A par do Brasil e Portugal, Angola participa no certame como convidado de honra, em homenagem a língua portuguesa, falada por mais de 250 milhões de pessoas no mundo e oficial também em países como Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Timor Leste.
No quadro da feira, onde estará presente uma delegação do Ministério da Cultura angolano, chefiada pela sua titular, Rosa Cruz e Silva, serão realizadas conferências sobre a importância da língua portuguesa no contexto mundial, para além de exposição de livros de escritores de Angola, Brasil e Portugal.
Numa conferência de imprensa, realizada sexta-feira, entre os três embaixadores dos países de língua portuguesa acreditados na Sérvia, designadamente Angola, Brasil e Portugal, o embaixador angolano, Toko Serão, fez saber que apesar de ter sido um processo de imposição, a adopção do português propiciou a troca de ideias de emancipação em sectores da sociedade angolana.
Segundo o diplomata, em meados do século XX, a língua portuguesa facilitou a comunicação entre pessoas de diferentes origens étnicas, tendo passado a ser um instrumento de dominação e clivagem entre o colonizador e colonizado. Assim, a língua portuguesa adquiriu um carácter unificador entre os diferentes povos de Angola.
A delegação angolana na feira integra os escritores Abreu Paxe, António Fonseca e Cremilda de Lima.
UEA-Digital, Seomara Santos, Fonte Angop



