testeira-loja

A mulher negra em Ponciá Vicêncio: caminhos da

consciência e da memória

 

Thays de Abreu Bartolazzi1

Vera Lúcia da Silva


Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.

Em cofre não se guarda coisa alguma.


Em cofre perde-se a coisa à vista.


Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por 

admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela,

isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,

isto é, estar por ela ou ser por ela.

Por isso, melhor se guarda o voo de um pássaro


Do que de um pássaro sem voos.


Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,

por isso se declara e declama um poema:

Para guardá-lo:

Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:

Guarde o que quer que guarda um poema:

Por isso o lance do poema:

Por guardar-se o que se quer guardar.
(Antônio Cícero)

GT: Africanidades e Brasilidades em Literatura

Cantares Ticumbis: resistência e memória na literatura oral de comunidades quilombolas

Michele Freire Schiffler1


Jorge Luiz do Nascimento2

 

1 Doutoranda em Letras; Universidade Federal do Espírito Santo; e-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. .
2 Professor Titular do Departamento de Letras, Universidade Federal do Espírito Santo; e-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

As falsas verdades ou a História construída em:
"O Vendedor de Passados", de José Eduardo Agualusa.

INTRODUÇÃO



Denise Aparecida do Nascimento1


"A memória é sempre transitória,

notoriamente não confiável e passível de

esquecimento; em suma, ela é humana e

social." (Andréas Huyssen)

 

"O presente é construído na destruição e

reconstituição da tradição." (Walter Benjamin)


" A literatura nos ensina a melhor sentir, e

como nossos sentidos não têm limites, ela

jamais conclui." (Antoine Compagnon)

Da segunda metade do século XX em diante, com a modernização das cidades, cujos valores sócio-culturais encontram-se em permanente estado de transição, o homem passa a enfrentar um outro problema proporcionado por esse meio moderno: a constante sensação de vazio, de não-pertencimento e de não-identificação com o

1 Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Grupo de Trabalho: AFRICANIDADES E BRASILIDADES EM LITERATURA

Título do Trabalho: RECONTOS, REENCONTROS: UMA LEITURA DE
SIKULUME E OUTROS CONTOS AFRICANOS, DE JÚLIO EMÍLIO BRAZ

Nome completo e instituição do(s) autor(es): Maria Amélia Dalvi (UFES)

Celebração cabo-verdiana e brasileira: O poema Você, Brasil, de Jorge Barbosa (1902-1971).

 

Denise Rocha 1


RESUMO: Alguns autores da geração da Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo (1922), bem como outros, que escreveram sobre o realismo do nordeste brasileiro, na década de 1930, influenciaram os fundadores da moderna literatura cabo-verdiana: Baltazar Lopes, Jorge Barbosa e Manuel Lopes. Para consolidar a identidade cultural das dez ilhas do arquipélago de Cabo Verde, eles lançaram Claridade- Revista de Letras e de Artes (1936). Com uma mirada afetiva transatlântica, Jorge Barbosa (1902- 1970) dedicou alguns de seus poemas ao Brasil e a Manuel Bandeira. Em Você, Brasil, ofertado ao poeta brasileiro Ribeiro Couto, Barbosa celebra o vínculo de fraternidade existente entre Cabo Verde e o Brasil, unidos pela geografia, pelo passado colonial, pela língua, e pela diáspora negra.
PALAVRAS-CHAVE: Literatura Cabo-verdiana; Jorge Barbosa; Brasil; fraternidade.

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