Bio Quem

João MELO

O mar lá embaixo ao alcance da mão À tarde o horizonte tinto violentamente de sangue

Anibal João da Silva Melo é o nome completo de João Melo, nascido em Luanda, a 5 de Setembro de 1955. Fez os seus estudos primários e secundários em Luanda. Estudou Direito em Coimbra (Portugal) e em Luanda. Licenciou-se em Comunicação Social e fez o mestrado em Comunicação e Cultura no Rio de Janeiro. Trabalhou como jornalista na Rádio Nacional de Angola, dirigiu vário meios de comunicação em Angola estatais como a Agência Angola Press-ANGOP e Jornal de Angola e privado, O Correio da Semana.

Navego à vontade no teu dongo aliso-lhe como se fosse uma mulher primeiro o dorso as curvas perfeitas da embarcação por fim as pernas balançando nervosas como palmeiras ah amada o azul terrível do mar está todo nos teus olhos negros eu oiço o grito da kianda e ximbico sem parar sem parar

“O marinheiro” In: João Melo. O Caçador de Nuvens. Luanda, União dos Escritores Angolanos, 1989, p.46.

É membro fundador da União dos Escritores Angolanos, foi seu Secretário-geral e presidente da Comissão Directiva. Actualmente dirige uma agência de comunicação privada a “Movimento” e é deputado pelo MPLA à Assembleia Nacional.

“Não posso

Foi menção honrosa do Prémio Sonangol de Literatura em 1996.Tem obras publicadas em vários jornais e revistas de Angola, nomeadamente ABC, Diário de Luanda, Jornal de Angola e Lavra & Oficina Gazeta da UEA.

As suas obras publicadas são: Definição (1985), Fabulema (1986), Poemas Angolanos (1989), Tanto Amor (1989), Canção do Nosso Tempo (1991), Jornalismo e Política (1991), O Caçador de Nuvens (1993), Limites & Redundâncias (1997) Imitação de Satre & Simone de Beauvoir (1998), Filhos da Pátria (2001).

No prefácio da sua primeira obra publicada, escrevia Ndunduma: “Efectivamente João Melo coloca com coragem (será a coragem hereditária?) dentro da linha poética que se usa a si mesma, síntese da ideia, (não unicamente da própria ou alhures fruição poética) com desenvoltura, o problema da definição. O seu Caderno tenta definir-se e definir do primeiro ao último verso. Ser o se é, lutar para ser, mais do que acontecer para ser casualmente, ou pior ainda, querer ser à força de consumir palavras... Porque DEFINIÇÃO é um livro que polemiza, não apenas com os conceitos, com o hábito, a prática, o comodismo e afirma em alguns poemas conseguidos, que poesia, literatura, está em tudo, mas não em tudo o que se escreve, ou que se crê contê-la...” In: João Melo. Definição. Luanda, União dos Escritores Angolanos, 1985, p.10, 12.

“Charles Dupret. Apesar de ter este nome, claramente anglo-afrancesado, ele era o mais acérrimo defensor da autenticidade angolana. Angola é um país de pretos! Esta frase contundente e absoluta estava presente em todos os discursos que fazia, mesmo quando falasse apenas do estado do tempo. Estava totalmente à vontade para brandir a referida sentença contra tudo e contra todos, pois não era um desses pretos suspeitos, meio acastanhados, cujo cabelo, quando cortado bem rente, se torna liso e dócil ao tacto e que, um tanto equivocadamente, se chamam a si próprios «fulos», mas que todos os outros (os pretos efectivamente, especialmente os que usam óculos, os mulatos condenados, sem santo e sem sangue, os «cabritos» angustiados e os brancos que já aprenderam a remexer a cintura quando dançam) gostam de chamar «fronteiras perdidas», o que é uma notória sacanice (palavra, que, caso sejam sensíveis à escatologia, podem substituir, por exemplo, por perfídia).” In: João Melo. Filhos da Pátria. Luanda, Editorial Nzila, 2001, Colecção Letras Angolanas, nº 8, p.61.

Sobre Imitação de Sartre & Simone de Beauvoir, escreveu a crítica Inocência Mata: “este livro, surpreende pelo estilo inusitado e pela temática questionante da condição feminina, questionamento marcado por uma modalidade existencialista, numa altura em que a literatura angolana parece actualizar uma revisão – um (re)pensamento – sobre o mundo e o país, o Homem e o Ser angolano, segundo uma postura ideológico-filosófica – e é nisso que a contaminação sartriana me parece masi evidente e não propriamente pela citação da relação amorosa e afectiva entre Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir. E, neste aspecto particular, o conto epónimo, de cunho reflexivo e de dimensão muito experiencial ( o que é eforçado pela enunciação em primeira pessoa) dá o mote para a leiura global desta obra que, eu quero crer, também contribui para a reflexão sobre a condição da mulher angolana, na sua relação afectiva e cultural com o mundo em que ela se insere...” In: Inocência Mata. Literatura Angolana. Silêncios e Falas de Uma Voz Inquieta. Lisboa, Mar Além, 2001, p.217.

 

 

 

 

 

Informação Adicional

  • Nascido em: 1955-09-05
  • Naturalidade: Luanda
  • Gênero literário: Poesia

Contacto

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