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A negritude e a recepção lusófona, em segunda mão, de L'Etudiant Noir (Paris, 1935): de Mário Pinto de Andrade a Alfredo Margarido e Manuel Ferreira - Balanço, Homenagem e Exortação

Escrito por  Pires Laranjeira
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O jornal L'Etudiant Noir, editado em Março de 1935, em Paris, sempre foi referido e trechos dos seus textos aludidos por intelectuais lusófonos e de outras áreas, sem que alguma vez tenha sido consultado, pois o cotejo dessas alusões com a matéria aludida comprova que o único número de que há conhecimento não terá sido tão visto como as inúmeras referências pareciam mostrar.

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O jornal L'Etudiant Noir, editado em Março de 1935, em Paris, sempre foi referido e trechos dos seus textos aludidos por intelectuais lusófonos e de outras áreas, sem que alguma vez tenha sido consultado, pois o cotejo dessas alusões com a matéria aludida comprova que o único número de que há conhecimento não terá sido tão visto como as inúmeras referências pareciam mostrar.1 Tratava-se, de facto, de uma publicação muito difícil de consultar antigamente (continua a haver a indicação da existência de apenas dois exemplares, um deles pertença da polícia de Paris), até porque não existia sequer uma cópia na biblioteca da instituição que aparece no cabeçalho como sede da administração e da redacção. Por isso, continuo a pensar queL'Etudiant Noir nunca exerceu qualquer influência na negritude de língua portuguesa.

A consulta da compilação de textos variados efectuada por Alain Locke, The new negro (1925), permite-nos afirmar, de igual modo, que também muito poucos investigadores a terão lido, ainda hoje, no mundo de língua portuguesa, pois seria impossível, perante a sua grandeza, a sua importância, não referir ou aludir a quaisquer dos seus variadíssimos aspectos, incluindo um artigo do célebre Dr. Du Bois sobre Portugal e o 3º Congresso Pan-Africano.

A primeira conclusão teórica a retirar é que, também nesta matéria a da negritude africana e brasileira, se construíram correntes doutrinais, culturais e estéticas não inteiramente devedoras dos modelos fundacionais, fossem eles francófonos ou anglófonos. Resta saber se, enquanto se ganhavam especificidades próprias, algo se perdia por esse desconhecimento.

Desenvolvi uma extensa demonstração da existência de uma negritude africana de língua portuguesa com cariz diferenciado, na tese de doutoramento que defendi e publiquei em Portugal.2 Neste momento, trata-se de mostrar que o jornal L'Etudiant Noir (ou seja, «O Estudante Negro», publicado em 1935), peça capital da instauração da négritude em França, sempre foi referido em língua portuguesa (e noutras línguas, caso de que não me ocupo agora) como material sobejamente conhecido de todos os que com a cultura negro-africana se têm preocupado, mas que isso, na verdade, sabemo-lo hoje, teria sido pouco provável. Quem se lhe refere ou o pretende glosar (porque raríssimos o têm citado), fá-lo com frequência em segunda mão e, algumas vezes, acreditando numa primeira mão que também nunca o chegou a ver ou folhear. Não se trata, de modo nenhum, de apontar um dedo acusatório ou de uma quixotesca reposição da verdade histórico-literária, ou ainda de uma qualquer presunção. Compreende-se a dificuldade (por vezes, a impossibilidade) de muitos ensaístas, professores e outros intelectuais chegarem ao contacto com L'Etudiant Noir, tal como também me aconteceu. Por isso, esta intervenção destina-se sobretudo a relembrar que, em certas circunstâncias, é preciso ir às fontes, sob pena de, pensando esgrimir argumentos novos, estar-se a tentar criar o que afinal já existe ou, na pior das hipóteses, estar-se paradoxalmente a branquear o que nunca se chegou a conhecer.

Uma bolsa de pós-doutoramento concedida pela ex-JNICT, instituição de apoio à investigação em ciência e tecnologia em Portugal, no âmbito do programa PRAXIS XXI, para uma estadia em França, permite-me apresentar alguns resultados que creio poderem ser úteis a todos os que se dedicam a estudos sobre as literaturas africanas de língua portuguesa e à negritude ou, mais empenhadamente, militam a favor dessa renovada corrente da actualidade brasileira. Por outro lado, espero que este contributo ajude ao debate sobre a negritude e a crioulidade enquanto vertentes assinaláveis das literaturas e culturas africanas e afro-americanas.

Nesta conjuntura finissecular, em que alguma da crítica de literaturas africanas exercida em Portugal tende a desconsiderar as históricas facetas negritudinista, neo-realista e engagée dessas literaturas emergentes, identificando-se com um conceito de crioulidade aproximada de um lusotropicalismo reaccionário e saudosista, julgo continuar a ser imprescindível para a compreensão das literaturas africanas e brasileira o esclarecimento sobre o grau de permeabilidade das respectivas sociedades a conceitos relacionados com a negritude, a crioulidade e a mestiçagem, entre outros, de novo com intensa irrupção no campo cultural, nos últimos anos, como o demonstra o aumento significativo das bibliografias destas áreas.

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O jornal L'Etudiant Noir foi editado na cidade universitária internacional de Paris por Léopold Senghor (senegalês), Aimé Césaire (martinicano) e Léon Damas (franco-guianês), entre outros, como órgão da Associação dos Estudantes Martinicanos em França, mas dedicando-se a temas e problemas dos estudantes negros francófonos. Relembro que movimentos e publicações muito importantes surgidos nas colónias portuguesas de África tiveram estudantes e ex-estudantes do secundário como fautores, porque não tinha sido criada qualquer universidade até 1963. É compreensível, portanto, que o que poderia ser um mero jornal corporativo de estudantes universitários negros em França se tornasse numa publicação incontornável da négritude.

Os textos de L'Etudiant Noir que nos poderão interessar, hoje, com mais pertinência, para a dilucidação da négritude e da negritude de língua portuguesa, além da crioulidade e mestiçagem, são os seguintes: o de Aimé Césaire, intitulado «Négreries. Jeunesse noire et assimilation» (traduzível por «Negridões/Negridades. Juventude negra e assimilação»); de Senghor, um texto sobre René Maran, chamado «L'humanisme et nous» («O humanismo e nós»); o de Gilbert Gratiant, «Mulatres... pour le bien et le mal» («Mulatos, para o bem e o mal»), texto muito longo e muito importante para um jornal com apenas oito páginas; um outro sobre «Langage et musique chez les nègres du Congo» («Linguagem e música dos negros do Congo» ex-colónia francesa), de Henry Eboué; «Guignol oulof» («Marioneta de tribo oeste-africana»), de Paulette Nardal; e ainda «Un livre sur la Martinique» (a propósito de literatura antilhana), de Léonard Sainville. Estes são os textos de reflexão e cultura, todos eles perfazendo uma das três secções do jornal, intitulada «Les Idées et les Lettres» («As ideias e as letras»), que não releva, por conseguinte, de temas corporativos, palavra esta usada em título de outra secção pelos próprios redactores daquele que se transformou em órgão involuntário e simbólico da négritude.

O artigo de Gilbert Gratiant foi o mais importante que se publicou até essa altura, porque procedeu a uma interrogação aprofundada sobre a condição social, cultural e política do mulato e do negro da Martinica (ele teve o cuidado de não generalizar a sua reflexão), não descurando a análise das determinações de raça e classe, a partir do seu próprio exemplo: «eu gosto mais, procurando ver longe e pensando no concreto, de contribuir com a homenagem dos meus parcos esforços e da minha vida, para a luta política que a massa dos explorados negros, os condenados da terra, esses sobretudo duplamente irmãos, empreendem contra o imperialismo que os esfaima, humilha e tortura». Inquirindo sobre a «civilização crioula», Gratiant escreve que «o nosso pequeno-mulato não podia, nas circunstâncias históricas do momento (em dois ou três séculos), escolher, na Martinica, a sua classe e raça». Por isso, para os mulatos, tratava-se de reconhecer «o que havia de original, o que subsistia ainda de negro, nobremente, heroicamente, no fundo crioulo da sua natureza, a que eles ficavam a dever alegria, vitalidade, esperança», sem que, todavia, pudessem alienar a sua forte componente gaulesa «de pensamento, de alma e de cultura».

Poder-se-ia argumentar que esse texto de Gratiant estaria ultrapassado, desde sempre, por duas razões: primeira, porque, antes de ele ser publicado, já a prática literária do autor era questionada pela Légitime Défense, podendo, ainda assim, perguntarmo-nos se o marxismo dessa revista não se constituía como preconceito contra a vontade de mestiçagem e, mais ainda, se a mestiçagem implica qualquer conflito ideológico com o marxismo; segunda razão, porque, em 1989, saiu o Éloge de la créolité («O elogio da crioulidade»), de Jean Bernabé, Patrick Chamoiseau e Raphael Confiant, que não só gratificava Gratiant como também se tornava um manifesto, divulgado em francês e inglês, com repercussão suficiente para resumir todo o percurso cultural (e não exclusivamente literário) da crioulidade.

Por outro lado, para estes defensores da especificidade antilhana, a crioulidade não pôde dispensar a negritude no seu percurso histórico de consciencialização. No manifesto do «elogio da crioulidade», pode ler-se: «Aimé Césaire restituiu a mãe África, a África matriz, a civilização negra a um mundo totalmente racista, automutilado pelas cirurgias coloniais». No livro Lettres créoles, Chamoiseau e Confiant3 escrevem: «o antilhano é, antes de mais, um negro». O capítulo, sintomaticamente, tem o título de «Le cahier du négrillon» («O caderno do pequeno negro ou meio-negro») e as palavras transcritas são a propósito dos anos de formação de Césaire em Paris, correspondentes à aprendizagem em torno da Revue des Deux Mondes, de Légitime Défense e de L'Etudiant Noir, publicações marcantes para toda uma geração de africanos e antilhanos, mas que, atendendo ao retorno do trágico racista, neste fim de milénio, bem podem continuar a aplicar-se com justeza a faixas muito largas de populações intolerantes. Nesse sentido, a crioulidade não implica o menosprezo da negritude; bem pelo contrário, torna-se condição necessária da tomada de consciência da crioulidade, no Brasil como em Cabo Verde, ter compreendido a importância da desalienação colonial e pós-colonial, obrigatoriamente através da herança da africanidade negra.

Em comparação com os seis números de La Revue du Monde Noir, que atingiram um total de 378 páginas, esse número único de L'Etudiant Noir poderia parecer insignificante. Porém, verificamos que a importância dos textos de Aimé Césaire e de Gilbert Gratiant só encontra paralelo, na revista que os precedeu, no artigo da colaboradora comum Paulette Nardal, titulado «Éveil de la conscience de race» («O despertar da consciência de raça»). No mais, sem retirar, de modo algum, qualquer impacte consciencializador sobre o «mundo negro» ao salão parisiense de Clamart e à magnífica publicação do começo dos anos 30, ambos animados precisamente pelas irmãs Nardal, conclui-se, pelos textos de Césaire e de Gratiant, que L'Etudiant Noir aparecia como decisivo repensar da assimilação e da négritude avant la lettre, enquanto consequência de uma meditação sobre o estado imperial-colonial, considerado o último estádio do capitalismo, aliás, como é referido no texto de Gratiant, acusado de subserviência cultural gaulesa na Légitime Défense.

Pode-se falar de órgão involuntário da negritude porque o conceito e o neologismo apenas seriam criados quatro anos depois, no poema «Cahier d'un retour au pays natal», de Aimé Césaire, publicado, portanto, em 1939, na revista Volontés. Esse facto da criação do neologismo é muito conhecido, mas inúmeras vezes dado como tendo acontecido em anos anteriores, nomeadamente no jornal L'Etudiant Noir (saído em 1935, e não em 1934, como é erroneamente repetido ao longo dos anos4). Avaliando os conteúdos do jornal, entende-se aceitar que a negritude tenha irrompido precisamente com o jornal L'Etudiant Noir e não com a revista Légitime Défense (1932, nº único), lançada por intelectuais martinicanos que viviam também em França e que aceitavam os pressupostos do surrealismo e do marxismo. Tanto a revista Légitime Défense como La Revue du Monde Noir («Revista do mundo negro», 1931-32, seis nºs), que antecederam o jornal L'Etudiant Noir, não chegaram a pautar-se por princípios éticos, estéticos e ideológicos que se possam considerar de negritude, se bem que tivessem abordado problemas culturais dos negros. O próprio René Menil, um dos artífices de Légitime Défense, considerou, em 1978, no prefácio à reedição da revista, que «o discurso de Légitime Défense, considerado na sua unidade e estrutura de conjunto, não é um discurso da negritude». Um dos artigos da revista de inspiração surrealista e marxista é contundente para com a poesia de Gilbert Gratiant («Miséria de uma poesia»), depois, como se viu, colaborador de L'Etudiant Noir. Nele, o tratamento da relação da ordem social com a poesia, na Martinica, predomina sobre a problemática da raça, embora seja evidente, nesse momento, o forte desejo de abandono de uma espécie de evasionismo relativo a questões melindrosas como essa, seguindo exactamente um processo que, com certa diferição no tempo e na temática, aconteceria, em breve, no arquipélago de Cabo Verde. Muito a propósito, foi René Menil que escreveu sobre o «escritor de cor» nas Antilhas, ao passo que Etienne Léro, escrevendo sobre essa miséria da poesia de alexandrinos parnasianos, desferiu um ataque à classe intelectual alienada no processo de assimilação pela cultura francesa dépassée, embora refira a questão da raça como componente inalienável (explícita ou não) da arte da poesia.

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O angolano Mário Pinto de Andrade não deu qualquer sinal de ter conhecido o conteúdo do jornal L'Etudiant Noir, nos textos sobre literatura e cultura africanas que escreveu sobretudo desde o final dos anos 40 até ao final dos 60. Não só não encontramos referências nos seus escritos dos anos 50 e 60, como nos posteriores a essa época do seu pioneirismo, o mesmo se passando na longa entrevista concedida a Michel Laban e publicada em Portugal.5

Entre 1949, data da divulgação da Anthologie de la poésie nègre et malgache d'expression française (1948), organizada por Senghor, e a exaustão da negritude africana de língua portuguesa, em 1959, com a palestra de Agostinho Neto sobre a poesia angolana, na Casa dos Estudantes do Império (CEI, Lisboa), fazendo eco das posições de Frantz Fanon no Congresso de Escritores e Artistas Negros, realizado nesse mesmo ano, em Roma, não se encontra qualquer alusão, por Mário Pinto de Andrade, ao jornal L'Etudiant Noir. Mais se estranha essa ausência sabendo que o intelectual e político angolano foi para Paris em 1954, passando a integrar o quadro da revista Présence Africaine e tornando-se amigo, a partir de então, dos mais conhecidos intelectuais, escritores e artistas africanos e negro-americanos. Como pode ter vivido emerso no próprio mundo de origem da négritude e de correntes sucedâneas ou afins, sem tomar conhecimento do jornal que esteve na sua origem, ao mesmo tempo que dava mostras de conhecer muitas outras publicações relacionadas com os movimentos negros, mesmo das menos (ou praticamente nada) divulgadas no universo de língua portuguesa?

Mário Pinto de Andrade foi o primeiro africano de língua portuguesa a elaborar textos críticos, estético-doutrinais ou programáticos sobre a poesia africana de língua portuguesa, a partir de uma nítida e assumida posição revolucionária, anti-colonial, não «ultramarinista», em suma, não portuguesa.

O momento fulcral em que elaborou a sua teoria coincidiu com a emergência da negritude de língua portuguesa, a cuja criação se encontra, aliás, indissoluvelmente ligado. Esse momento tem duas vertentes, a do interesse pelas culturas tradicionais do seu país, nomeadamente a do estudo da língua quimbunda, assumindo uma herança proveniente já de intelectuais oitocentistas, de que se destacavam o suiço Héli Chatelain e o angolano Cordeiro da Mata, e uma outra, a do colectivo em torno do Centro de Estudos Africanos (de Lisboa), no âmbito do qual se procedeu à publicação do caderno Poesia negra de expressão portuguesa (1953), que ele organizou com o são-tomense Francisco José Tenreiro.

Mário Pinto de Andrade começou por escrever sobre a chamada «literatura negra», em 1951, para a circular Mensagem, da CEI. Em «A literatura negra e os seus problemas», recusou a literatura colonial e considerou que havia duas espécies de «literatura negra»: a oral e a escrita.

É possível acreditar que, depois desse primeiro trabalho, quando Mário Pinto de Andrade redigiu os artigos de 1954, publicados no Porto e no sul do Brasil, tinha tomado conhecimento directo, por exemplo, da compilação The New Negro, de Alain Locke. Referimo-nos aos artigos «Poesia negro-africana de expressão portuguesa», publicado na Província de São Pedro (de Porto Alegre), e «Apresentação da literatura negra moderna» e «Paris, encruzilhada de literatura», ambos em O Comércio do Porto.6

Percorrendo a obra do português Manuel Ferreira, o mais prolífico e entusiasta sistematizador das literaturas africanas de língua portuguesa, conclui-se que também ele não chegou a conhecer a antologia The new negro, La Revue du Monde Noir, Légitime Défense ouL'Etudiant Noir. Por um lado, tal desconhecimento, diga-se com justeza, não invalida a pertinência de muito do que escreveu, mas é evidente que não pôde efectuar um verdadeiro confronto entre os conteúdos dessas publicações para extrair conclusões da própria lavra.

Alfredo Margarido é autor de uma crítica cáustica à negritude, publicada em livro pela Casa dos Estudantes do Império, em 1964. Pouco propenso a aceitar, durante décadas, uma negritude africana de língua portuguesa com importância decisiva na fase de transição dessas literaturas para a temática da luta de libertação nacional, Alfredo Margarido não terá sentido qualquer necessidade de conhecer L'Etudiant Noir. Todavia, como militante da CEI, alinhando pelo sector dos africanos revolucionários, independentistas, a que correspondeu uma actividade teórica sobre a literatura com base nos princípios do materialismo dialéctico, Margarido pôde furtar-se aos muitos equívocos da discussão sobre a raça, porque tinha uma visão da literatura como actividade decorrente do processo de produção material e das relações sociais.

Termino prestando homenagem a Mário Pinto de Andrade, Manuel Ferreira e Alfredo Margarido e exortando os negritudinistas ou neo-negritudinistas7 a conhecerem os seus percursos políticos, intelectuais e textuais, comparando-os com os das fontes da negritude, para que possam ajuizar melhor da pertinência das coordenadas desse movimento no dealbar de uma nova era.

Notas

1. Foi, há anos, o artigo de Edward O. Ako que me chamou a atenção para a imprecisão e o equívoco com que L'Etudiant Noir era referido. Cf. Ako, «L'Etudiant Noir and the mith of the genesis of the negritude mouvement», in Research in African Literatures, vol. 15, 4 (Inverno de 1984), Austin, Univ. of Texas Press, pp. 341-353.

2. Pires Laranjeira, A negritude africana de língua portuguesa, Porto, Afrontamento, 1995.

3. Patrick Chamoiseau e Raphael Confiant, Lettres créoles. Tracées antillaises et continentales de la littérature, 1635-1975, Paris, Hatier, 1991, p. 119.

4. Veja-se, p. ex., Jacques Chevrier, Littérature nègre, Paris, Armand Colin, 1984, p. 37; Lilyan Kesteloot, Les écrivains noirs de langue française: naissance d'une littérature, 4ª ed., Bruxelas, Univ. Livre, 1971, p. 91; Patrick Chamoiseau e Raphael Confiant, Lettres créoles. Tracées antillaises et continentales de la littérature, 1635-1975, Paris, Hatier, 1991, p. 120; Kabengele Munanga, Negritude. Usos e sentidos, São Paulo, Ática, 1986, p. 43; Zilá Bernd, A questão da negritude, São Paulo, Brasiliense, 1984, pp. 29-31; Manuel Ferreira, O discurso no percurso africano I, Lisboa, Plátano, 1989, p. 76.

5. Para os escritos mais antigos, ver Pires Laranjeira, A negritude africana de língua portuguesa, Porto, Afrontamento, 1995; cf. também Mário Pinto de Andrade, Origens do nacionalismo africano, Lisboa, Dom Quixote, 1997, e Michel Laban, Mário Pinto de Andrade. Uma entrevista, Lisboa, João Sá da Costa, 1997.

6. O primeiro artigo referido foi publicado, portanto, na Província de São Pedro, nº 19 (1954), Porto Alegre, pp. 123-132 (agradecemos o auxílio do Prof. Doutor Volnyr Santos, um amigo que, nos anos 80, nos facultou uma cópia deste número); os outros dois trabalhos têm as referências de O Comércio do Porto, respectivamente, de 10-8-1954 e de 12-10-1954, ambos na página 5.

7. Deveremos chamá-los de negridadinistas (segundo a negridade, da brasileira Zilá Bernd)?

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