Bio Quem

Mário Lopes Guerra

“si, não pode mais. Mamã grande falou com os outras camaradas da Oma, na reunião. As outras concordaram. Realmente, não era bem. Uma criança não pode parar só assim, toda hora fazendo de soldado. Preciso escola, preciso comer em condições, preciso roupa de verdade, preciso uma casa para dizer “casa é, então a minha casa de morar”. Agora, dormir só assim, atoamente, isso não é bom, não”.

Extracto do conto “ O pioneiro Luta Continua”, In: Benúdia, Nova Vida Novas Lutas, Edição da União dos Escritores Angolanos, Página 58.

Mário Lopes Guerra nasceu em julho de 1939, em Luanda. Empenhado na luta de libertação, foi várias vezes preso pela polícia política portuguesa. Participou na segunda guerra de libertação Nacional. Premiado em 1956, participou no movimento de jovens intelectuais angolanos agrupados na sociedade cultural de Angola, tendo colaborado em vários jornais e Revistas de Luanda, Maputo e Lisboa. Incluído na “Colectânea de Contistas Angolanos”, editada pela casa dos Estudantes do Império, em 1960. Na década de 70, publicou na colecção Capricórnio, Lobito, “ A bola e a panela de Comida”, incluído no caderno “Lavra e Oficina”, Caderno Especial dedicado à literatura Angolana em saudação á 6ª conferencia dos Escritores Afro – Asiáticos, realizada em 1979, em Luanda, conferencia essa da qual participou. Publicou igualmente “Nova Vida Novas Lutas – Estórias”, em 1979, edição da União dos Escritores Angolanos e de Centalha, Promoção de livros, SARL. Exercendo o jornalismo como profissão, foi Director Geral do “Jornal de Angola” e Secretário Geral da União dos Jornalistas Angolanos. Tanto na literatura como no jornalismo, tem usado sempre o pseudónimo de Benúdia.

Em “Roteiro da Literatura Angolana”, Edição da União dos Escritores Angolanos, 4ª Edição, Carlos Cardoso referiu:

“ Em 1957 a sociedade cultural de Angola reinicia, como dissemos, a publicação do seu jornal cultural, que na senda da mensagem, iria receber novos valores. Contistas como Luandino Vieira, Mário Guerra, Helder Neto, um ensaísta, como Adolfo Mário, um etnólogo como Henrique Abranches, a maior parte deles espraiando – se pela poesia, conto e ensaio, com grande facilidade” – Página – 103. “ ... da cultura, além de poetas, sairia já um lote de prosadores, entre os quais se destacariam Luandino Vieira, Arnaldo Santos e Benúdia (Mário Guerra) – Página. 104.

“ O sol tentava romper, devagar, com custo devagar, derretendo a noite para trás dos tempos. Já o povo não podia esperar mais, as línguas recusando – se a mexer, querendo secar, ressecar e ali deitaram – se, como mortas, que elas também tinham o direito de morrer. As línguas essas mesmas. Não mais falar, não mais chorar, não mais pedir, não mais cuspir de nojo no chão, sequer”.

Extracto de “Canção do Orvalho da Poeira do Sol”, In: Benúdia, Nova Vida Novas Lutas, Edição Da União dos Escritores Angolanos, Página 102.

“9.1.1. Um Alfobre de Escritores e de Artistas” As principais Relações desta nova geração seriam confirmadas mais tarde, durante os anos 60 e 70 e até 80 ( como no caso de Henrique Abranches), mas, nem espaço, que seria de suporte a múltiplos interesses, se mostraram ao público leitor. Para além do já citado Henrique Abranches, surgiram costa Andrade, Carlos Cardoso, Mário António, António Cardoso, os irmãos Andiki( Henrique Guerra) e Benúdia (Mário Lopes Guerra), Arnaldo santos, João Abel ( ambos depois convivendo com e integrando a mais nova “Geração de 70”), Tomás Jorge (filho de Tomás Vieira da Cruz) e José Luandino Vieira”.

In: Pires Laranjeira. “ Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa”, Edição da Universidade Aberta, 1ª Edição, 3ª Impressão, Janeiro de 2000 – Página – 105.

Informação Adicional

  • Naturalidade: Luanda
  • Gênero literário: Poesia

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