A governante, que falava no termo da visita que efectuou a esta localidade, afirmou ser também intenção do Ministério da Cultura reabilitar e requalificar o santuário onde jazem as ossadas dos soberanos Katiavala (fundador do reino do Bailundo) e Ekuikui II.
"Estamos convencidos que vamos resolver esta questão, pelo facto da casa principal do rei encontrar-se em estado avançado de degradação, por ser muito antiga", salientou.
Para Rosa Cruz e Silva, o município do Bailundo é caracterizado de forma diferente por possuir vários lugares de elevado valor histórico e cultural para o país, cujas obras de requalificação e reabilitação exigirão uma profunda intervenção dos técnicos do Ministério da Cultura.
Salientou que as obras de requalificação e reabilitação da Ombala do Mbalundo (que na língua nacional umbundo significa Palácio do Bailundo) e dos jazigos dos reis Katiavala e Ekuikui II visam não apenas valorizar estes locais, mas também torná-los mais atraentes para fomentar o turismo cultural.
A ministra da Cultura realçou, entretanto, que a requalificação da Ombala Mbalundo é das tarefas mais complexas para a sua realização, uma vez que tem surgido grupos de estudantes com intenção de visitar o lugar para possíveis pesquisas académicas.
O Reino do Bailundo foi fundado pelo rei Katiavala no século XV, até então designado por Halavala. Desde aquela data até ao momento passaram pelo mesmo reino 35 soberanos: os reis Katiavala I, Jahulo I, Samandalu, Tchingui I, Tchingui II, Ekuikui I, Numa I, Hundungulo I, Tchissende I, Jungulo, Ngundji, Tchivukuvuku, Tchama Tchongonga, Utondossi, Bonji, Bongue, Tchissende II, Vassovava e Katiavala II.
O Reino do Bailundo teve ainda como soberanos Ekongoliohombo, Ekuikui II, Numa II, Moma, Kangovi, Hundungulo II, Mutu Ya Kevela (vice-rei), Tchissende III, Jahulo II, Mussitu, Tchinendele, Kapoko, Numa II, Pessela Tchongolola e Ekuikui III. Augusto Katchitiopololo (Ekuikui IV) é o seu actual rei.
Pesquisa Angop, UEA Seomara Santos



