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Uma Leitura de A Árvore dos Gingongos, de Maria Celestina Fernandes

Escrito por  Edna Bueno
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Maria Celestina Fernandes, autora de A Árvore dos Gingongos, nasceu no Lubango, em setembro de 1945, e tem descendência quimbunda. Foi para Luanda com os pais criança ainda; nesta cidade cresceu e completou os estudos secundário e superior. Viveu, portanto, o final do tempo da colonização portuguesa em Angola. Presenciou toda a guerra contra os portugueses colonizadores, que teve início em 1961 e durou até a independência proclamada em 11 de novembro de 1975.

Maria Celestina Fernandes, autora de A Árvore dos Gingongos, nasceu no Lubango, em setembro de 1945, e tem descendência quimbunda. Foi para Luanda com os pais criança ainda; nesta cidade cresceu e completou os estudos secundário e superior. Viveu, portanto, o final do tempo da colonização portuguesa em Angola. Presenciou toda a guerra contra os portugueses colonizadores, que teve início em 1961 e durou até a independência proclamada em 11 de novembro de 1975. Também vivenciou a guerra civil em seu país, que se estendeu até 2002. Maria Celestina cursou Assistência Social e é licenciada em Direito pela Universidade Agostinho Neto. Trabalha como consultora jurídica de instituições bancárias e é membro da União de Escritores Angolanos, sendo uma escritora principalmente dedicada à literatura para crianças.

O que pretendemos com essa pequena biografia da autora de A Árvore dos Gingongos é ligar a palavra dela, nesse livro, à história e às tradições dos quimbundos de Angola. Os textos de Maria Celestina buscam suas raízes. Ela escreve na língua portuguesa, mas "inventando sua escritura", com palavras e marcas de sua etnia. E é esse texto híbrido, africanizado que ela oferece às crianças de Angola.

Laura Cavalcante Padilha, em Entre voz e letra: o lugar da ancestralidade na ficção angolana do século XX, expõe com clareza essa questão, mostrando que a ficção angolana tem origem no encontro de várias culturas:

O enfrentamento de culturas e das duas línguas - às vezes até mais - se dá na territorialidade do texto. Percebe-se, então, que o colonizado se apropria da linguagem do outro, ao mesmo tempo em que mostra também ter sido por ela possuído.

Em Angola esse enfrentamento ganha maior força na década de 50, adquirindo contornos mais definidos após o início do confronto armado em 1961 (PADILHA,1995, pp.164 - 165) Também Manuel Rui, em seu texto Eu e o outro - o invasor, apresentado no Encontro Perfil da Literatura Negra, em São Paulo, em 1985, nos fala da busca de uma linguagem própria para o texto angolano, confrontando a oralidade dos seus ancestrais com a escrita introduzida pelo colonizador:

No texto oral já disse não toco e não o deixo minar pela escrita arma que eu conquistei ao outro. Não posso matar o meu texto com a arma do outro. Vou é minar a arma do outro com todos os elementos possíveis do meu texto. Invento outro texto. Maria Celestina é escritora angolana, viveu o colonialismo e a luta pela libertação de Angola. Sua vida faz parte da escrita dessa história e é nesse tempo que ela se fez escritora.

Ainda em Entre voz e letra, Laura Cavalcante Padilha nos dá um histórico da produção ficcional em Angola e informa que "só com o advento da independência os textos saíram da clandestinidade" (PADILHA, 1995: 167). A UEA, União dos Escritores Angolanos, foi criada em 10 de dezembro de 1975, um mês quase exato depois da independência, manifestando

a necessidade e urgência de os escritores se organizarem coletivamente para prosseguirem nesta longa luta do nosso povo para a conquista de um futuro digno, liberto de todas as formas de alienação, exploração e dependência, numa sociedade democrática e progressista (PADILHA,1995: 167).

Maria Celestina iniciou a carreira literária na década de 1980, com a publicação de trabalhos no Jornal de Angola e no Boletim da Organização da Mulher Angolana, OMA. Só começou, entretanto, a publicar seus livros em 1990. O prefácio de A Árvore dos Gingongos é de Luandino Vieira, que diz que as histórias de Maria Celestina têm "intuito educativo". Conhecedora da força que as histórias podem ter sobre a imaginação das crianças, nos seus livros propõe fantasias a que associa sempre um certo fundo moral.

O livro A Árvore dos Gingongos se constitui de três histórias: As Intrigas de Jacó, cujo enredo se passa ainda no tempo da colonização; A Bola de Fogo, que, resumidamente, chora as dores da guerra, o mal que esta faz a uma criança; A Árvore dos Gingongos que, através de um mito e costumes africanos dos povos quimbundos, conta a história da família de um casal de gêmeos e discute a questão do egoísmo. Analisaremos aqui essa última história. Partindo de um mito, o dos gêmeos ancestrais da etnia dos quimbundos, e trazendo para o texto várias palavras de origem também quimbunda, a história mostra o cotidiano de uma família moradora de um musseque de Luanda. Entre os quimbundos, os gêmeos são considerados enviados da Kyàndà, a deusa angolana das águas do mar, e, por isso, são festejados por essa etnia. Segundo as crenças quimbundas, Kyàndà é um gênio da natureza, criada por Nzambi, o deus maior.

No primeiro volume dedicado a Angola da Antologia do Mar na Poesia Africana de Língua Portuguesa do Século XX, organizada pela Professora Carmen Lucia Tindó Secco, vemos que "o culto às yàndà (plural de Kyàndà, divindade do mar), nas populações de língua quimbunda, é milenar, existindo, secretamente, mesmo após a colonização, como forma de resistência do imaginário mítico africano" (SECCO, 2002: 16).

Segundo Ruy Duarte de Carvalho, as yàndá "cativam-se pelas pessoas, velam por elas e pelas águas" (CARVALHO, R.D.,1989, pp. 284-285), manifestando-se, de acordo com as pesquisas feitas por esse antropólogo e poeta angolano, de formas diferentes: "a de lençóis de luz sob as águas, formando feixes de fitas coloridas; a de patos nadando; a de pombos sobrevoando as praias, a de crianças gêmeas brincando, entre muitas outras" (CARVALHO, R.D. apud: SECCO, 2002: 16).

O antropólogo angolano Virgílio Coelho fez um estudo sobre a sociedade luandense, em especial sobre as populações Túmúndòngo - que habitam as ilhas e o platô de Luanda - e os povos de línguas quimbunda. Dentre outros pontos, ele ressalta:

As yàndá são apresentadas como "seres" portadores de luz e de vida, tendo coloração alva, luminosa e um aspecto humano, tanto que, em algumas versões do mito, é descrita com uma longa cabeleira branca à volta do corpo. Relacionada também à fecundidade, a Kyàndà é, geralmente, associada ao nascimento de crianças gêmeas, que possuem faculdades extraordinárias de prever o futuro. Os gêmeos, concebidos como intermediários da kyàndà, quando apresentam algum defeito físico, são portadores, segundo as crenças, de um poder sobrenatural ainda maior. (COELHO, 1997, pp. 127-191).

A história de A Árvore dos Gingongos desenrola-se em um musseque. Laura Cavalcante Padilha, discutindo textos da ficção angolana em Entre voz e letra, diz que quase todos os textos ficcionais representam, por diversas figurações imagísticas, a sorte negativa do homem angolano, acirrada pelo processo colonizatório. Para tanto busca-se a cenarização dos espaços periféricos urbanos chamados musseques, dos quimbos e sanzalas da terra que sofrem um processo anômico de desfiguração social (PADILHA,1995: 169). Arrisca-se a dizer que o musseque é o espaço angolano onde a cultura do colonizador não dominou e que ali é o lugar que melhor guarda as marcas de diversas etnias de Angola. No musseque focalizado na história de Celestina Fernandes, também vivia um português simples, de origem menos privilegiada, o Sô Manuel que se tornou compadre de Nga Maria e Sô Policarpo, batizando seus filhos gêmeos, os gingongos, que dão título à história. Alguns dos habitantes do musseque fizeram a mestiçagem de suas culturas e assim passaram a conviver com traços de duas culturas. Isso revela o texto de Celestina.

Os pais dos gingongos festejaram o nascimento dos gêmeos, seguindo os costumes da sua gente: "Houve bater de latas no musseque para anunciar a boa nova/ Papá Policarpo chamou seus velhos companheiros de rebita e dançaram pela noite fora. Comida e bebida não faltou" (FERNANDES, 1993, pp. 23-24). A seu tempo, prepararam a "mesa dos gingongos", banquete oferecido aos gêmeos do qual participam outros gêmeos. Na ocasião, os homenageados e os outros gêmeos convidados, todos eles, "lamberam o mel e o óleo de palma para afastar os maus espíritos" (FERNANDES, 1993: 24). De acordo com Óscar Ribas, os alimentos sagrados dos gêmeos são "o mel e o azeite de palma, e sua roupagem, as folhas de mussêquenha e mulembuíji" (RIBAS, O.1989: 137).

Óscar Ribas, escritor e etnólogo angolano, dedicado às pesquisas folclóricas e religiosas angolanas, descreve ritos associados à vida e morte de gêmeos em seu livro Ilundu - espíritos e ritos angolanos. Conta que "os gêmeos, considerados seres sobrenaturais - ituta -, inspiram um culto especial. Entre si, constituem uma irmandade, possuindo cada qual um poder espiritual sobre o congênere" (RIBAS, O.,1989: 137). E que:

Dada a sua especial procedência, todos os atos importantes de sua existência, desde o nascimento à morte, obedecem a um sistema de práticas rituais. Dotados de extraordinária sensibilidade, facilmente se contrariando com o que lhes não agrada, exigem cuidados prontamente satisfeitos. Não apenas a um, mas a ambos ou ao conjunto da mesma gestação (RIBAS, O.,1989: 137).

Os pais dos gingongos da história de Maria Celestina os criaram cheios de caprichos, pois seguiam a crença de que os gingongos eram seres especiais. Contudo, os batizaram segundo a fé cristã do colonizador, na Igreja de Santo Antônio, santo de devoção de Nga Maria. O padrinho os nomeou de Manuel e Maria Manuela, nomes, todavia, "que ficaram só para os papéis, porque os que valiam eram Adão e Eva" (FERNANDES, 1993: 24). Aqui se mistura o mito dos gêmeos ancestrais da etnia quimbunda com o mito cristão de Adão e Eva. Conforme Virgílio Coelho em aula ministrada na Faculdade de Letras da UFRJ em 2001, segundo o mito quimbundo, Nzambi criou Samba e Máwèze, o casal primordial que deu origem a inúmeros filhos, dentre eles os primeiros habitantes de Angola: Mpèmba e Ndèle. Já para Chevalier & Gheerbrant:

Adão simboliza o primeiro homem e a imagem de Deus. No caso de Adão, primeiro significa muito mais do que uma prioridade no tempo. Adão é o primeiro na ordem da natureza, é o ponto culminante da criação terrestre, o ser supremo em humanidade (CHEVALIER, 1996: 11). Eva é considerada como a primeira mulher, a primeira esposa, a mãe dos vivos (CHEVALIER,1996: 410). Laura Cavalcante Padilha, analisando a obra de Castro Soromenho, diz que ele, "a exemplo do que se passa com as produções orais, procura recuperar a cotidianidade do viver do homem angolano, fora dos centros urbanos" (PADILHA,1995: 97). Isso também faz Maria Celestina quando conta a história dos gingongos e focaliza o cotidiano da família deles:

...ao cair da noite, quando toda a família se encontrava no quintal, sentada no luando (tipo de esteira mais grosseira) a tomar o habitual musongué (caldo de peixe que se acompanha de farinha de mandioca torrada) .... (FERNANDES, 1993: 25).

Os pais ocupavam-se dos seus afazeres enquanto os filhos iam para a escola, uns de manhã, outros de tarde, o que permitia que os mais novos tivessem sempre com quem ficar. (FERNANDES, 1993: 25).

Maria Celestina traz a figura do Vôvô Xica, o avô que passa a sabedoria de outros tempos e diz, quando alguém perturba os gingongos:

- Xé, Cuidado! Faz favor não trazer aqui desgraça, deixem lá as crianças. - Vocês não sabem que zanga de gingongo traz azar? - Essa gente são muloje (feiticeiro), lhes deixa sossegado. (FERNANDES, 1993: 24).

Vovô Xica reaviva a lembrança de que os gêmeos são criaturas de origem sobrenatural ao chamar-lhes de muloje, ao dizer que sua zanga dá azar. A fala de Vovô Xica introduz a idéia do receio e respeito ao sobrenatural. Diz Óscar Ribas que os gêmeos são "filhos temíveis, inspirando aos pais não o amor natural, mas uma espécie de idolatria" (RIBAS, Ó, 1989: 142). O que os gêmeos querem é a posse da mangueira do seu quintal e a de seus frutos, as mangas cobiçadas por todos. A árvore, segundo Chevalier & Gheerbrant, é símbolo da vida, em perpétua evolução e em ascensão para o céu [...] Por outro lado, serve também para simbolizar o aspecto cíclico da evolução cósmica: morte e regeneração. Sobretudo as frondosas evocam um ciclo, pois se despojam e tornam a recobrir-se de folhas todos os anos (CHEVALIER, 1996: 84).

A escolha de uma árvore como objeto do desejo dos gingongos remete à Kyàndà. Ruy Duarte de Carvalho revela que a Kyàndà, "embora deusa do mar, também pode estar na terra" (CARVALHO, R.D,1989: 286-287) e que o "imbondeiro é sua árvore predileta" (CARVALHO, R.D.,1989: 286-287). Virgílio Coelho diz que a Kyàndà "pode ser representada por um imbondeiro, ou por um outro elemento da natureza ( apud: SECCO, 2002: 19). Óscar Ribas associa os gêmeos diretamente ao imbondeiro: "o imbondeiro é a sua árvore sagrada. Tal o simbolismo dos vegetais, que, se uma árvore existente numa casa chorar, a mulher grávida que, porventura, lá viver, dará gêmeos à luz" (RIBAS, Ó., 1989: 137).

A Kyàndà está relacionada à vida, às doenças, à morte. A árvore, se relacionada a ela, é, portanto, símbolo de sua energia vital. Segundo a Professora Carmen Tindó Secco em aulas na UFRJ, a árvore, nas culturas africanas, é um eixo sagrado por onde se interligam os vários planos da existência. Ela é o local sacralizado por onde os antepassados se comunicam com os vivos. Ela é princípio e continuação da vida, pois esta, na África, não termina com a morte: "a alma, após a morte, acompanha o corpo, e com ele se fixa no seio da terra. Entretanto, dá fé ao que fazemos e, quando lhe apetece, vem à superfície, preferentemente de noite, pois a luz a incomoda" (RIBAS, Ó., 1989: 33). A árvore, dona de frutos de cobiça geral, tornou-se objeto do desejo dos gêmeos. Américo Correia de Oliveira, no livro A Criança na Literatura Tradicional Angolana, relata que os gêmeos, na sociedade tradicional ambunda , propriamente dita, designadamente na "área" de Luanda, são objeto de estudo por parte de Borges Canto, Ana Sousa Santos e, por último, Óscar Ribas. Sobre Borges Canto, diz que ele considera que nos "Miseke" de Luanda, os "gêmeos são bem-vindos, tratados com toda a deferência, e o seu nascimento é encarado como sinal de sorte, embora sejam temidos devido a serem potencialmente malignos. [...] Acreditam que os gêmeos, espiritualmente, podem ser provenientes de sereias, ou, então, dos seus antepassados". No caso da sereia simpatizar com um dos cônjuges que "passa junto à pousada de uma sereia, esta pode entranhar-se nele", dando origem a gêmeos; se tal não acontece, a "mulher conceberá um filho, em geral deformado (kituta), ou um animal (kituta). Os sinais de futuros gêmeos são transmitidos à mãe pelo"gemer da árvore" ou "sonhos". A morte dos gêmeos é interpretada como “tendo havido desinteligência entre eles, ou, então, tendo um deles mandado o outro embora". (OLIVEIRA, 2000: 171)

Américo de Oliveira relata que Ana de S. Santos, em seus estudos, considera que

"embora não constitua parto anormal, o nascimento de gêmeos pela natureza sobrenatural que lhes atribuem, reveste-se de tal complicação cerimonial que se coloca num plano de parto particular". Assim, quando do seu nascimento, participa-se a todas as mães de gêmeos e crianças gêmeas que vão à mata buscar determinadas plantas para festejarem com cânticos. A autora afirma que os gêmeos são considerados "ituta-gênios" (seres sobrenaturais), e alguns destes gênios são encontrados na água: "mu menya"; nos morros: "mu milundu"; nas bananeiras e palmeiras; e ainda nos matos: "mu mixitu". (OLIVEIRA, 2000: pp. 171-172)

Observamos que a história que Maria Celestina conta é carregada das marcas da tradição oral quimbunda: o registro da fala do avô é cheio de palavras de origem bantu; há a descrição do cotidiano da uma família no musseque, suas crenças, sua conduta; há a alusão ao mito da Kyàndà e dos gêmeos. Maria Celestina leva seu leitor-criança a refletir sobre um comportamento egoísta: o dos gingongos que não querem repartir com ninguém as cobiçadas mangas. Porém, mais do que refletir sobre o egoísmo, a história traz ao conhecimento das crianças angolanas as raízes angolanas, as suas tradições, os seus costumes, as suas origens. E traz também às crianças de outras partes do mundo a possibilidade de conhecerem um pouco da história e da cultura de um país como Angola.

Nota

Segundo o Dicionário Banto do Brasil, no verbete "bundo", temos que "Kimbundu é sinônimo de Ambundu, que,por sua vez, é o mesmo que o grupo etno-linguístico Kimbundu" (LOPES, N.,1996, pp. 51-52)

Referências Bibliográficas:

CARVALHO, Ruy Duarte. Ana a Manda: os filhos da rede. Lisboa: Instituto de Investigação Científica Tropical, 1989.

CHEVALIER, Jean e GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1996.

COELHO, Virgílio. "Imagens, Símbolos e Representações "Quiandas, Quitutas, Sereias!": Imaginários locais, identidades regionais e alteridades. Reflexões sobre o quotidiano urbano luandense na publicidade e no universo do marketing". In: NGOLA - Revista de Estudos Sociais (ASA). Luanda: 1 (1), janeiro - dezembro de 1997. pp. 127-191.

FERNANDES, Maria Celestina. A árvore dos Gingongos. Luanda: Edições Margem, 1993.

MONTEIRO, Manuel Rui. Eu e o outro - O invasor. São Paulo: Encontro Perfil da Literatura Negra, 23/05/1985.

OLIVEIRA, Américo Correia de. A criança na literatura tradicional angolana. Leiria: Edições Magno, 2000.

PADILHA, Laura Cavalcante. Entre voz e letra: o lugar da ancestralidade na ficção angolana do século XX. Niterói: EDUFF, 1995.

LOPES, Nei. Dicionário banto do Brasil. Rio de Janeiro: Prefeitura Cidade do Rio de Janeiro, 1996.

RIBAS, Óscar. Ilundu - espíritos e ritos angolanos. Porto: Edições ASA, 1989.

SECCO, Carmen Lucia Tindó Ribeiro (coord.). Antologia do mar na poesia africana de língua portuguesa do século xx. 3. ed. Rio de Janeiro: Faculdade de Letras/ UFRJ, 2002. v. 1 (Angola).

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