Bio Quem

João Tala

"Tenho a língua dos repastos reforço

raízes íntimas.

Preciso da humildade p'ra ceder o Íntimo à lavra

( repentro as covas

eriço a matilha do pó)

e de minhas palavras levanto

do seu canto sólido o pálido trovão

- vibra entre minhas crias

como simples alucinações marcava

a rês da palavra".

In O gasto da semente - INIC - 2000 - Colecção A Letra, 2ª série, n º 19, p. 12.

Nasceu em Malanje aos 19 de Dezembro. De 1959. Iniciou-se na escrita no limiar da década de 80 quando residia no Huambo onde cumpria o serviço militar. Nessa época funda a Brigada Jovem de Literatura - Alda Lara e ingressa na faculdade de medicina. Já como médico exerce funções na Lunda Norte e posteriormente, em Luanda . Poeta ainda de reduzida obra, tem publicado o livro a "forma dos desejos" - prémio primeiro livro/ 97 da União dos Escritores Angolanos. Tem no prelo o livro "chão e corpo de Líricas" primeiro lugar dos jogos Florais do Caxinde/99. Com a obra "O Gasto da Semente" foi lhe atribuída Menção Honrosa do prémio literário Sagrada Esperança, edição 2000.

"Colheitas Uterinas

Da paisagem testemunhei a prova de fogo.

o silencio material e a riqueza metafísica

na tua lavra, irmã, há colheitas uterinas:

uma nova viagem para que nos regressemos

nós mesmo na indiferença.

Liberdade sem medo, conta os dedos da

tua mão procriada, conta P’ra nação

nosso machado secreto canta pela raiz.

- tens essa noção de fogo em tua tabuada"

In A Forma dos desejos - Página 12

Para José Luís Mendonça, "A forma dos desejos", veio impor novas exigências à mesa de leitura em relação aos novos autores. Uma das exigências será o critério de qualidade estética - literário. Para o referido poeta, esse livro, possui todos os ingredientes que compõem a obra verdadeiramente literária: a ousadia da mensagem, a imagética surrealista e vanguardista que procura superar o já criado, ou pelo menos, ser diferente trazendo algo de novo, a elaboração conceptual dentro dum diversificado figurino".

"O Gasto da Sementes Iº

Tuas mãos na água devolvem terra

á semente a plebe absorva a mente

dessa água temporal à forja da

semente esclarece a revolta e

o novilho amordaçado nos braços

da tempestade

Além da forma das Sementes

Todas as palavras de um ngoma são

Lamento da civilização. Tudo o que

Pronuncio é um continente sobre

A memória dos ngomas

Mas cada língua é uma nação de conversas

Fortalece a raça do espirito o poema da plebe

E este povo - irmão dissemina na minha

Memória o continente erguido da sementes..."

In Gasto da Semente

Autor de duas obras literárias, publicadas em 1997 e 2000, respectivamente: A Forma dos desejos e Gasto da Semente, o escritor João Maimona considera João Tala, "como uma das mais importantes revelações da década de 90. Uma voz que nos deixa, um aviso de que a poesia angolana é uma paisagem com diversidade e infinidade de caminho. Faz parte da comunidade de jovens autores que, no limiar da década de 80, procuravam, com rigor, pesquisa e talento, seleccionar, agrupar e combinar palavras que pudessem servir a arte através da literatura. Uma das mais importantes revelações da década de 90. Uma voz que nos deixa, um aviso de que a poesia angolana é uma paisagem com diversidade e infinidade de caminho".

Informação Adicional

  • Nascido em: 1959-12-19
  • Naturalidade: Malanje
  • Gênero literário: N/A

Contacto

AV. Ho-Chi-Min, Largo das Escolas
1.º de Maio - CEP 2767 Luanda

Telefone: (222) 322 421 Fax: (222) 323 205

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