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Não sei bem o que esperam de mim, mas presumo que não querem que venha aqui reproduzir uma cultura livresca asséptica e não procure dar um sentido nacional e prático às minhas palavras.
Na palestra proferida aos estudantes de literatura africana da Universidade de São Paulo, em 25 de agosto de 1983, Uanhenga Xitu* se autodefine “como um registrador de algo que se passava no meio e no ambiente da sua convivência”. O seu contacto com o mundo urbano o faz vivenciar no próprio meio em que nasceu e cresceu a desconfiança dos velhos iniciados.
Jogo de apropriação estética das palavras, a literatura, como bem o observa Maria Aparecida Baccega, constrói, destrói e reconstrói realidades, apropriando-se da palavra que pulsa na materialidade do intercâmbio da vida social (1993, p. 136) .
No contexto literário angolano, Literatura e História encontram-se articuladas desde as primeiras obras literárias do país, como se uma estivesse a serviço da outra e vice-versa. Em relação à dramaturgia, durante o período de lutas pela independência nacional, Pepetela elaborou aquela que é considerada a primeira obra angolana do gênero: A corda.

‘Eu sou o único pUeta de kimbundu

que se escreve com “U”

no primeiro ano da independência

porque com “O” seria um pUeta com boca

fechada

e não gritaria o “VIVA ANGOLA”...

Uanhenga Xitu

 

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