) Vide “Aspiração” (págs. 70 e 71) Vide “Assim Clamava Esgotado” (págs. 114 à 116)

De “A Renúncia Impossível”:

Vide “Negação” (págs. 83 à 96)

Portanto, a análise que fazemos do volume, da ressonância e da velocidade de débito da palavra nos poemas de Neto, perece-nos ter algum valor pois vem esclarecer fenómenos como: - estados de espírito ou de ânimo (ansiedade, tensão, tranquilidade, indiferença, revolta, etc.), necessidade de se ouvir a si próprio ou de ouvir o outro, etc.; dito de outro modo, isto só tem para nós certa valia por trazer alguma luz à compreensão, mínima que seja, daquilo que esteve na base da “criação” literária ou poética de Neto, bem como o que pretendia o autor atingir com tal ou tal recurso técnico-expressivo.

Tudo, e mais alguma coisa que se pode afirmar sobre tais técnicas de construção poética de Agostinho Neto, só consolida, só reforça a nossa convicção sobre este grande “pilar” das letras angolanas e africanas (e porque não dizer do mundo?): - é uma voz poética (com vozes e silêncios à mistura) “condenada” à sobreviver e à permanecer incólume à corrosão do tempo, bem como das correntes político-sociais e estético-literárias, enfim, aos modismos, já que ela possui uma dimensão humanista de irrefutável valor, aliada a um forte tratamento estético da palavra.

O poeta que aqui é homenageado possui, realmente, uma voz própria, um estilo próprio que se confunde consigo mesmo, dando razão a Buffon que, magistralmente, afirma que “o estilo é o próprio Homem” (sic).

Terminamos esta nossa comunicação, que já vai longa e, certamente, fastidiosa por não termos tido oportunidade nem tempo de faze-la mais curta, lendo-vos um dos mais bem conseguidos poemas de Neto, onde do silêncio meditativo assomam, hirtas, vozes de uma inaudita “Sagrada Esperança”.

NÃO ME PEÇAS SORRISOS

Não me exijas glórias / que ainda transpiro / os ais / dos feridos nas batalhas // Não me exijas glórias / que sou eu o soldado desconhecido / da Humanidade // As honras cabem aos generais // A minha glória / é tudo o que padeço / e que sofri / Os meus sorrisos / tudo o que chorei // Nem sorrisos nem glória // Apenas um rosto duro / de quem constrói a estrada / por que há-de caminhar / pedra após pedra / em terreno difícil // Um rosto triste / pelo tanto esforço perdido / - o esforço dos tenazes que se cansam / à tarde / depois do trabalho // Uma cabeça sem louros / porque não me encontro por ora / no catálogo das glórias humanas // Não me descobri na vida / e selvas desbravadas / escondem os caminhos / por que hei-de passar // Mas hei-de de encontrá-los / e segui-los / seja qual for o preço // Então / num novo catálogo / mostrar-te-ei o meu rosto / coroado de ramos de palmeira // E terei para ti / os sorrisos que me pedes.

Roma, Outubro de 2002.-

CONCEIÇÃO CRISTÓVÃO / ESCRITOR /

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

-BERGO, Vittorio - Erros e Dúvidas de Linguagem, Rio / 1959. -CRESSOT, Marcel - O Estilo e as suas Técnicas, Lisboa, Lousã, Janeiro / 1980. -ELIOT, T. S. - Ensaios de Doutrina Crítica, Lisboa, Junho/1962. -NETO, Agostinho - ... Ainda o Meu Sonho ...(Discursos sobre Cultura Nacional), Cuba, Junho/1985. -NETO, Agostinho - A Renúncia Impossível (poemas inéditos), Cuba, Junho/1985. -NETO, Agostinho - Sagrada Esperança, Portugal, Printer, Novembro/1979. -REIS, Carlos - Técnicas de Análise Textual, Coimbra / 1976. -SHAW, Harry - Dicionário de Termos Literários, Lisboa / 1978. -VERBO, Editorial - Enciclopédia Fundamental Verbo, Lisboa - São Paulo, Março / 1982.

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