O evento terá como principal animador o poeta Lipito Feijó que durante a sua intervenção fará uma retrospectiva da vida e obra de David Mestre.
Poeta e contista, nasceu em Loures, Portugal, em 1948 e faleceu em Lisboa, 1998. Radicado em Angola desde os oito meses de idade teve colaboração literária dispersa pela imprensa e publicações especializadas de todos os países de língua portuguesa.
Luís Filipe Guimarães da Mota Veiga era o seu nome verdadeiro. Começou a ser conhecido por David Mestre após publicação do seu segundo livro "Crónicas do Gheto" (1972).
Trabalhou como jornalista e crítico literário em variados jornais e revistas de Angola, de Portugal e de outros países, coordenou diversas páginas literárias.
Em 1971 fundou e dirigiu o grupo Poesias-Hoje, foi director do Jornal de Angola. Era membro da Associação Internacional de Críticos Literários e da União dos Escritores de Angola.
A sua obra está traduzida em várias línguas.
David Mestre foi antologiado em: Angola Poesia 71, 1972; Vetor 3, 1972; Kitatu Mulungo (está aqui inserida a narrativa autogeográfica "O Plumão" escrita na prisão em 1971) , 1974; Dizer País, 1975; Poesia Angola de revolta, 1975; Antologia da Poesia Pré-Angolana, 1976; No Reino de Caliban, 1976; Poesia de Angola, 1976; Lugar-comum, 1976-1978; Os Meus Amigos, 1983; Antologia da Poesia Angolana (ed. russa), 1985; Sonha Mamana África, 1987; Os Anos da Guerra, 1988; Cinquenta Poetas Africanos, 1988; Poemas a La Madre África (português castelhano), 1992; Floriam Cravos Vermelhos, 1993; World Poetry, 1993.
Enquanto jornalista, conquistou o Prémio Nacional de reportagem instituído em 1985, pela União dos Jornalistas Angolanos e assinou de sua autoria algumas das mais saborosíssimas crónicas do jornalismo literário angolano.
Obra poética
Kir-Nan, 1967
Crónica do Gheto, 1973
Dizer País, 1975
Do Canto à Idade, 1977
Nas Barbas do bando, 1985
O Relógio de Cafucolo, 1987
Obra Cega, 1991
Subscrito a Giz - 60 Poemas Escolhidos, 1996
UEA-Digital, Seomara Santos, Fonte Angop