Pires Laranjeira, falando sobre o tema "Herança, procedimento e usufruto de Óscar Ribas. A construção do intelectual utilitário", afirmou que a "cultura produzida e reproduzida por Óscar Ribas tem potencialidades nacionais, em si, na sua materialidade irredutível, contribuindo para revelar uma comunidade restrita".
O docente universitário disse que se torna "necessário reeditar a obra" de Óscar Ribas, em dois tipos de edição, uma de obra completa, com carácter crítico, e "outra, acessível a todo tipo de leitores, somente com alguns volumes escolhidos ou, mesmo, um só, compacto, sobretudo de narrativas, religião e filosofia". Pires Laranjeira reconheceu que a obra de Óscar Ribas é extensa, importante, incontornável e produtiva para melhor se poder conhecer os séculos XIX e XX de Angola, nos campos cultural, antropológico e social.
O académico considerou, ainda, Óscar Ribas um "memorialista colectivo", por guardar as "memórias de um grupo, de uma época, de uma região, algo como um recolector do imaginário linguístico e cultural voltado para a devolução e o usufruto apreciado pelas novas gerações".
A Conferência Internacional sobre o centenário de Óscar Ribas, promovida pelo Ministério da Cultura, decorreu entre os dias 17 a 19, no Palácio dos Congressos, em Luanda. Durante os três dias de trabalhos, historiadores, antropólogos, estudantes e escritores abordam os aspectos da literatura do Óscar Ribas.
UEA-Digital, Seomara Santos, fonte JA
