“Como no futuro só porque apenas o passado é ainda (apenas) ira mirrada na dor A té quando pode a memória – pouco me importa abandonar os arcaísmos dos casulos da angústia que a si mesmo faz finca pé nessa História toda como no futuro”.
In Infindos nas ondas - Página - 40
Nasceu em Benguela a 17 de Fevereiro de 1959. Estudou na Escola Primaria da Artes e Oficio D. Filipa de Lencastre. É membro n.º 77 da União dos Escritores Angolanos , membro n.º 92 da União dos Artistas Plástico e é membro da (IWAA), Internacional Writers and Artists Association, Sediada nos Estados Unidos da América. O seu nome figura no Catálogo Internacional de artistas Contemporâneos Africano editado em França.
“O abismo coalhado/Fundiu no chumbo/A Fundação/A glória das nações/O sopro das raízes/Rebentaram/Os tomates da rua/Desceram nas profundezas da pedra/Arrancaram a minha espada/No coração do mar - In: Êxodo página 72”
Sobre o autor diz Adriano Mixinge: Ningi vive submerso num exílio interior e toda a sua obra artística é uma reflexão sublime e sarcástica a propósito do caos e dos absurdos que envolveram os angolanos na última década do século XX. Infindos nas ondas “Aperfeiçoa sabiamente o presente / ele é teu” só vem demostrar que é, efectivamente, esse afã de melhoria o que alicerçar o seu exílio interior. Um exílio que está no túnel das ondas, um exílio que sabe portugalizar-se quando vai a sua casa, algures, à beira da praia. No entanto, entre a rotina, a reflexão e o mar, toda a sua obra foi-se estruturando sob o signo da institucionalização da crise na forma de viver do húmus angolensis. Ainda assim, como tão belamente (não sei se um pouco exageradamente, também ) o diz jimmy Rufino, no início do seu breve ensaio os címbalos dos mudos na sátira da verdade”.
