Uanhenga Xitu foi assim. A sua vida tocou-me de uma forma especial. Antes escutar a sua voz a chamar-me mais-nova e a perguntar-me como tinha passado o dia, se tinha comido, onde tinha ido, tinha lido as suas personagens. Mestre Tamoda, inconfundível, mestre com aspas, mas também com asas cortadas por aqueles que acreditaram que a história lhes pertencia. Kahitu, Manana, Felito, Mafuta, o Ministro acompanharam-me antes de conhecer o meu mais-velho. Perdoem-me o possessivo, mas era assim que nos tratávamos e é assim que o recordo sempre. Com ele "com vivi", conheci mundo, aprendi histórias doces e amargas, senti ventos e olhares. As muitas vidas do meu mais-velho e a partilha que só em família se consegue fazem da minha vida uma vida melhor. Obrigada!
Ana Lúcia Sá
Lisboa, 13 de Fevereiro de 2014
