Bio Quem

António Domingos Gonçalves

“Quem disse

que o amor não dói?

a passagem

fixa do além

devolve cores à vida

traçando curvas

no coração des regrado

des pedaçado

vidro...

por te sentir MARTE

mel osa escultura

de contornos

azuis”.

In Buscando o Homem – Página 56.

António Domingos Gonçalves, nasceu em Luanda a 10 de Agosto de 1960, tendo efectuado os seus estudos na mesma cidade. Em 1985 terminou o curso pré – universitário. Frequentou, posteriormente as faculdades de Ciências e engenharia da Universidade Agostinho Neto. Professor, António Gonçalves, leccionou nas escolas do I, II e III níveis.

“Poesia/ não se aprende/ na escola/ o poeta é/ a escola/ a escol(h) a/ do poeta/ é uma sacola/ sem pega/ que se apega/como cola/des colando/palavra da sacola/escola/que o poeta doa”

Começou a escrever aos 13 anos e em 1978 escreveu a sua primeira narrativa: cenas que o musseque conhece, que se mantém ainda inédita. Em 1980 entra para a Brigada jovem de Literatura e nesse mesmo ano contribui com um poema intitulado ‘Reflexão’, para uma antologia de poemas dedicados ao fundador da nação angolana: O caminho das Estrelas. Nova Poesia para Agostinho Neto. Na década de 80 dedicou – se exclusivamente á produção poética. Publicou Gemido de Pedra (1994), Veros Libertinos (1995), Adobe Vermelho da Terra (1996) e Buscando o homem. Antologia poética (2000). Actualmente, António Gonçalves é adido cultural da embaixada de Angola, acreditada em Havana, Cuba.

Sobre a poesia de António Gonçalves, o jornalista, poeta e ensaísta Norberto Costa: “ António Gonçalves nos seus textos parece responder a esse axioma, ainda que intuitivamente. A poética de A.G, sem prejuízo doutros consideramos como a sua essência lírica e intimista, guarda o condão de ser interventiva. O tema da paz, ou melhor, da superação da guerra, através da instauração da paz, é um tema recorrente nos três títulos por si já publicados. Por isso, para retractar o drama que ainda nos apoquenta a todos e, em especial, o leitor – interlocutor/destinatário - fixa – se o poema épico, intitulado « Letras de Sangue», onde se denuncia o paradoxo.

“são tuas/ as letras de sangue/com que pintei/o teu nome no mar/ mar morto/de morte des naturada/ calemas de sangue/ como as letras são/ pacto a dois/letras de sangue/sangue que a historia olvidará?/ ó minha mãe /cujo mar é sangue/como as letras do poema/já não há tinta p’ra escrever/ de tantos mares haver”...

Norberto Costa, considera ainda “a maior riqueza da poesia de António Gonçalves , não está apenas na verticalidade com que expõe o seu sentir face as contradições do quotidiano. Muito menos na procura de formas experimentalistas para expor o seu projecto estético – literário. A maior riqueza de versos Libertinos está precisamente na liberdade como o poeta nos apresenta os nossos valores culturais ao ponto de vivenciarmos o efeito de espelho, conforme Lacan. Nós possuímos peculiaridades culturais próprias que nos identificam. Não somos daqueles que concebem as nossas manifestações culturais como simples manifestações de folclore. Muito menos concordamos com os que pretendem universalizar os valores culturais ao ponto de eclipsarem os nossos valores locais. Para nós, a cultura ainda que aberta a outras influências constitui o pano de fundo de imagem de nós próprios. Dai o seu caracter funcional. Em consequência, melhor arte poética é, para nós, aquela que se acha plasmada nos nossos mitos e na riqueza étnico – linguística que nos é peculiar. António Gonçalves está consciente dessa necessidade.

Informação Adicional

  • Nascido em: 1960-08-10
  • Naturalidade: Luanda
  • Gênero literário: Poesia

Contacto

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