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RESUMO: O romance Parábola do Cágado Velho, do escritor Pepetela: relações entre mito, memória e história. A parábola como estratégia narrativa e o cágado como uma alegoria do tempo e do saber. A leitura crítica do imaginário social de Angola, desde as origens fundadoras até a época atual.
Puko O N’gombo: Deus da Verdade, de N’dá Lussolo (“nome literário de João do Espírito Santo Carvalho”, assegura a contra-capa), é uma obra original no panorama da ficção angolana contemporânea, rica de sugestões, apesar das gralhas e do grafismo descuidado. Mas vamos por partes.
As pegadas deixadas por Jorge Amado na Literatura Angolana são muitas. Estudá-las em pormenor não seria possível em tão curto período como este e cansaria todos os ouvintes, incluindo o que fala.
As primeiras obras literárias escritas por angolanos e publicadas em Angola datam da segunda metade do século XIX. Não discutiremos aqui, porque nem competência para isso tem, se essas primeiras obras conhecidas poderão identificar uma literatura.
Em trabalho anterior, que contemplava “ A nova escrita africana de língua portuguesa”(1) procuramos desmontar as particularidades da moderna literatura angolana, através de uma reflexão sobre a representação satírica do real quotidiano luandense na narrativa – desmontando a estruturação pedagógica da ironia de Quem Me Dera Ser Onda!, de Manuel Rui

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