Bio Quem

quarta, 09 junho 2010 10:44

António Jacinto e os Guerrilheiros

A educação tem uma força inapreciável. Impressa no subconsciente, cada palavra anda aí, sempre presente, mas aparentemente desapercebida. Por isso, antigamente se dividiam os filhos, entre seres ou não serem boas famílias e, mais modernamente talvez, se fale de quem terá ou não tomado chá em pequenino.

Quem quer que tenha tido uma sólida educação religiosa, embora já se não importe com o Deus, reage quase sempre por indicação das normas religiosas que tem dentro de si. Extrato da pág. 11

Publicado em Livros-on
terça, 08 junho 2010 09:52

A morte da noite

Sobre a obra Lourenço José, jornalista, escreveu que «estamos em presença de uma poesia em que - para lá dos "mortos em pés" e outros que, alienados à sua sorte em qualquer canto, debaixo de uma árvore ou de uma ponte, vão constituindo a grande metáfora "do novo" exostismo da cidade - vegetam realidades da vida. Isto porque casa verso está interessado em não se fazer confundir.

A poesia é não só uma manifestação, mas a plena expressão de liberdade de que se tem servido Kudijimbi para reportar a força artística dos quiabos, da myengeleka, maxanana, saca-folha, do kahombo e de outros, "acervos" do ser e do estar das gentes dos vários espaços por que passou ou/e viveu. Lá onde "quitutas com katutas/ de aduelas de barril/ choravam de tanto sorrir".

Caso se matenha fiel a sua vocação, enriqueça a inspiração astral com abnegação à investigação e ao estudo, Kudijimbi poderá ser referência outra, no quadro das tendências poéticas, porque em franco curso de desencontro com a mesmicidade que, aos poucos, vai governando nos vários espaços de realização poética.»

Publicado em Livros-on
terça, 08 junho 2010 09:22

Nicolau Sebastião da Conceição

Madiabo

 

Noite húmida com gemidos de múkua

Entrelaçam passos de kazumbis

Caminho incerto! Madiabo chegou

Corações gripados mastigam gissobongos

Pra tranquilizar espíritos

Adormecidos na mayombola

Não se direccione pelo sol

Fujam pela estrada longa

Gritem pelo deus do fogo

Não deixem que ponham

Fogo na sombra a noite sem mácula

É pior que tomada vernácula

 

In: Todos os Sonhos: Antologia da Poesia Moderna Angolana.

 

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