Kanguimbo Ananás, que falava à Angop após uma palestra sobre "Pirataria nas obras culturais" promovida pelo Ministério da Cultura, disse que a reprodução do trabalho alheio sem consentimento do verdadeiro autor é um mal que assola a sociedade, pelo que as pessoas devem estar atentas para evitar a sua expansão.
“A pirataria leva abaixo todo um esforço intelectual de um indivíduo. Isto pode criar perturbações ao autor quando não contactado ou previamente avisado da situação, por ver roubada a sua obra", adiantou.
A escritora avançou que esta prática negativa beneficia infractores que a custo do esforço de outrem buscam rendimentos económicos ou fama.
“Hoje há pessoas que estão no mercado e fazem sucesso com obras alheias sem o mínimo de autorização expressa do autor ou sobre os titulares dos direitos de autor”, disse, acrescentando que as autoridades devem pôr cobro a tal situação.
“Temos que começar a sensibilizar. Por tudo quanto é lugar vimos espalhados obras copiadas e trabalhos pirateados a circular sem que haja a noção dos direitos de autor. Tudo isto tem que ser alterado”, prosseguiu.
“Vimos jovens que cometem o plágio, bem como artistas que não têm sequer o mínimo de consideração do trabalho do outro nem, em alguns casos, a noção da situação. Temos que ensinar a garantir a respeitabilidade pelos direitos de autor”, sublinhou, acrescentando que os artistas devem participar mais deste processo, fora o papel de grande responsabilidade que se reserva ao Executivo.
A pirataria é a prática de vender ou distribuir produtos sem a expressa autorização dos proprietários de uma marca ou produto, constituindo desde modo crime contra o direito de autor.
Os principais produtos pirateados no mundo são roupas, calçados, utensílios domésticos, medicamentos, livros, softwares e discos.
A pirataria, considerada por muitos especialistas como o crime do século XXI, actualmente movimenta mais recursos que o narcotráfico.
O crime é financiado, na sua maioria, por grandes grupos organizados e máfias internacionais.
Uea-Digital, Seomara Santos, Pesquisa Angop



